terça-feira, 16 de setembro de 2014

As Crónicas das Canções do Diabo de Alexandre Colaço

Sinopse: A luta pelo poder na cidade e no deserto é um jogo feroz que traz consequências mortais e deixa um rasto de sangue e destruição por onde passa. Todos querem exercer o seu domínio e tentam-no fazer a qualquer custo.
Quando uma troca combinada corre mal, o responsável pode ser qualquer um. O caos que se gera a seguir é apenas mais um pretexto para uma disputa sombria por vários tipos de poder. Saber quem sobrevive à luta é só um dos muitos condimentos que apimentam e preenchem este mundo de perseguições e mortes.
«As Crónicas das Canções do Diabo» são histórias que se cruzam e que relatam coisas más e ruins que acontecem às pessoas e das quais também elas são alvo. Ninguém está livre do mal que os percorre. As ações que caracterizam esse mal são representadas de uma forma direta e precisa, como uma faca afiada a cortar e a espetar. Quase como se o Diabo estivesse a tocar guitarra com os dedos. A tocar e a cantar blues. Estas são as suas canções.

Este é o tipo de livro que vejo, leio a sinopse e quero logo comprar. 
Foi com grande entusiasmo que comecei a As Crónicas das Canções do Diabo, mas confesso que me foi desiludindo até ao fim.
Acho que estamos perante uma grande ideia, que daria uma boa história, mas o autor não soube passar para fora. Eu achei isso. Sempre que podia ficar interessante, não evoluía. 
Gosto da ideia do deserto perigoso, com grupos rivais entre eles as Queens of Doom, um grupo de mulheres que controlam uma das partes do deserto, sexys e perigosas. Um homem que tem necessidade de matar pessoas. A dona de um bar, sexy, destemida e dominadora que vende um produto de alta qualidade em troca de uma droga para um dos poderosos do deserto controlar o homem psicopata, que lhe faz uns serviços de vez em quando.
Um dia uma troca corre mal, estes três poderes vão cruzar-se e nada volta a ser como era antes.
Como já referi, gostei da ideia do autor e adorava sentir empatia com alguma personagem mas isso nunca aconteceu. O autor quis marcar certos acontecimento e ideias e com isso tornou-se repetitivo em algumas ocasiões. Na minha opinião faltou desenvolver melhor as personagens. Seria interessante entrar um pouco na mente do Cold Blood Killer, o assassino. As Queens of Doom , mulheres fortes do deserto, podiam ser mais trabalhadas. Vi o empenho do autor para passar a ideia das guerreias, sexys e perigosas, mas não me entusiasmaram, as descrições pareceram-me de certa forma forçadas. O big boss, mafioso do deserto, no final tem um comportamento completamente contraditório. Era um homem perigoso e poderoso caramba!! Entre outras coisas.
Não quero com isto dizer que é um mau livro, só não me entusiasmou e dei por mim a querer que tivesse menos páginas e mais conteúdo (no que diz respeito ás personagens principalmente).
Reparei também em alguns erros na escrita. 
Repito, não é um mau livro, lê-se muito bem e para quem está a começar é uma boa aventura.    

Algo que adorei neste livro e para não ficar a e ideia que só vi defeitos, a capa e a contracapa. Como tinha dito a capa conquistou-me logo e tem a ver com o conteúdo. Parabéns a quem desenhou.

Já alguém leu este livro? Gostaria de conhecer outras opiniões e trocar impressões.

Boas leituras