domingo, 8 de maio de 2016

Rádio e Podcast, o meu vício mais recente

Oi tudo bem?

Ando sumida para variar, mas hoje quero partilhar convosco o meu novo vício. 
Já devo ter falado algures por aqui que adoro ouvir rádio. A televisão não me prende e mesmo em casa prefiro fazer todas as minhas tarefas a ouvir rádio. O fim de tarde é passado quase religiosamente na companhia do Fernando Alvim com a Prova Oral na Antena 3 às 19:00, programa responsável por várias das minhas compras de livros. Sou muito fã do Alvim há muitos anos e é muito por culpa dele que desenvolvi o gosto pelos programas de rádio e pelos livros.

A Antena 3 é sem dúvida a rádio nacional que passa a melhor música, mas são os programas de autor, com entrevistas, conversas, interesses, etc. que prendem a minha atenção. No inicio ouvia apenas os programas da manhã, saltitava entre a Antena 3 e a Comercial sempre à procura do humor e à tarde e fins de semana ouvia os outros programas; Alvinex, entrevistas com o Alvim; Nuno e Nando,com Markl e Alvim; Conversa de Raparigas, com Rita Ferro, Ana Coelho e Rita Matos à conversa com Mónica Mendes ( fiquei muito fã da Rita :) ) e mais recentemente Fora do 5, com os loucos Pedro Fernandes, António Raminhos e Luís Filipe Borges, o programa mais louco e moralmente incorrecto de sempre... vou ter saudades.

Para além destes programas há outros na Antena 2 que tento sempre ouvir, sobre história, livros, cultura em geral, ciência, etc.. Todos os que me possam entreter e cultivar são bem aceites e grande parte da minha cultura vem dos programas de rádio que oiço. Não consigo passar um dia sem ouvir, pois tornou-se a minha fonte de informação, cultura e entretenimento e em algumas ocasiões a minha terapia. 
Os programas de rádio são a cura para todos os males e é só escolher! 

Bem...! O texto já vai longo e ainda não falei do mais importante, os PODCAST's.

Segundo a tia Wikipédia Podcast é o nome dado ao arquivo de áudio digital, frequentemente em formato MP3 ou AAC (este último pode conter imagens estáticas e links), publicado através de podcasting na internet e atualizado via RSS. Também pode se referir a série de episódios de algum programa quanto à forma em que este é distribuído.

Em Portugal as rádios demoraram algum tempo a explorar as vantagens desta tecnologia. Os podcast's trouxeram-nos a possibilidade de ouvir os nossos programas favoritos mais tarde online ou fazer o download para ouvir quando nos der jeito. Anda cheguei a passar para o leitor de mp3 (antes dos smartphones) programas da Antena 3 e Antena 2 que me faziam companhia ao longo do dia mas depois deixei de conseguir e acabei por deixar de ouvir. Andei bastantes meses sem procurar podcast's e a tentar ouvir os programas a horas até descobrir a aplicação Podcast Adict.


Neste caso já fui eu a chegar atrasada, mas foi a melhor descoberta dos últimos tempos. Estava a passar por uma crise emocional e precisava de tudo menos estar em silêncio ou ouvir músicas que me fizessem pensar. OBRIGADO RÁDIO E INTERNET por me ajudarem a manter a sanidade mental. A "Raparigas" os loucos do Fora do 5 foram a minha âncora :P 

O mais fantástico destes arquivos é que não se resumem a programas de rádio. Qualquer pessoa com equipamento minimamente de qualidade consegue fazer os seu próprios programas e as rádios que se cuidem e estejam atentas porque ou se deixam ultrapassar ou aproveitam para ser parceiras porque começam a surgir programas de muita qualidade como é o caso de Brandos Costumes.

"Um programa quinzenal onde Pedro Paulos explora ao longo de uma hora os caminhos menos percorridos da música portuguesa. Quer seja em entrevistas, reportagens ou crónicas, fala-se das músicas que podiam ter sido hits, dos artistas que poderiam ter tido carreiras bem diferentes e especula-se sobre o futuro."

Estou completamente fascinada com este programa. É viajar para outro tempo, não muitas décadas, mas para uma realidade completamente diferente em que o nosso país se transformava completamente. É um programa sobre música que aconselho toda a gente a ouvir e podem crer que vai haver mensagem completamente dedicada ao Brandos Costumes.
Pedro Paulos tem também com Fernando Alvim e Nuno Dias um programa chamado Obrigado, internet e é o meu novo vício. Não há memória e bateria que resista mas eu não consigo deixar de ouvir, por isso vou aproveitar o arquivo enquanto houver episódios antigos.

Esta são alguns dos programas que oiço. Faltam alguns da Antena 2 que oiço directamente do Rtp play. 

E vocês já aderiram a estas novas tecnologias? Quais os vossos programas favoritos? O que me aconselham? 
Contem-me tudo! 
E oiçam o Alvim que é o maior *****


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Opinião - Uma mulher não chora de Rita Ferro


"Nunca se ama como nas histórias: nus e para sempre.
Amar é lutar constantemente contra milhares de forças escondidas que vêm de nós ou do mundo. Contra outros homens. Contra outras mulheres."
Jean Anouilh

Sinopse:

"Depois de O que Diz Molero, de Diniz Machado, e da Crónica dos Bons Malandros, de Mário Zambujal, Uma Mulher não Chora, de Rita Fer ro, foi o terceiro grande best-seller português e o primeiro assinado por uma mulher. Conta a história de uma mulher pós-feminista - livre, independente, emancipada - às voltas com a ambivalência da sua condição: de um lado, o sonho romântico e o fantasma da solidã o; do outro, o orgulho e a exigência de quem pode, finalmente, escolher, ou para quem a dignidade se tornou mais imperativa do que a companhia de um homem. Uma clivagem dolorosa, que toda a mulher divorciada, ou casada segunda vez, conhece intimamente."


Este foi o primeiro livro que li da escritora Rita Ferro. Sou fã confessa da Rita Ferro, não pelos livros pois ainda não tinha lido nenhum mas pelos programas de rádio na Antena 3. Conheci-a no programa Conversas de Raparigas e ao contrário de muitos ouvintes que não gostam e a acham snob eu fiquei fã. Directa, sarcástica, divertida, espontânea, por vezes perdida nos seus pensamentos eu identifiquei-me e continuo a identificar de certa forma com ela. Claro que noutro nível social e cultural, mas com o mesmo turbilhão de pensamentos e a forma crua de ver a vida e os outros.
Tenho vários livro dela e este foi o primeiro a sair da estante. Foi um excelente inicio e confesso que este livro não podia vir em melhor altura. É um livro sobre relações humanas, sobre amor, sexo, paixão, aventuras, desilusões, perdas... tudo numa narração muito próxima do autor e de forma muito crua, sem papas na língua.

Esta é a história de Ana, uma mãe, mulher divorciada que luta pela sua estabilidade financeira e emocional e contra os seus fantasmas interiores. A sua história é cheia de encontros e desencontros e toda a sua desorganização mental e da própria vida tornam a história muito real, próxima de nós. A sua vida pessoal, amorosa e sexual é tema do livro e são histórias do dia-a-dia que podem ser as nossas ou de pessoas bem próximas.
Identifiquei-me imensas vezes nos pensamentos de Ana, sobre o amor, a aventura, os filhos... A relação dela com os filhos é tão próxima do que se vê nos dias de hoje. Criar um filho sozinha(o) é um desafio enorme que muitos que não passam por isso não conseguem entender. Precisamos de tempo para ele, para trabalhar (para que não lhe falte nada), tempo para as relações pessoais e se sobrar, tempo para nós. E quando esse tempo vêm ouve-se aquela vós a chamar por nós e só queremos desaparecer.  
E evolução da Ana ao longo do livro é muito interessante e não esperava aquele final. Foi mesmo à Rita Ferro. E já agora: li o livro inteiro com a sua voz.
Acho que este livro pode inspirar e ensinar qualquer pessoa. Todos amamos, todos erramos mas andamos todos à procura do mesmo.

Este é um livro para reler. Adorei! Pela narração, pelo tema, pela crueza com que aborda os assuntos do dia a dia, por me dizer umas verdades e por me lembrar que somos de carne e osso, que amamos, que sofremos e choramos. Sim choramos!! Mas logo a seguir limpamos as lágrimas e preparamos-nos para as próximas batalhas.
Porque a vida não é para os fracos. E uma mulher não chora!


domingo, 6 de março de 2016

Leituras e aquisições de fevereiro de 2016

Olá!

Mais uma vez andei sumida do blogue. Mais uma vez por uma boa razão; trabalho a mais. As leitura foram escassas e apenas vim para publicar um canções com história sobre Carlos Paião (podem ver aqui) que fui "obrigada" a fazer para o Jornal da Banda.  
Foi uma mês cansativo e cheio de emoções que vou digerir por algumas semanas ainda, mas espero que isso não me atrapalhe a leituras, busca pelo saber e a partilha de conhecimentos
Foi um mês de poucas leituras mas com várias aquisições por isso não se perdeu muito ;)

LEITURAS

No inicio do mês estava cheia de energia e confiante que ia cumprir o plano (aqui), mas foi impossível e apenas li dois livros.
O primeiro numa noite e o segundo arrastou-se todo mês e terminei hoje. 

Este livro incrivelmente viciante narra a história de Cecília, uma jovem que cedo descobriu o quão terríveis podem ser as pessoas mesmo aquelas que deviam proteger-nos. 
Cecília é vendia pela própria mãe a um homem completamente desumano que a torna sua escrava submetendo-a a uma vida de dor e sofrimento. É Laerte que vai fazer de tudo para libertar a pobre rapariga de tanta violência, vivendo com ela uma fuga intensa e angustiante onde a luta pela sobrevivência é uma constante.

Podem consultara a opinião completa aqui
É um livro que vale muito a pena ler.



Já há bastante tempo que andava a adiar a leitura deste livro. Já ouvi falar tão bem da Jane Austen e a curiosidade era imensa. 
Terminei o livro hoje mas como a maior parte foi lida durante o mês passado vou considerar uma leitura de fevereiro.
A opinião vou escrever em breve mas posso adiantar que gostei bastante do enredo. Jane Austen faz uma critica à sociedade da época, da importância dos estatutos, dos bons casamentos (negócios) e das aparências. A história gira à volta da família Bennet e nela encontramos personagens bem diferentes umas das outras, com feitios completamente opostos e é nas mais fúteis e irritantes que vamos ver todas aquelas preocupações com os bons casamentos. 
Este é um romance que tem como protagonistas Mr.Darcy e Elizabeth Bennet. Confesso que gostei muito da forma como se conhecem e vai surgindo o seu interesse, mas a enredo vai muito mais além do que uma simples história de amor.
Ainda estou a digerir um pouco o livro, muito por culpa de ter visto antes a série da BBC de 1995 que tem como Mr. Darcy o actor Colin Firth. Fiquei muito apaixonada e vi a série numa noite só. A série parece-me bem fiel ao livro, mas vi com muito mais entusiasmo do que li o livro mesmo estando a gostar. É possível que isso tenha influenciado a minha leitura por isso tenho de reflectir um pouco mais antes de escrever a opinião. Talvez veja a série de novo entretanto :P

Com esta leituras cumpri dois desafios do ano, ler um clássico por mês e ler pelo menos um autor português por mês.

AQUISIÇÕES

Em fevereiro juntei mais 4 livros às minhas estantes. 
Fiz a minha primeira compra do ano, que já comecei a ler e tenho muita esperança que me tire deste estado de espírito (tipo um não sei quê, estranho, uma ressaca pós semanas intensas de trabalho e novos contactos). Sou fã assumida de humor negro, daquele que até me envergonho de rir e depois de ouvir uma entrevista com Rui Sinel de Cordes para promover o seu novo livro não resisti a comprar.

Sinopse:
Os piores hábitos dos portugueses.

«O nosso objectivo era fazer o melhor que pudéssemos para caracterizar Portugal, de forma geral, em nove episódios de temas diversos. Queríamos criar uma Bíblia de costumes, tradições, taras, defeitos e manias (meti o «defeitos» ali no meio, porque ficava estranho «taras» e «manias» junto) dos portugueses. Não seremos nós a dizer se conseguimos ou não. Resta-nos a glória de podermos afirmar que tudo o que está neste livro, aconteceu na realidade.» – Rui Sinel de Cordes

Very Typical é o livro humorístico que retrata os piores hábitos dos portugueses, dividido pelos seguintes temas: férias, noite, as dez pessoas que não deviam existir, mulheres, homens, as dez piores coisas que podem acontecer a um português, tradições, redes sociais e música.
Sempre com uma visão mordaz que choca as sensibilidades mais conservadoras, que não se inibe de exemplificar com personalidades nacionais e internacionais, Rui Sinel de Cordes retrata o povo português com a intensidade e a caricatura que o humor levado ao extremo permite. 

As restantes aquisições foram ofertas de aniversário. Podem obter mais informações sobre os livros aqui.

E o vosso mês de fevereiro como correu?
O que andaram a ler e que livros novos chegaram às vossas mãos?

Beijinhos e boas leituras ;)





terça-feira, 1 de março de 2016

Canções com história #9 - Cegonha de Carlos Paião

Já vos tinha falado do Concerto de Reis realizado pela AMDF aqui na nossa igreja e da interpretação que fizeram da música do Carlos Paião, Cegonha.


Tenho de vos confessar uma coisa: 
Eu nunca tinha ouvido esta canção...

Como é possível?!? Não sei. Mas é lamentável, sendo eu fã de Karaoke e de algumas músicas de Carlos Paião. Na verdade não conheço toda a sua discografia, mas conhecia vagamente a sua história, o triste final e a herança fantástica que nos deixou. 
Resolvi então partilhar convosco esta belíssima composição e um pouco da história do artista.

Apreciem esta introdução...

Cegonha

Olá cegonha, gosto de ti!
Há quanto tempo, te não via por aí!
Nem teus ninhos nos telhados,
Nem as asas pelo céu!
Olá cegonha! Que aconteceu?

Ainda me lembro de ouvir-te dizer,
Que tu de longe os bebés vinhas trazer!
Mas os homens vão crescendo,
E as cegonhas a morrer!
Ainda me lembro... não pode ser!

Adeus cegonha, tu vais voar!
E a gente sonha... é bom sonhar!
No teu destino, por nós traçado!
Leva o menino, que é pequenino, toma cuidado!
Adeus cegonha, adeus lembranças...
A gente sonha, como crianças!
Faz outro ninho, nos altos céus!
Vai de mansinho, mas pelo caminho, diz-nos adeus!

Adeus cegonha, tu vais voar!
E a gente sonha... é bom sonhar!
No teu destino, por nós traçado...
Leva o menino, que é pequenino, toma cuidado!
Leva o menino... mas tem cuidado!

Carlos Manuel Marques Paião nasceu em Coimbra a 1 de novembro de 1957 e foi uns dos maiores artistas de sempre do nosso panorama nacional. 
Passou toda a sua infância em Ílhavo e Cascais e licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa em 1983, mas a sua grande paixão era a música, como provam as mais de duzentas canções escritas e compostas por ele até meados de 1978. 
Acabou por se dedicar exclusivamente à música e em 1980 concorre pela primeira vez ao Festival RTP da Canção, mas é em 1981 que acaba por vencer com Playback, deixando para trás concorrentes tão fortes como as Doce e José Cid.
Durante a sua curta vida escreveu mais de trezentas canções. Trabalhou com Herman José em Hermanias e escreveu todas as canções do seu personagem “Serafim Saudade”, uma das mais populares figuras da época e escreveu também a canção não oficial da Selecção Portuguesa de Futebol de 1986, "Bamos lá, Cambada!", feita para "José Estebes", outa famosa personagem criada por Herman José
A sua criatividade não tinha limites e compôs para Amália Rodrigues, Cândida Branca Flor, Nuno da Câmara Pereira, Trio Odemira, Pedro Couceiro, etc..
Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de trezentas canções. Grande observador e crítico da sociedade as suas canções transmitem uma grande sensibilidade e uma alegria contagiante. Ficam para a história temas como Playback, Marcha do “pião das Nicas”, Gá-Gago, Cinderela, Pó de Arroz, entre muitas outras. 
A 26 de Agosto de 1988 com apenas 30 anos, morre num violento acidente de automóvel quando se dirigia para Penalva do Castelo para um concerto. Ao passar em Ponte de Amieira próximo de Rio Maior, um veículo pesado pára na faixa de rodagem e outro pesado que vinha atrás ao desviar-se choca de frente com a carrinha onde Carlos Paião ia.
A sua morte viria a tornar-se um mito urbano. Gerou-se um boato que não estaria morto na altura do seu funeral, mas sim em coma, tendo sido enterrado vivo. Este boato surgiu quando se fez o levantamento dos seus ossos e estes estariam em posição estranha e o caixão com arranhões, porém são escassas as fontes fiáveis e a violência do acidente não permitiria a sobrevivência fosse de quem fosse, mas o boato mantém-se até aos dias de hoje.
A sua morte foi uma grande perda para a nossa música. A sua alegria, talento, dedicação e companheirismo marcaram a sua passagem. 







Partiu cedo de mais, mas será para sempre recordado!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

30º aniversário e novas aquisições literárias

Olá!

Há uns dia que não passava por aqui e confesso que já tinha saudades de escrever. Estes dias tenho andado ocupada com outros assuntos e tenho lido muito pouco comparado ao mês passado. Pelo menos até à Páscoa vou andar numa azáfama, mas vou tentar arranjar sempre uns minutos para ler e tentar cumprir a minha metas.
Entretanto completei mais um aniversário e foi um dia muito especial recheado de surpresas. É sobre isso que venho falar hoje.
Completar 30 anos era algo que estava a fazer uma certa confusão. Apesar de aos 20 já ter muita responsabilidade sempre considerei que tudo ficava mais sério depois dos 30. Eu tento tranquilizar a mente e a alma e fazer-lhes ver que esta década será a melhor de todas, pois estou mais madura, segura e tranquila perante os desafios da vida e com a energia suficiente para me cuidar para viver as próximas décadas da melhor forma, mas eu sinto-me como se acabasse de entrar na terceira idade e dois dias após o meu 30º aniversário parece que já sinto umas dorzitas num ou outro osso :P. Depois também tenho aquelas pessoas simpáticas que me perguntam: "Só fizeste 30 anos??"... Oi?... Só?... aposto deve ser por ter um filho quase da minha altura... Muito obrigado

Como dizia há pouco, este dia foi muito especial e foi um dos aniversários mais tranquilos e cheios de amor de sempre. Comecei o dia bem cedo com os preparativos para o almoço que ofereci à minha família e deu-me muito gozo cozinhar para eles, foi a minha forma de gratidão por estarem sempre ao meu lado.
Depois de almoço fomos dar um passeio para aproveitar o ar puro e a brisa da serra que já começava a vestir-se de branco mas o nosso principal objectivo era visitar o membro mais novo da "família" :)
Pode parecer um pouco estranho uma vez que eu moro numa aldeia, mas eu nunca tinha visto um cabritinho tão pequeno. Bem, vejo alguns no trabalho um pouco maiores mas esses já vêm prontinhos para ir ao forno... E olhar para aquela fofura com apenas uma semana, tocar-lhe e vê-la depois a correr aos saltitos até à sua mãe fez-me sentir a pessoas mais horrível do mundo. É triste pensar no destino a que estes seres estão sujeitos.
O dia terminou com um jantar com algumas das minhas amigas. 
Foi um dia especial recheado de surpresas, com algumas prendinhas entre elas LIVROS =), um dia passado com a família e alguns amigos que não irei esquecer. Não costumo festejar sempre o aniversário e em tempos nem queria mesmo saber, achava que não valia a pena que ninguém se importava e agora vejo como estava errada. É bom perceber que amadurecemos, que levamos a vida com mais sabedoria e isso nos dá uma certa tranquilidade. É bom saber que não estou só e a todos os que tornam os meus dias mais felizes desejo o mesmo que desejam a mim. <3

Agora as prendinhas \o/
Para além de um perfume, uma carteira e uma t-shirt muito fixe recebi alguns livros.



Sinopse
Com a mestria, o rigor e o tom vivaz e irónico a que já nos habituou, Sérgio Luís de Carvalho volta a fazer história da História de Portugal, através do fulgor e fascínio que nos inspiram os grandes traidores aqui tratados.
A partir de alguns traidores - mas também de verdadeiros heróis - eis mais um delicioso périplo pela História de Portugal.


Este é um livro de crónicas e estou bastante curiosa para ler. Eu adoro a história de Portugal e quanto mais conheço mais fascinada fico. Este género de livros fazem-nos refetir bastante e ver a história com outros olhos, longe das ideias que nos são passadas na escola onde apenas nos ensinam o essencial e o que convêm. O título já me intriga uma vez que em 139 A.C. ainda não existia Portugal, mas vou ler para ver a que se referem.

Sinopse
A receita para a vida devia ser simples: amor, família, amigos, saúde e uma boa dose de delícias gastronómicas. Mas a vida raramente é simples. Alice sabe também como ela pode ser frágil, por isso quer desfrutá-la ao máximo… e nunca se sente tão viva como quando está a cozinhar. Por seu lado, Babetta passou a vida a cuidar da família. Mas agora os filhos já cresceram e seguiram os seus próprios caminhos, deixando-a só na sua pequena casa junto à costa italiana. 
Um Verão, as vidas destas duas mulheres vão unir-se numa pequena aldeia no Mediterrâneo, sob a linguagem comum da comida e do amor pela terra. Vai ser aí, sob o calor do sol italiano, ou a sombra da romãzeira, que segredos serão desvendados, e medos e esperanças partilhados. Mas as lições da vida nem sempre são fáceis de aprender…
Nicky Pellegrino está de volta com um romance de fazer crescer água na boca e inspirar os corações mais obstinados.

Não sei o que me espera esta leitura, a sinopse é interessante e espero gostar bastante da história.

Sinopse
A relação de amor entre duas pessoas, seja de mãe e filho, seja de marido e mulher, é desmedida por padrão. No início a empolgação se esforça para esconder todos os defeitos e no fim o cansaço faz esquecer todas as qualidades. Não há relacionamento em que uma pessoa veja a outra com justiça. Se existe alguém com quem nunca somos generosos, é com quem amamos.
Que acontecimento poderoso consegue afastar mãe e filha por quase toda a vida? E que tipo de força é capaz de reaproximá-las nas fronteiras da morte?
Da cama de hospital onde vive seus últimos dias, Claudia dá início a uma jornada dolorosa pelas experiências que moldaram a história dela e da filha, Meg. A mãe terá que ser mais rápida do que a morte para convencer a jovem a dividir confissões de uma vida marcada por um trauma. Manter-se viva e reviver a memória serão os desafios de Claudia para mudar o mundo das pessoas que mais ama.
Com uma dose de mistério que fatalmente leva os olhos à próxima página, Onze Semanas é uma viagem de sensações viscerais que conduz o leitor inúmeras vezes, sem que ele perceba, ao papel dos personagens.

Bem este não é propriamente um presente de aniversário, mas como foi enviado a pela Chiado Editora (parceria) e chegou dois dias antes do aniversário, vou considerar uma prenda :P
Eu tenho a fasquia alta em relação a este livro, parece-me muito bom e espero não me desiludir.

E foi assim que virei mais uma década na minha vida. Foram 30 anos de muitas experiências e apesar dos maus momentos valeu a pena não desistir, não baixar os braços e abraçar a vida com tudo o que ela tem para me oferecer. Tudo tem uma razão de ser  e estamos aqui para viver, o bom e o mau.

SEJAM FELIZES!!
Beijinhos

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Plano de leitura para fevereiro

Olá!!
Como no mês se janeiro consegui cumprir o plano de leituras e ainda juntar alguns à lista, vou voltar a apostar no planeamento. Não quer dizer que cumpra à risca as minhas escolhas, a lista servirá de guia e as leituras vão depender dos dias, da vontade e do tempo livre. :)


Para o desafio Ler autores portugueses, escolhi O RENASCER DAS CHAMAS de Susana almeida que já li e podem consultar a resenha aqui.

Para o desafio Um Clássico por mês, escolhi o ORGULHO E PRECONCEITO da Jane Austen

Sinopse:
Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas de uma família da classe média rural, conhece Fitzwilliam Darcy, membro da alta sociedade mas de um orgulho desmesurado. As tensões aparecem rapidamente, alternando sensivelmente o idílico e pacífico mundo rural inglês, que se revela como uma sociedade rígida, em que abundam os preconceitos e na qual nem tudo é aquilo que parece. Neste romance de formação, os protagonistas devem madurar e aprender dos seus erros para poderem encarar o futuro, separando o orgulho da classe de Darcy e os preconceitos de Elizabeth.


Também decidi voltar a ler a série As crónicas de gelo e fogo do George Martin. 
Depois de ouvir tanto a minha irmã falar dos livros que lhe ando a emprestar, depois dela me ter ultrapassado e já estar a ler o 7º livro e depois de uma maratona em casa dos meus pai a ver a série, tomei vergonha na cara e decidi voltar a pegar nos livros, cuja adaptação televisiva serviu de inspiração para o nome do meu deste blogue. 
Sigo então com a leitura, recomeçando o 5ºlivro (versão portuguesa) A TORMENTA DAS ESPADAS.
Sinopse:
Os Sete Reinos estremecem quando os temíveis selvagens do lado de lá da Muralha se aproximam, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas. Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, encontra-se entre eles, debatendo-se com a sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar.
Todo o território continua a ferro e fogo. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será ele capaz de vencer as mais subtis, que não se travam pela espada? A sua irmã Arya continua em fuga e procura chegar a Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam.
Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra, e Sansa, livre do compromisso com o rapaz cruel que ocupa o Trono de Ferro, tem de lidar com as consequências de ser segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon se julgam mortos.
No Leste, Daenerys Targaryen navega na direcção das terras da sua infância, mas antes terá de aportar às cidades dos esclavagistas, que despreza. Mas a menina indefesa transformou-se numa mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar numa conquistadora impiedosa?

Outro livro quue tenho muita vontade de ler é BEATRIZ A MULHER QUE LIDEROU OS DESCOBRIMENTOS de Fina d'Armada. 
Ultimamente o tema dos Reis e do nosso passado histórico tem me interessado bastante e tenho lido e ouvido alguns programas de rádio sobre os grandes protagonistas da nossa história. É possível que este género de livros me acompanhe ao longo dos próximos meses.

Sinopse:
Nesta obra, o leitor encontra, em romance, uma outra visão dos Descobrimentos Ibéricos, pistas sobre o provável envenenamento de D. João II, e um segredo que satisfaz incógnitas de 500 anos sobre as origens de Colombo. Segredo que inclui um documento secreto do Vaticano, da autoria do cardeal Garampi, sobre o Infante de Sagres.

D. Beatriz dominou o período áureo da história de Portugal. Casada com D. Fernando, filho adoptivo do infante D. Henrique, foi sogra de D. João II e mãe de D. Manuel I. O Papa outorgou-lhe oficialmente a governação da Ordem de Cristo e o seu poder foi imenso, mas há um segredo que a perseguiu…

E por fim, uma autora por quem tenho muita admiração, não pela leitura dos seu livros porque ainda não li nenhum, mas pelos seus textos, entrevistas e documentários que vi sobre si. Quero começar finalmente a ler Clarice Lispector e o primeiro levro que vou ler é O LUSTRE.

Sinopse:
Em "O Lustre", de 1946, Virgínia mantém um relacionamento incestuoso com o irmão, Daniel, com quem faz reuniões secretas em que experimentam verdades, na condição de iniciados especiais. Os protagonistas Virgínia e Daniel fazem experiência com o mal, ora como agentes (beneficiários), ora como vítimas. Nas brincadeiras de infância entre os dois irmãos, o menino exercita sua maldade com jogos perversos que denunciam o abuso do poder de que se sabe possuidor. Virgínia é o instrumento de obtenção daquele prazer que no romance anterior parecia poder levar ao êxtase a jovem Joana: a fascinação pelo mal, o prazer advindo da percepção - e, neste caso, do uso - da inerente maldade humana. Para o menino, o mal metamorfoseia-se em perversidade, exige relação, necessita de um outro para se completar: pratica o mal pelo mal, convertendo-se o meio em fim.

E são estas as minhas escolhas.
E as vossas? Quais os vossos planos para fevereiro?

Beijinho e boas leituras

Opinião - O Renascer das Chamas de Susana Almeida

Este livro não é recomendado a pessoas que têm de se levantar cedo e começam a ler já de madrugada...

Sinopse:
É na Festa da Colheita que os caminhos de Cecília e Laerte se cruzam pela primeira vez. Ao contrário de todas as outras raparigas, Cecília não exibe um vestido bonito, ou prende os cabelos num penteado elegante.Escondida no escuro de um beco, ela observa a festa como uma criança deslumbrada. Mas Cecília não está só, um homem mais velho acompanha-a.
Curioso com o motivo que fez Cecília pedir-lhe ajuda no final da festa, Laerte procura informações sobre o homem que a acompanhava. Informações que acabarão por lhe revelar um segredo que mudará a sua vida.
Perseguidos, Laerte e Cecília lutam para sobreviver, enfrentando os perigos que surgem no seu caminho. Conseguirão eles chegar sãos e salvos ao seu destino?

Opinião:
Este livro incrivelmente viciante narra a história de Cecília, uma jovem que cedo descobriu o quão terríveis podem ser as pessoas mesmo aquelas que deviam proteger-nos. 
Cecília é vendia pela própria mãe a um homem completamente desumano que a torna sua escrava submetendo-a a uma vida de dor e sofrimento. É Laerte que vai fazer de tudo para libertar a pobre rapariga de tanta violência, vivendo com ela uma fuga intensa e angustiante onde a luta pela sobrevivência é uma constante.

Confesso que a primeira impressão que tive do livro foi que se tratava de um livro de fantasia. E pensando num romance fantástico entre o herói e a dama em apuros eu desconfiei um pouco dele. Mas estava tão enganada!!! Tão enganada!! Esta história não tem nada de fantasia e até chega a ser angustiante pensar que pode acontecer a outras crianças... quantas Cecílias existirão por aí??... 
As personagens estão muito bem construídas, os momentos fortes, mais violentos estão muito bem descritos e a narrativa é voraz e intensa. Todo o suspense e violência (física e psicológica) exercida contra a Cecíla passam para o leitor e é impossível parar de ler porque algo está sempre prestes a acontecer.
Já o final... gostei, mas gostaria mais se fosse o que parecia que ia ser :P ;)
ADOREI!

Susana Almeida nasceu em Faro em 1984. 
O seu gosto pela leitura iniciou-se bastante cedo e rapidamente os livros ganharam um espaço essencial na sua vida. 
Aos dezassete anos escreveu a sua primeira historieta apercebendo-se então da sua paixão pela escrita. Apesar de apreciar ler os mais variados géneros literários, no que toca à escrita prefere os géneros de fantasia e romance. 
É autora da trilogia “Estrela de Nariën, uma mistura entre fantasia épica e romance vencedora na categoria “ O Melhor Livro que Li” pelo Clube de Leituras e Fãs do Fantástico e do romance "Renascer das Chamas". 
Entre os seus escritores favoritos encontram-se nomes como: Emílio Salgari, Robert Jordan, Catherine Anderson, Alexandre Dumas, Robin Hobb e George R.R. Martin.