segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Opinião - O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry

Olá!

Começo o ano com uma excelente leitura. Li finalmente o maravilhoso, sensacional...

O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry 

Sinopse:

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada - Grau de Dificuldade III.

Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma da sua força, muito pelo contrário: este livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.

O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça - a mais de mil milhas das próximas regiões habitadas e correndo perigo de vida - pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo que expande a imaginação do narrador para todo o género de infantis e surpreendentes direcções. «O Principezinho» conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.

Opinião:

Amei este livro! 
Nunca vou esquecer o Principezinho e a sua viagem. Sei agora porque ele é tão querido por todos. É realmente Sensacional! 

Este é um livro escrito com muita simplicidade, que consegue levar qualquer criança a viajar e a encantar-se com algumas personagens. No entanto duvido que uma criança pequena consiga compreender a enorme mensagem que ele guarda, a criança apenas vive aquela aventura e a mensagem, essa, é destinada ao adulto, às pessoas crescidas que o Principezinho acha tão estranhas. É isso que torna este livro tão grandioso e especial. É um clássico da literatura mundial e quem o lê não, o esquece certamente.

A sinopse já revela um pouco da história, mas eu acrescento um dado, o Principezinho deixou sozinha no seu planeta, a sua rosa, a sua querida rosa...O que o levou a fazer tal coisa? 

A parte que considero mais marcante é o relato do Principezinho da sua viagem pelos 7 planetas.
Em cada um, conhece uma pessoa (único habitante) que representa um de vários estereótipos da nossa sociedade, um Rei, um bêbedo, um homem de negócios, um vaidoso, um acendedor de candeeiros, um geógrafo e um vendedor.  somos levados a reflectir sobre a nossa existência e percepção do mundo e do outro. 

Há duas grandes lições neste livro, uma é que “O essencial é invisível para os olhos” a outra… a raposa encarregar-se-á de vos contar tudo. Agora sei porque as raposas são sempre as mais espertas nas histórias que me contavam. Elas são sábias e ganharam o meu eterno respeito. 


É um livro mais que recomendado e toda a gente devia ler. Lê-se numa tarde. É uma leitura muito fácil e quando se começa é impossível parar. 

“(…)- Agora vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê com o coração. O essencial é invisível para os olhos…”

“ “A minha flor é efémera” (…) E eu deixei-a lá sozinha!” “

Quem já leu?
Que parte vos marcou mais?
Boas leituras.