terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Retrospectiva de 2016, o falhanço do blogue e o seu futuro

Olá
Desta vez sumi por bastantes meses e quase me sinto tentada a desistir do blogue de vez...
É verdade que não criei o blogue para ser um blogue literário mas com o tempo acabou por abordar mais esse assunto. E até iniciei o ano passado cheia de força com muitas leitura e desafios, mas tudo isso foi por agua a baixo nos primeiros meses.

Talvez a solução seja continuar o blogue de forma descomprometida, sem promessas, sem grandes desafios.
Não gostava de deixar de escrever mas também não tenho muita vontade de encerrar o blogue e começar outro. 

Estou um pouco indecisa mas enquanto no decido vou partilhar convosco um pouco do que foi o meu ano de 2016. 
O blogue foi um fracasso mas o ano foi o melhor de sempre.

Partilho o texto que partilhei no Facebook, a minha rede social alternativa ao blogue para ir fazendo uns desabafos. depois no fim acrescento mais qualquer coisa para os interessados.

31 de dezembro de 2016, 13:27

Breve retrospectiva de 2016 antes que esta porra acabe e não tenha tempo.

Os verdadeiros amigos são aqueles que nos inspiram a ser melhores e isto começa com um caderno oferecido com uma frase inspiradora. Finalmente atrevi-me a viver e construir a minha história, a fazer coisas que gosto e aprendo a dizer "não", a não aturar o que não me acrescenta nada e resultou muito bem.
Em fevereiro faço 30 anos e começo logo a sentir os primeiros sintomas de velhice. Contra isso decido reforçar os meus cuidados com a saúde e o corpo e começo a pensar seriamente em fazer desporto. 
Entretanto conheci um soldado e reparo como o desporto e o esforço físico faz bem ao corpo. PUTA QUE PARIU!!!! QUE BEM FAZ AO CORPO.... 🙈🙊
A vida rouba-me o soldado (ainda bem) e chateada começo a correr e a jogar futsal. E como decidi que por cada desilusão tenho de fazer algo bom por mim decido ir tirar a carta de condução.
O tempo vai aquecendo e as festas começam a surgir. Caramba este foi o ano que mais aproveitei as romarias e festas de rua. Até a Rute Marlene fui ver à Barriosa, uma terra bonita mas perdida lá no cu de judas mais velho, mas foi uma aventura muito divertida. 🌠
Começam também várias expedições ao outro lado da serra e como sempre soube, aquele lado tem ouro.
Foi um ano recheado de música, cheio de rock, metal e eucaristias \m/
Consegui influenciar o meu filho a ouvir melhor música e ouvir a mãe e calar. O rapaz entrou oficialmente na puberdade e estamos noutro nível. 
Depois de um verão louco pensava eu que ia acalmar, mas quem tem amigos doidos nao tem sossego e as festas continuaram. Quando nao havia, inventavamos. 
A vida seguia com muito trabalho e sempre rodeada de amigos e familia. 
Nas ultimas semanas concentro-me apenas na carta de condução. Algo que se arrastou mais do que queria, mas tempo que vou recordar com bastante alegria porque tive o instrutor mais porreiro que podia aparecer. No fim conseguimos e isso foi o mais importante.👊
Resumindo... foi um grande ano, adoro o meu filho, adoro ser mãe, adoro a minha família e os meus amigos e não sei fazer resumos. 
Todo o resto é conversa e passa tempo.
Feliz 2017, sejam felizes e deixem os outros ser. E tu se queres continuar a fazer-me bem, continua esta caminhada comigo. 
Bem hajam por tudo




E assim me despedia de 2016. Um ano de muito trabalho, mas também de muitas festas e de uma tranquilidade impagável.
Comecei o ano decidida a enterrar a cabeça nos livros, eu queria ler tudo. Mas comecei a ouvir muita música e a interessar-me por conhecer melhor as bandas que ouvia e descobrir novos sons e não tinha paciência para ficar quieta a ler. Nem o livro do Código da Estrada eu li com a devida dedicação.
Essa foi a maior novidade de 2016 e o maior desafio. 
Nunca tive vontade de conduzir, mas nos últimos tempos já tinha finalmente metido na cabeça que era algo que precisava para dar um rumo melhor à minha vida. Se eu já consegui fazer tanta coisa fixe sem carta de condução, imaginava eu a liberdade e as oportunidades que a mobilidade me trariam. Na Páscoa lá decido tirar a carta, não por dever, não por coragem, mas por arrelia. sim!... Por arrelia. Para não me deprimir com um desgosto, para fazer algo positivo para mim porque não queria que este ano fosse uma chatice. Já agora aproveito para agradecer às pessoas todas que me desiludem e provocam em mim esta vontade de ser mais e melhor!
O objectivo foi alcançado mas foi uma luta complicada e que se arrastou até ao fim do ano. Isso também teve influência na minha vontade de pegar em livros. Começava a ficar desmotivada e preguiçosa. Terminei o código em julho, porque só nessa altura consegui vaga para o exame, e foi bastante fácil. Mas se terminei com uma perna as costas, a condução fiz completamente às cambalhotas e foi uma aventura até finalmente ter aquele maravilhoso carimbo que me permite conduzir veículos ligeiros.
Esta jornada foi longa de mais, mas nem tudo foi mau. Tive a sorte de ter o melhor instrutor que me podia calhar. E esta foi mais uma prova de que as minhas estrelinhas se vão alinhando e a vida vai correndo como tem de ser. Logo este ano que decido regressar às origens no que toca a música e depois de reparar que não ia ter muita gente para partilhar ideias, não é que me calha um instrutor rockeiro, da minha idade e com uma banda?! Até nisso sou uma gaja cheia de sorte. Foi bom partilhar ideias, informação e música durante estes meses. Lá pelo meio uns desatinos normais das aulas, mas a música sempre aparecia para apaziguar os ânimos. Que paciência ele teve comigo e no fim, conseguimos! 

A carta de condução foi a minha grande conquista de 2016. Mas este ano foi muito importante para a minha saúde física e mental. Foi um ano cheio de desporto com a entrada para o futebol, com as corridas que comecei a fazer sozinha e uma prova de atletismo que quase não acabava mas que devido ao apoio e amizade consegui completar.
Foi um ano tranquilo em que pude saborear as conquistas que tenho vindo a concretizar nos últimos anos. 
É bom ver o meu filho crescer saudável e tornar-se um homenzinho. É bom sair à rua e ser respeitada e acarinhada por aquilo que sou e faço. É bom saber que posso contar com os amigos sempre que preciso e é bom nunca me sentir só. Eu sabia que tinha amigos, mas este ano senti de verdade essa amizade. Este ano tive a tranquilidade para perceber isso e também a capacidade de fazer amigos, de querer conhecer melhor as pessoas e também de não me dar com quem não me faz bem.
Foi um ano de muita festa e bebedeira, não dá para esconder, mas ao mesmo tempo foi o ano em que mais senti a minha maturidade. Os 30 anos não me deram apenas rugas, deram-me muita tranquilidade e capacidade de analisar e agir. 

O blogue foi ficando para trás mas a minha vida foi sempre a somar.

E o texto já vai longo e ainda tenho de fazer revisão...Espero que voltem se decidir manter o blogue. Espero que não me tenham abandonado todos de vez... :P

Feliz 2017 para todos e sintam-se a vontade para comentar e fazer sugestões.