terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Últimas aquisições - compras

Olá!
Hoje venho mostrar as minhas últimas aquisições. E se o Natal não correr como estou à espera, serão as últimas de 2015.
Os primeiros 2 comprei na livraria e os restantes em segunda mão. Há sempre gente a querer despachar livros na net e é só estar atento para se fazer bons negócios :). Mas vamos lá ao que interessa!

O Homem que Mordeu o Cão – Os Clássicos
Fã de Nuno Markl e deste programa de rádio desde os seu inicio, não podia deixar de comprar esta pérola para a minha colecção. Na verdade todos os exemplares de O Homem que mordeu o cão fazem parte de uma coleção partilhada com o meu irmão.

Sinopse:
"O Homem que Mordeu o Cão – Os Clássicos" é uma compilação das melhores histórias alguma vez publicadas em livro e de alguns textos inéditos.O primeiro livro do Homem que Mordeu o Cão, publicado em 2002, já vendeu 160 mil exemplares. A rubrica da rádio comercial "O Homem que Mordeu o Cão" está no ar desde 1997 e tem uma legião de fãs incondicional e muito atenta.

A revolução da Mulher das Pevides
Quem segue o meu blogue já sabe que gosto muito da Isabel Ricardo e que comprei este livro para a leitura conjunta com algum pessoal do Cantinho do Fiacha, tal como fizemos no ano passado com O último conjurado.
Este ano atrasei-me e ainda só vou a meio do livros mas estou a adorar.

Sinopse:
Os exércitos de Napoleão ocupavam Portugal. Uma mulher, armada apenas da sua beleza e argúcia, vai despoletar a revolução para os expulsar 

Perante os canhões e as balas dos exércitos franceses, Ana Luzindra só tinha uma arma: a sua beleza. Mas a beleza também pode ser mortal.

A Revolução da Mulher das Pevides transporta-nos para os anos de terror das invasões francesas. A morte e a crueldade marchavam lado a lado com os exércitos veteranos de Napoleão. E enquanto a Família Real fugia para o Brasil, o povo ficava para suportar todo o tipo de humilhações.
Na vila da Nazaré, Ana Luzindra é parteira de profissão e uma mulher simples. Para fazer frente aos canhões e balas dos franceses só tem uma arma: a sua estonteante beleza. Atraindo-os, um a um, para a morte na calada da noite, a jovem inspira toda uma comunidade e pegar em pedras e paus para expulsar os invasores.
A Revolução da Mulher das Pevides, expressão da Nazaré que significa “algo insignificante”, foi tudo menos isso: pelo sobressalto que pregou aos franceses, e pela posterior vingança desproporcionada que estes praticaram sobre a Nazaré, acabou por ser um dos momentos mais importantes da invasão, e inspiraria o longo e árduo caminho dos portugueses e aliados até à derradeira vitória sobre as tropas do temível Napoleão.

Recorrendo a uma pesquisa exaustiva, Isabel Ricardo oferece-nos um bilhete para um dos períodos mais importantes da História de Portugal.

O triunfo dos porcos
Há bastante tempo que andava à procura deste livro em português. Li há uns anos em Pt-Brasil e achei genial. Muito politico e muito actual. Leva-nos a uma reflexão sobre a nossa sociedade e mostra como o poder nos manipula e se não estamos atentos não passamos de meros bonecos.
LEITURA OBRIGATÓRIA!!

Sinopse:
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado no programa de português do 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade II. 

Publicado pela primeira vez em 1945, O Triunfo dos Porcos transformou-se na clássica fábula política deste século. Acrescentando-lhe a sua marca pessoal de mordacidade e perspicácia, George Orwell relata a história de uma revolução entre os animais de uma quinta e o modo como o idealismo foi traído pelo poder, pela corrupção e pela mentira.

Oliver Twist
Por ser um clássico, pela curiosidade e pelo preço. Confesso que não sei nada à cerca do livro. Perdoem minha ignorância :P

Sinopse:
Obra maior de Charles Dickens, Oliver Twist foi publicado originalmente entre 1837 e 1839 na revista Bentley’s Miscellany e publicado em formato de livro em 1838. Obra escrita nos intervalos de escrita de outra obra, é notável pelos seus propósitos claros e a sua constante intensidade. Extremamente realista, retrata pela primeira vez a realidade sórdida dos gangs londrinos, até então descritos com glamour e romantismo. Realça a vida de escravatura das crianças de rua e um submundo paralelo ao mundo imperial da Grã-Bretanha. Ladrões, assassinos, mentes perversas, prostitutas, a dureza da vida na sarjeta num mundo sem esperança povoam o universo de Oliver Twist, o órfão que personifica a resistência ao sofrimento, à corrupção e à luta pela vida que faz dele um verdadeiro sobrevivente.

Os filhos da meia-noite
Comprado também em segunda mão, pela sinopse, por já ter ouvido falar muito deste livro e confesso que não resisti a estes olhos cor de avelã.

Sinopse:
À meia-noite do dia 15 de Agosto de 1947, no momento exacto da independência da Índia do Império Britânico, nasce em Bombaim Saleem Sinai… A sua vida vai acompanhar e sofrer todas as convulções dos primeiros trinta anos da vida da Índia, incluíndo a separação do Paquistão, a guerra Indo-Paquistanesa e o Estado de Emergância de Indira Ghandi. Esta obra, o mais impressionante fresco alguma vez escrito sobre a Índia comtemporânea, conquistou em 1981 o Prémio Booker e recebeu em 1993 o Booker of Bookers, concedido ao melhor de todos os livros galardoados com o Prémio Booker nos seus primeiros 25 anos de existência. Em 2008 foi declarado o melhor romance vencedor do Booker de todos os tempos


E são estas as minhas últimas aquisições. 
O que têm a dizer sobre os meus novos livros? Já leram? Gostaram?
Contem-me tudo.

Boas leituras e bom feriado =)





sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Opinião - Para sempre Carcóvia de João Máximo

"(...) Era eu que estava ali, sentado a olhar. E pela primeira vez na minha vida eu sentia forças invisíveis, a elevar-me cada vez mais alto, até ultrapassar as montanhas, os montes e as colinas, até ultrapassar as cidades, as vilas, e as pequenas povoações, que via desaparecer aos poucos, debaixo de mim. Tudo ia ficando cada vez mais pequeno.(...)"

Sinopse:
Pequenas névoas espalhadas no céu. E um tipo de peugada assim, eu conheço… e só podia ser feito por aqueles bombardeiros que vinham desde a Heldenplatz, até aqui.
(senhora) – És alemão? Há muito tempo que não via um alemão por aqui.
(Kurt) – Não. Sou austríaco. Nasci na Áustria, que faz fronteira com a Alemanha.
(senhora) – Engraçado. Pensava que a Áustria fazia parte da Alemanha.
(Kurt) – Fez em tempos, sim. Mas agora já não.
(senhora) – Chamo-me Urszula. Prazer em conhecer-te.
(Kurt) – Percebo. E viveu sempre aqui? Do que vive ou o que é que faz aqui, se é que posso saber? É casada? Tem filhos? Os seus netos costumam vir vê-la?
(Úrsula) – Não, rapaz. Nunca me casei. Como me podia casar se não há aqui ninguém?
(Kurt) – Percebo. Mas está informada, certo? Tem televisão? Ou rádio? Lê jornais? Sabe o que se passa no mundo?
(Úrsula) – Vou sabendo o que se passa, pela televisão… Tenho-a há uns anos recentes, juntamente com o telefone e a luz. A vida desde a independência mudou por aqui, e para melhor, tirando a paisagem. Este lugar era ainda mais bonito antes da guerra.
(Kurt) – Ainda mais bonito? Este lugar é lindo, minha senhora. Olhe só para este céu, veja como é belo e espaçoso.
(Úrsula) – Sim. Não há um céu como este…

Opinião:
Mais do que um romance, este Para Sempre Carcóvia é um retrato poético de um lugar que marcou imenso o autor. Uma dedicatória de cerca de 500 páginas a um lugar especial. João Máximo leva-nos numa viagem até Kharkiv, Ucrânia.
A história centra-se na relação entre o avô Lenine e o seu neto Kurt com o conflito de gerações e as experiências porque passam, mas o mais interessante são as reflexões, memórias e descrições do autor.
Logo no inicio somos surpreendidos com uma escrita poética e muito cuidada que nos cativa. Depois ao longos da história temos diálogos ou reflexões sobre a sociedade, religião e passado histórico que nos fazem pensar também. Se juntarmos a isso factos históricos e um retrato de um local que passou por tantas transformações, temos mais do que razões suficientes para não largar este livro.
Gostei da forma como o João nos apresenta as personagens e da sua importância nos momentos mais marcantes, mas fiquei triste por uma, pois esperava mais do Taras. A minha personagem favorita sem dúvidas é Lenine, um homem de outro tempo e fiel aos seus valores, muito marcante. 
Também me impressionaram alguns factos históricos, como a guerra e os campos de trabalho forçados, algo que só imagino na 2ª Guerra Mundial mas que se passou há pouco mais de duas décadas. 
Por fim... Se o inicio o livro me deixou cheia de entusiasmo e sorriso feito, o final deixou-me totalmente arrebatada. Algo inesperado acontece e ao mesmo tempo algumas peças que perdi no meio da história entre tantas descrições e reflexões, encontram o seu lugar e tudo faz sentido.

Esta é uma obra que requer tempo, pois apesar da escrita cuidada e rica, a leitura nem sempre tem o ritmo que desejamos, temos de nos deixar embalar. É um livro que recomendo a todos.
João Máximo é um jovem cheio de talento, muito culto e viajado. Para sempre Carcóvia, lançado em 2013 é o seu primeiro livro e este ano lançou Não há aves em Sobibor, minha próxima leitura.

João Carlos Máximo nasceu em 1988, na localidade de Unhais da Serra, concelho da Covilhã.
Foi músico de Saxofone Alto e atleta federado. João Carlos Máximo é Licenciado em Ciências Biomédicas, pela Universidade do Algarve, desde 2009. Em 2012, foi finalista da iniciativa “O meu movimento – Não tenho que emigrar para me formar”, concurso promovido pelo Governo de Portugal.
Nestes últimos anos passou por vários países dos continentes Europeu, Africano e Asiático.
Hoje em dia, frequenta o curso de Ciências Farmacêuticas da Universidade da Beira Interior, e é colaborador do Jornal “Correio de Unhais”, sendo o autor de uma crónica mensal, intitulada “O Mundo”.

Boas leituras!




terça-feira, 17 de novembro de 2015

Por uma vida mais saudável #1 - Como (e) emagreço

Olá, tudo bem?

Estou numa nova fase, mais virada para a minha saúde e a linha. 
Não deixei os livros de parte mas confesso que a minha atenção nestes últimos meses anda mais virada para os tachos e a procura de uma vida mais saudável.
O meu objectivo inicial quando comecei com a dieta era mesmo emagrecer, mas acabou por despertar em mim uma mudança que tem tudo para se manter. 
O verão estava à porta e não me sentia bem no corpo que tinha, então decidi fazer dieta e cuidar mais de mim. Já tinha feito imensas dietas e maluquices para emagrecer nos últimos anos, mas esta experiência foi bem diferente, mais consciente, mais madura, mais planeada e com isso consegui obter melhores resultados e mudar bastante o meu estilo de alimentação. 
O outono chegou, vai passando e a vontade de manter uma alimentação melhor continua. É uma surpresa para mim, pois a esta altura já devia estar a atacar tudo o que era fast food e sem preocupações porque a roupa tapa as gordurinhas a mais. Mas não! A verdade é que quando começamos a comer melhor e sem sacrifícios o corpo e a mente habituam-se e não querem voltar aos disparates anteriores. 
Esta é parte da experiência que partilhei no meu instagram, catiasv.
Partilhar publicamente um desafio é uma excelente forma de compromisso e uma meio de contágio para outras pessoas que estão a precisar de ideias e motivação.
Obviamente não faço do instagram o meu nutricionista mas retiro bastantes ideias para as minhas receitas e encontro motivação nas horas mais complicadas.
Fazer mudanças é fácil, manter, nem tanto mas o importante é não desistir e se cairmos na tentação temos de compensar depois e tratar o corpo como ele merece.
Toda a gente sabe que uma alimentação variada, com menos açucar e gorduras é a opção mais saudável, mas custa imenso deixar de comer certas coisas que adoramos. Temia ficar mais irritada e ansiosa por me estar a privar de certos doces e salgados, mas curiosamente fui ficando mais calma, menos stressada e o facto de me sentir com mais energia deixava-me alegre e mais motivada.
Hoje estou certa que esta mudança era necessária, não só pela minha saúde, mas também pela do meu filho e envolve-lo nesta aventura não foi difícil felizmente, pois ele gosta de vegetais e fruta. 
Esta experiência é o inicio de um estilo de vida que eu quero que ele compreenda e adote. Quero que ele cresça saudável e que aprenda a fazer boas escolhas no dia a dia. Não quero que se torne um jovem obeso e doente. Com dez anos já tem algum peso a mais e vale-lhe a sua altura para equilibrar, é um guloso e gosta de tudo, por isso  tenho de ter bastante cuidado e imaginação para lhe passar bons ensinamentos.
Novos alimentos, novos sabores e novas receitas passaram a fazer parte da nossa rotina e até agora tem corrido muito bem.
Algumas pessoas têm perguntado sobre algumas receitas que faço e dicas para uma alimentação mais saudável, então decidi começar a partilhar aqui algumas das minhas escolhas e truques. 
Partilho o que mais gosto e o que resulta comigo. 
Sinto-me com mais energia, mais leve e alegre. E emagreci! A roupa e a balança comprovam. \o/ Sinto-me melhor mas como ainda não voltei ao médico não faço ideia como o meu organismo está a reagir, não faço análises de sangue à vários meses, no entanto apesar da curiosidade, não à motivos nem pressas para isso

Espero que participem e que estes sejam momentos de partilha. Podem comentar e deixar sugestões. =)

domingo, 8 de novembro de 2015

Canções com história #7 - Romaria das festas de Santa Eufémea

Para quem ainda não sabe, eu colaboro no jornal mensal da Banda Filarmónica da Erada com alguns artigos e Canções com História é um deles. Gosto tanto de fazê-lo que resolvi partilhar aqui no blogue.
A música é a minha grande paixão. Todo o tempo que dedico a ela é precioso e encontro sempre algumas histórias que acho que devem ser partilhadas. Espero que gostem


O primeiro fim de semana de setembro na minha aldeia é uns dos mais especiais pois celebramos a grande Festa em Honra e Glória a Nossa Senhora dos Milagres. 
Aparentemente é uma romaria como tantas outras, mas para nós é especial e a mais aguardada do ano.

As romarias são uma das manifestações populares que mais gosto, as famílias juntam-se, as casas enchem-se de aromas fantásticos, enfeitam-se as ruas, as capelas enchem-se de fiéis e as procissões acompanhadas pela filarmónica são um dos momentos altos. Por fim, noite dentro, temos os balaricos onde entre copos e danças a população se diverte.
O verão por estes lados é sempre muito activo e quando se tem grupos de bons amigos que gostam de festa, as romarias são a nossa diversão dos fins de semana. 
No fim, quando as festas acabam, as aldeias voltam ao sossego e quase hibernamos. Sossegamos, recuperamos energia e aguardamos pelo próximo verão e as festas que chegam com ele. 

Há dias ouvi na rádio uma canção que é o retrato autêntico dessas romarias e senti saudade de tudo. Essa canção tem uma letra genial e descreve o que realmente se encontra nestas festas. 
E quem melhor para retractar cenários que o nosso talentoso Miguel Araújo
É um poeta genial e juntamente com António Zambujo fazem trabalhos de composição incríveis como é este que vos trago hoje. 
Fiquem atentos e desfrutem 


ROMARIA DAS FESTAS DE SANTA EUFÉMIA

Em dia de romaria
Desfila o meu vilarejo
Ainda o galo canta o dia 
Já vai na rua o cortejo

O meu pai já está de saída
Vai juntar-se aquele povo 
Tem velhas contas com a vida
A saldar com vinho novo

Por mais duro o serviço
Que a terra peça da gente
Eu não sei por que feitiço
Temos sempre novo alento

A minha mãe, acompanhada
De promessas por pagar
Vai voltar de alma lavada 
E joelhos a sangrar

A minha irmã quis ir sozinha
Saiu mais cedo de casa
Vai voltar de manhãzinha
Com o coração em brasa

REFRÃO

A noite desce o seu pano
No alto deste valado
O sagrado e o profano
Vão dançando lado a lado

Não sou de grandes folias
Não encontrei alma gémea
Há-de haver mais romarias
Das festas de Santa de Eufémia

Música do projecto Os da Cidade (Miguel Araújo, António Zambujo, João Salcedo e Ricardo Cruz), escrita por Miguel Araújo e editada no disco "Crônicas da Cidade Grande"

A mártir Santa Eufémia é uma santa muito adorada e venerada em Portugal em várias freguesias com o seu nome ou com romarias em sua honra. Na primeira quinzena de setembro são inúmeras as festas e arraiais que se realizam, não só em Portugal mas também em Espanha, Itália e Croácia, onde o seu corpo se encontra preservado na cidade de Rovinj.
Nasceu em meados do ano 288 na cidade de Calcedónia, na actual Turquia, numa família nobre e respeitável. Foi criada nos ideais cristãos, que faziam dela um exemplo de virtude e beleza junto dos habitantes. 
Viveu no tempo do Imperador Romano Diocleciano, que moveu talvez a maior perseguição contra os cristãos da Igreja primitiva. A jovem Eufémia, vendo como os cristãos eram cruelmente perseguidos e torturados decidiu apresentar-se perante Prisco, o juiz da sua cidade, comunicando-lhe que também acreditava em Cristo e que era baptizada. Acabou por sofrer nas mãos deste juiz os mais cruéis tormentos incluindo a roda de fogo, na esperança de quebrar seu espírito, mas nunca negou a sua fé em Cristo. 
Acredita-se que tenha sido lançada numa arena e morta por um urso ou leão (existem várias versões incluindo uma que diz que os leões se recusaram a matá-la e teve de ser o carrasco do juiz a terminar a tarefa, mas como é de se esperar dada a época as versões são bem distintas)
Era o dia 16 de Setembro do ano 304? e para a história fica mais uma mártir. Eufémia tinha apenas 15 anos.

Santa Eufémia é considerada protectora da pele, sendo invocada pelos cristãos como auxílio para as doenças dermatológicas, principalmente a dos cravos, embora a ela recorram com os mais diversos pedidos nas horas de aflição sendo por ela atendidos, especialmente doenças cancerosas e de queda de cabelo. 

ORAÇÃO À VIRGEM E MÁRTIR SANTA EUFÉMIA
Gloriosa Santa Eufémia, com humildade e devoção vimos aos vossos pés render-vos as nossas homenagens e suplicar-vos que diante de Deus intercedais por nós a fim de que a nossa fraqueza se converta em força, a nossa doença se transforme em saúde, o nosso defeito se mude em virtude, a nossa tibieza se transforme em fervor pela imitação de vossa vida heróica que vos fez mártir na terra e feliz na eternidade.
Milagrosa Santa Eufémia, ajudai-nos a ser sempre verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, seguindo o exemplo do teu martírio e concedei-nos as graças que insistentemente vos pedimos.





terça-feira, 3 de novembro de 2015

Divulgação - A Revolução da Mulher das Pevides de Isabel Ricardo


Já ouviram a expressão popular “A revolução da mulher das Pevides”?

Acredito que a maioria não conheça até por se tratar de uma expressão específica de um local. Eu era um desses casos até me cruzar com mais um livro da talentosa Isabel Ricardo.

Isabel Ricardo viveu parte da sua vida na Nazaré e sempre se interessou pelo seu passado histórico e foi lá que um dia ouviu esta expressão. Utilizada quando se pretende dizer que algo é insignificante, alude ao facto da população deste lugar, apenas armada de paus, pedras e da sua coragem, se ter revoltado contra os soldados franceses, conseguindo derrotá-los e expulsá-los. Embora a expressão tenha essa intenção, a atitude do povo nazareno, foi tudo menos isso.



Chancela: Saida de Emergência

Coleção: A História de Portugal em Romances

Data 1ª Edição: 06/11/2015

ISBN: 9789896378554

Nº de Páginas: 544

Dimensões: [160x230]mm

Encadernação: Capa Mole




Sinopse:
Os exércitos de Napoleão ocupavam Portugal. Uma mulher, armada apenas da sua beleza e argúcia, vai despoletar a revolução para os expulsar 

Perante os canhões e as balas dos exércitos franceses, Ana Luzindra só tinha uma arma: a sua beleza. Mas a beleza também pode ser mortal.

A Revolução da Mulher das Pevides transporta-nos para os anos de terror das invasões francesas. A morte e a crueldade marchavam lado a lado com os exércitos veteranos de Napoleão. E enquanto a Família Real fugia para o Brasil, o povo ficava para suportar todo o tipo de humilhações.
Na vila da Nazaré, Ana Luzindra é parteira de profissão e uma mulher simples. Para fazer frente aos canhões e balas dos franceses só tem uma arma: a sua estonteante beleza. Atraindo-os, um a um, para a morte na calada da noite, a jovem inspira toda uma comunidade e pegar em pedras e paus para expulsar os invasores.
A Revolução da Mulher das Pevides, expressão da Nazaré que significa “algo insignificante”, foi tudo menos isso: pelo sobressalto que pregou aos franceses, e pela posterior vingança desproporcionada que estes praticaram sobre a Nazaré, acabou por ser um dos momentos mais importantes da invasão, e inspiraria o longo e árduo caminho dos portugueses e aliados até à derradeira vitória sobre as tropas do temível Napoleão.

Recorrendo a uma pesquisa exaustiva, Isabel Ricardo oferece-nos um bilhete para um dos períodos mais importantes da História de Portugal.

O povo lutou com bravura durante as Invasões Napoleónicas e a sua atitude foi crucial em certos momentos. Lutou com todas as armas que tinha e para a história ficam feitos incríveis de homem e mulheres do povo que tudo deram e fizeram para proteger a sua vida e a sua pátria. 

É com a “A Revolução da Mulher das Pevides” e com a Isabel que este mês vos convido a fazer uma viagem ao passado, para conhecer mais algumas das personagens que fizeram história e que raramente nos são faladas nos manuais da escola. 
Tal como em O último Conjurado, é-nos reservada uma aventura apaixonante, cheia de personagens cativantes e baseada em factos históricos, fruto de uma intensiva e dedicada pesquisa feita pela autora. 

Este livro tem lançamento marcado para dia 6 de novembro e estará disponível em qualquer livraria, por isso não há desculpas.

Leiam romance histórico, leiam autores portugueses, mas sobretudo leiam!

Boas leituras!


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Canções com história #6 - Rainha Santa de Alfredo Marceneiro


“Deus tornou-me rainha para me dar meios de fazer esmolas”

No canções com história de hoje, trago-vos Dona Isabel de Aragão, a nossa Rainha Santa Isabel ou simplesmente Rainha Santa.

  Isabel de Aragão, filha de Pedro III (O Grande), rei de Aragão e de D. Constância de Navarra, terá nascido por volta de 1270, na cidade de Saragoça. Detentora de uma enorme beleza, muitos príncipes se apresentavam a seu pai como pretendentes à mão de sua filha mas os pais escolheram D. Dinis, herdeiro do trono de Portugal, pois era o mais dotado de todos e o mais próximo.  
A 11 de Fevereiro de 1282, casa por procuração e mais tarde chega a Portugal para consumar o matrimónio na bela vila de Trancoso a 26 de junho desse ano. Nos primeiros tempos de casada acompanhava o marido nas suas deslocações pelo País e conquistava a simpatia do povo. Os Reis tiveram dois filhos: D. Constância (futura Rainha de Castela) e D. Afonso (herdeiro do trono de Portugal). 
  A bondade da rainha não tinha limites e apesar da relação com o marido não ser a melhor por este lhe ser infiel, perdoava-o sempre e acabou por criar também com muito carinho os seus filhos ilegítimos. 
  Considerada uma mulher cheia de devoção, bondade e humildade, buscou sempre a reconciliação e a paz entre as pessoas, as famílias e as nações. “Deus tornou-me rainha para me dar meios de fazer esmolas”, eram palavras da rainha e os seus actos, vestindo e alimentando os pobres e dedicando-se às obras religiosas. Após o falecimento de seu marido, em 1325, D. Isabel recolheu-se no Convento de Santa Clara-a-Velha, que ela havia fundado, em Coimbra.
  Em Junho de 1336, com 65 anos, partiu de Coimbra com destino ao Castelo de Estremoz, para apaziguar o conflito de seu filho, Afonso IV, com o genro devido aos maus tratos que este aplicava na esposa (D. Maria, filha de Afonso IV) pois previa-se uma nova guerra. Chega ao Castelo de Estremoz, cansada e cheia de febre. Morre passados alguns dias, afectada pela peste, a de 4 de Julho de 1336, deixando um exemplo de vida e devoção. 
  Após falecer, e tendo deixado escrito em testamento o desejo de ser sepultada no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, foi levada para Coimbra. Reza a lenda que ao longo de todo o percurso os seu corpo nunca deitou mau cheiro e no ar se sentia um cheiro perfumado de rosas. 
  Foi criada à sua volta uma lenda de santidade, devido aos diversos milagres atribuídos. Foi Beatificada em 1516, pelo Papa Leão X e canonizada a Santa, pelo Papa Urbano VIII, em 1625, ficando popularmente conhecida como Rainha Santa. É padroeira da cidade de Coimbra e o feriado municipal coincide com o 4 de Julho. 
  D. Isabel é a rainha mais querida pelo povo e são inúmeras as homenagens, festas e dedicatórias que lhe são atribuídas. Exemplo disso é o fado que vos trago.

“RAINHA SANTA”



Não sabes Tricana linda
Porque chora quando canta
O rouxinol no choupal
É porque ele chora ainda
P'la Rainha mais Santa
Das Santas de Portugal

Rainha, que mais reinou
Nos corações da pobreza
Que no faustoso paço
Milagreira portuguesa
Que no seu alvo regaço
Pão em rosas transformou

E as lindas rosas geradas
Por um milagre fremente
Que a Santa Rainha fez
Viverão acarinhadas
Com amor eternamente
No coração português

Santa Isabel, se algum dia
Seu nome de eras famosas
Fosse esquecido afinal,
Outro milagre faria
De nunca mais haver rosas
Nos jardins de Portugal.


Letra de Henrique Rêgo e música do fadista Alfredo Marceneiro, Rainha Santa é um fado que o próprio lhe dedicou e interpretou. 
Alfredo Marceneiro (29 de fevereiro de 1888 – 26 de junho de 1982) é outro personagem histórico do nosso panorama nacional que vai merecer destaque aqui no blogue. Irei dedicar uma mensagem só a ele, como merece. Grande fadista, compositor e vaidoso lisboeta viveu o fado e deixou-nos um grande legado como os considerados Fados Tradicionais.

Espero que gostem e fico à espera de sugestões!


domingo, 11 de outubro de 2015

Opinião - O que é o quê de Dave Aggers

Este livro é o relato emotivo da minha vida: desde a altura em que fui separado da minha família em Marial Bai, abarcando os treze anos que passei em campos de refugiados etíopes e quenianos, até ao meu encontro com a cultura ocidental.
Era apenas um rapaz quando a guerra civil sudanesa começou, uma guerra que matou dois milhões e meio de pessoas. Sobrevivi atravessando muitas paisagens rigorosas ao mesmo tempo que era bombardeado pelas forças aéreas sudanesas, me esquivava a minas terrestres, era perseguido por animais selvagens e assassinos humanos. Alimentava-me do que colhia e, durante dias seguidos, não comi nada. As dificuldades eram insuportáveis. Tentei tirar a minha própria vida. Muitos dos meus amigos e milhares dos meus conterrâneos não sobreviveram a estas tribulações.
Este livro nasceu do desejo por parte do autor e meu de estender a mão a outros e ajudá-los a compreender as atrocidades que os governos do Sudão cometeram antes e durante a guerra civil. Com esse objectivo contei a minha história ao autor. Ele engendrou então este romance, aproximando a voz do narrador da minha própria voz e usando os acontecimentos da minha vida como base. Uma vez que muitas das passagens são ficcionais, o resultado toma o nome de romance.
Valentino Achak Deng

Esta é a história de Valentino Achak Deng, que como muitos africanos para fugir à morte e em busca de sonhos fazem viagens inimagináveis.

Sinopse:
Esta é a história da extraordinária capacidade de um rapaz para suportar atrocidade atrás de atrocidade e ainda assim recusar-se a abandonar a decência, a amabilidade e a esperança de encontrar um lar e uma vida digna.


“O que quer que faça, seja como for que encontre uma forma de viver, contarei estas histórias. Falei com cada pessoa que encontrei nestes últimos e difíceis dias e com cada pessoa que entrou neste clube durante estas terríveis horas matutinas, porque fazer outra coisa que não isto seria algo menos que humano. Falo com estas pessoas e falo consigo porque não consigo evitá-lo. Dá-me força, uma força quase inacreditável, saber que está aí. Cobiço os seus olhos, os seus ouvidos, o espaço entre nós. Como somos abençoados por nos termos um ao outro! Eu estou vivo e você está vivo, por isso temos de encher o ar com as nossas palavras. Fá-lo-ei hoje, amanhã, cada dia que Deus me leve até ele. Contarei histórias que outras pessoas escutarão e a pessoas que não querem escutar, a pessoas que me procuram e àquelas que fogem de mim. E durante todo esse tempo saberei que está aí. Como posso fazer de conta que não existe? Seria quase tão impossível como você fazer de conta que eu não existo.”

Começo por utilizar as últimas palavras deste livro, por resumirem de uma forma quase poética o essencial deste e de outros livros, que é contar histórias. Dar-nos a conhecer outras culturas, outros lugares e outros pontos de vista.
Este traz-nos o ponto de vista de um sudanês adulto refugiado nos EUA, sobre o choque cultural e das dificuldades de integração na nova sociedade. Mas a sua história começa muito antes, na sua infância com a perda dos seus pais, da sua aldeia e com a fuga para salvar a sua própria vida.
Numa altura em que somos bombardeados todos os dias na televisão e nas redes sociais com a questão dos refugiados, este e outros livros podem ajuda-nos a ter uma perspectiva do outro lado da história. E todos sabemos que para se fazerem boas escolhas temos de conseguir ver as duas partes. Por isso leiam e façam as vossas escolhas!

Opinião de Margarida Ribeiro.

Espero que tenham ficado tão entusiasmados para ler como eu. A Margarida tem-me falado de forma tão entusiasmada deste livro, que é impossível não ter vontade de ler. É uma edição de 2009 e penso que não será fácil encontrar, mas se o encontrarem apostem nele, pois trata-se uma história incrível e inspiradora e um tema bastante actual. É um romance porque tem algumas passagens ficcionais, mas baseia-se num relato verídico. É uma história que nos vai fazer pensar.

Boas leituras