terça-feira, 22 de setembro de 2015

Últimas aquisições - compras e parceria

"(...)o escritor tem um valor atribuído pelos outros, variável de pessoa para pessoa. E sempre sempre diferente do que pensa o próprio. Nada a fazer, claro, a não ser esperar. Esperar que o leitor nos perceba e se perceba melhor através de nós. Não sabemos quem, não sabemos como, nunca saberemos."
Por instinto, Rita Ferro


Olá!
Hoje venho falar-vos das aquisições dos últimos meses, compras, ofertas e parceria. 

A única parceria que mantenho é com a Chiado Editora. Não tenho pedido muitos livros pois o tempo para ler não tem sido muito, mas as últimas escolhas foram muito bem pensadas. 

Parceria com a Chiado Editora

Sinopse: 
Seu Moço, é uma parte de todos nós. Dizem por aí que são conselhos, terapia, poesia, afago pra alma, pílulas de delicadeza...
No fundo, são apenas conversas despretensiosas – daquelas na rede da varanda, com uma xícara de café fresquinho e uma brisa boa nos acariciando o rosto - entre aqueles que estão aprendendo a viver.
A vida fica muito mais bonita quando temos companhia. Junte-se você também a nós.
 
Livro escrito pela linda vloguer Patricia Pirota. Adorei e é um orgulho ter este livro comigo. Lido e com opinião aqui


Sinopse:
Aquele que ousa esquecer a sua história, arrisca-se a vivê-la de novo.
Auschwitz era uma cerca de metal ondulando na brisa, era um piano que tocava num tremor desalmado pelas cordas de arame farpado...milhares de claves que me amoleciam o espírito, que me levavam à depressão. As barracas e o sonho da minha infância, levado por Karol e Dragomir.
(Henryk) – “Sobibor? Que lugar é esse? Porquê? O que têm aquelas árvores?”
(Isaac) – “Falta quem lhes dê música. Falta quem as habite. Quem lhes dê vida e movimento.”
(Henryk) – “Mas, não há pássaros, aqui?!”
(Isaac) – “Não, filho! E é por isso que eu sei, e que eu tenho a certeza, que não estamos em Auschwitz, mas sim, num outro lugar chamado Sobibor. E é por isso que eu sei que tudo isto tem importância, que tudo isto irá ser lembrado, um dia!"
(Henryk) – “Não há aves em Sobibor?”
(Isaac) – “Não, Henryk. Não há aves em Sobibor...”
A neblina matinal que tarda em desaparecer, os telhados negros, os gorros siberianos, a ausência de natureza, o barulho ensurdecedor das máquinas, as malas dos ciganos na linha do comboio, a primeira cortina de ferro da história da humanidade. O enforcado que subia ao altar, a filha de Rudolf Höss a brincar no alpendre, a marcha dos soldados, as saudações, e tu, Europa, minha bela Europa, que me tocas, que me carregas, que me trazes protegido sob as lonas deste jipe furtivo da Wehrmacht. Talvez, por sorte, talvez, por pouco tempo, fosse possível prolongar aquele diálogo interrompido, lá longe, ainda lá fora, em pleno campo de extermínio de Sobibor.
(Isaac) – “Então, meninos! Querem saber qual é o meu segundo sonho?”
(Erek) – “Porque não usa uma estrela amarela, como nós? Em vez disso, porque tem um triângulo vermelho virado ao contrário?
(Iwona) – “Deixa comigo. Eu depois explico-te.”

Este é o segundo livro de João Carlos Máximo, um jovem residente em Unhais da Serra, bem pertinho de da minha aldeia. 
Não há aves em Sobibor, está a ser um sucesso de vendas e chegou a ocupar o primeiro lugar no top de vendas da livraria Bertrand, disputando o lugar neste momento com Pedro Chagas Freitas. 
Neste momento estou a ler Para sempre Carcóvia, o primeiro do autor e está a ser uma agradável surpresa. Espero gostar de ambos.

Oferta


Sinopse:
Tentando desvendar os mistérios do amor, temos o mórbido prazer de lançar uns cépticos raios no dia mais meloso do ano.
Quando a alma de um camionista se apodera do corpo de uma princesa, dá uma LADY MUSTACHE. E quando essa mesma alma de camionista dá boleia a uma outra alminha penada, junta-se uma SARA-A-DIAS.
Unidas, preparam-se para agitar o dia dos namorados. Este livro irá colocar à prova qualquer relação.

Uma leitura com bolinha vermelha, com muita ordinarice e humor. Opinião aqui.

Compras

Sinopse
Com Bukowski, não há meio-termo: ou se ama ou se odeia. Estas histórias, inspiradas na sua própria vida, são tão selvagens e inusitadas quanto as histórias dos seus romances. Bukowski foi uma lenda no seu tempo. Louco, recluso, amante. Afável e mesquinho. Lúcido e insano. Sempre inesperado. Estas histórias excepcionais vêm directas do âmago de uma vida, a que viveu, marcada pela violência e pela depravação. Histórias de liberdade, tão profanas quanto sagradas. Da prostituição à música clássica, Bukowski faz, nestas Histórias de Loucura Normal, um retrato irado, apesar de terno, bem-humorado e inquietante, da vida marginal de Los Angeles, uma realidade obscura e perigosa que emoldurou a vida de um dos maiores autores de culto do século XX. Histórias, afinal, da loucura que espreita dentro de cada um de nós, que faz do corpo uma marioneta e que não desaparece senão com a morte.
«Um agitador profissional…representante da marginalidade de Los Angeles…

Leitura em curso. Apenas posso dizer ainda que quero todos os livros que encontras de Charles Bukowski.

Sinopse
Correios, o primeiro romance de Bukowski, é baseado na sua experiência como empregado dos Serviços Postais dos Estados Unidos ao longo de uma década, e foi publicado num momento em que o seu nome ascendia ao plano do reconhecimento literário universal. 
Ponto de partida ideal para qualquer leitor que se queira iniciar na prolífica obra de Bukowski, encontramos em Correios as qualidades dos seus restantes trabalhos. Repleto de cenas hilariantes, este romance é também um retrato fiel das frustrações de um funcionário público sofredor. 
As suas personagens, entre a ficção e a realidade, captam a essência e a universalidade do ser humano e nós, leitores, continuaremos a topar, em Bukowski, com bebedeiras, mulheres, zaragatas, eventuais rebates de consciência, enfim, com os trambolhões da vida.

Um livro sensacional. Ainda não falei deste autor aqui no blogue, mas merece um grande destaque sem dúvida nenhuma. É neste momento o meu autor favorito. Bukowski retrata o lado escuro da sociedade, numa linguagem muito clara e pessoal, com muito calão mas muito verdadeira o que me agrada bastante. São relatos de um velho safado, muito safado mesmo. 


Sinopse
Em O Lustre, de 1946, Virgínia mantém um relacionamento incestuoso com o irmão, Daniel, com quem faz reuniões secretas em que experimentam verdades, na condição de iniciados especiais. Os protagonistas Virgínia e Daniel fazem experiência com o mal, ora como agentes (beneficiários), ora como vítimas. Nas brincadeiras de infância entre os dois irmãos, o menino exercita sua maldade com jogos perversos que denunciam o abuso do poder de que se sabe possuidor. Virgínia é o instrumento de obtenção daquele prazer que no romance anterior parecia poder levar ao êxtase a jovem Joana: a fascinação pelo mal, o prazer advindo da percepção - e, neste caso, do uso - da inerente maldade humana. Para o menino, o mal metamorfoseia-se em perversidade, exige relação, necessita de um outro para se completar: pratica o mal pelo mal, convertendo-se o meio em fim.

Clarice parece ter sempre algo a dizer-me. Conheço mais a autora do que a obra e está na altura de pegar nos seus livros e conhecer a fundo esta mulher tão misteriosa e com a qual me identifico de certa forma. 

Sinopse
Nada a fazer. Nada a fazer contar este estigma que nos persegue e que as crónicas demonstram melhor do que os livros: o escritor tem um valor atribuído pelos outros, variável de pessoa para pessoa. E sempre sempre diferente do que pensa o próprio. Nada a fazer, claro, a não ser esperar. Esperar que o leitor nos perceba e se perceba melhor através de nós. Não sabemos quem, não sabemos como, nunca saberemos. Alguém qualquer dia e já não é mau.

Sinopse
Depois de O que Diz Molero, de Diniz Machado, e da Crónica dos Bons Malandros, de Mário Zambujal, Uma Mulher não Chora, de Rita Fer ro, foi o terceiro grande best-seller português e o primeiro assinado por uma mulher. Conta a história de uma mulher pós-feminista - livre, independente, emancipada - às voltas com a ambivalência da sua condição: de um lado, o sonho romântico e o fantasma da solidã o; do outro, o orgulho e a exigência de quem pode, finalmente, escolher, ou para quem a dignidade se tornou mais imperativa do que a companhia de um homem. Uma clivagem dolorosa, que toda a mulher divorciada, ou casada segunda vez, conhece intimamente.

Estes dois livros de Rita Ferro comprei em Óbidos no Mercado Biológico. Sim, leram bem, em Óbidos é possível comprar livros num mercado/frutaria. É simplesmente mágico entra naquele local e impossível não ficar maravilhado com a quantidade de livros antigos e em várias línguas que existem ali. 
Óbidos é um local mágico e vale a pena uma visita em qualquer altura do ano.


E são estes os meus novos livros. Estou cada vez mais orgulhosa da minha pequena biblioteca.
E vocês conhecem alguns destes livros? Quais as vossas últimas compras? 
Beijinho e boas leituras