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domingo, 11 de outubro de 2015

Opinião - O que é o quê de Dave Aggers

Este livro é o relato emotivo da minha vida: desde a altura em que fui separado da minha família em Marial Bai, abarcando os treze anos que passei em campos de refugiados etíopes e quenianos, até ao meu encontro com a cultura ocidental.
Era apenas um rapaz quando a guerra civil sudanesa começou, uma guerra que matou dois milhões e meio de pessoas. Sobrevivi atravessando muitas paisagens rigorosas ao mesmo tempo que era bombardeado pelas forças aéreas sudanesas, me esquivava a minas terrestres, era perseguido por animais selvagens e assassinos humanos. Alimentava-me do que colhia e, durante dias seguidos, não comi nada. As dificuldades eram insuportáveis. Tentei tirar a minha própria vida. Muitos dos meus amigos e milhares dos meus conterrâneos não sobreviveram a estas tribulações.
Este livro nasceu do desejo por parte do autor e meu de estender a mão a outros e ajudá-los a compreender as atrocidades que os governos do Sudão cometeram antes e durante a guerra civil. Com esse objectivo contei a minha história ao autor. Ele engendrou então este romance, aproximando a voz do narrador da minha própria voz e usando os acontecimentos da minha vida como base. Uma vez que muitas das passagens são ficcionais, o resultado toma o nome de romance.
Valentino Achak Deng

Esta é a história de Valentino Achak Deng, que como muitos africanos para fugir à morte e em busca de sonhos fazem viagens inimagináveis.

Sinopse:
Esta é a história da extraordinária capacidade de um rapaz para suportar atrocidade atrás de atrocidade e ainda assim recusar-se a abandonar a decência, a amabilidade e a esperança de encontrar um lar e uma vida digna.


“O que quer que faça, seja como for que encontre uma forma de viver, contarei estas histórias. Falei com cada pessoa que encontrei nestes últimos e difíceis dias e com cada pessoa que entrou neste clube durante estas terríveis horas matutinas, porque fazer outra coisa que não isto seria algo menos que humano. Falo com estas pessoas e falo consigo porque não consigo evitá-lo. Dá-me força, uma força quase inacreditável, saber que está aí. Cobiço os seus olhos, os seus ouvidos, o espaço entre nós. Como somos abençoados por nos termos um ao outro! Eu estou vivo e você está vivo, por isso temos de encher o ar com as nossas palavras. Fá-lo-ei hoje, amanhã, cada dia que Deus me leve até ele. Contarei histórias que outras pessoas escutarão e a pessoas que não querem escutar, a pessoas que me procuram e àquelas que fogem de mim. E durante todo esse tempo saberei que está aí. Como posso fazer de conta que não existe? Seria quase tão impossível como você fazer de conta que eu não existo.”

Começo por utilizar as últimas palavras deste livro, por resumirem de uma forma quase poética o essencial deste e de outros livros, que é contar histórias. Dar-nos a conhecer outras culturas, outros lugares e outros pontos de vista.
Este traz-nos o ponto de vista de um sudanês adulto refugiado nos EUA, sobre o choque cultural e das dificuldades de integração na nova sociedade. Mas a sua história começa muito antes, na sua infância com a perda dos seus pais, da sua aldeia e com a fuga para salvar a sua própria vida.
Numa altura em que somos bombardeados todos os dias na televisão e nas redes sociais com a questão dos refugiados, este e outros livros podem ajuda-nos a ter uma perspectiva do outro lado da história. E todos sabemos que para se fazerem boas escolhas temos de conseguir ver as duas partes. Por isso leiam e façam as vossas escolhas!

Opinião de Margarida Ribeiro.

Espero que tenham ficado tão entusiasmados para ler como eu. A Margarida tem-me falado de forma tão entusiasmada deste livro, que é impossível não ter vontade de ler. É uma edição de 2009 e penso que não será fácil encontrar, mas se o encontrarem apostem nele, pois trata-se uma história incrível e inspiradora e um tema bastante actual. É um romance porque tem algumas passagens ficcionais, mas baseia-se num relato verídico. É uma história que nos vai fazer pensar.

Boas leituras

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Desafio "Um livro por mês" (7) - Os Maias de Eça de Queiroz

   Olá! Tudo bem?

   Não tenho parado muito para poder escrever por aqui, mas hoje é um dia especial, e estou de folga, então reservei a manha para vos falar do ultimo livro que li. Livro que falarei também no jornal habitual :)

  Falo do odiado e amado livro de Eça de Queiroz, o pesadelo do 11ºano...


  OS MAIAS


Sinopse: Trata-se da obra-prima de Eça de Queirós, publicada em 1888, e uma das mais importantes de toda a literatura narrativa portuguesa. Vale principalmente pela linguagem em que está escrita e pela fina ironia com que o autor define os caracteres e apresenta as situações. É um romance realista (e naturalista), onde não faltam o fatalismo, a análise social, as peripécias e a catástrofe próprias do enredo passional.


A obra ocupa-se da história de uma família (Maia) ao longo de três gerações, centrando-se depois na última geração e dando relevo aos amores incestuosos de Carlos da Maia e Maria Eduarda.

Mas a história é também um pretexto para o autor fazer uma crítica à situação decadente do país (a nível político e cultural) e à alta burguesia lisboeta oitocentista, por onde perpassa um humor (ora fino, ora satírico) que configura a derrota e o desengano de todas as personagens.


  Os Maias desenvolve-se em duas acções, a primeira, a história da família Maia, principalmente a vida, os amores e desamores de Carlos e a segunda em torno da sociedade da época, da alta burguesia lisboeta. 

  Resumindo rapidamente, o romance começa por falar da família Maia, das suas propriedades, casas, da sua história. 
   Afonso da Maia tem um filho, Pedro que é educado pela mãe, numa educação romântica, que o vai tornar um “fraco” incapaz de lidar com os problemas da vida. Pedro casa e tem dois filhos, mais tarde é abandonado pela mulher que foge com outro homem, leva a filha e deixa para tras, o filho Carlos Eduardo. Pedro incapaz de lidar com esta tragédia suicida-se e Carlos fica entregue aos cuidados do avô.
  Cresce saudável e bonito. Forma-se em medicina, viaja pela Europa toda e faz bons amigos como João da Ega que será o seu fiel amigo. Jovem, bonito, rico… ingredientes perfeitos para amores e desamores… 
  Acaba por conhecer Maria Eduarda, um amor forte, verdadeiro mas impossível por razões que vão conhecer ao ler o livro.
  Tudo isto num ambiente, muito agitado da sociedade, da alta burguesia de Lisboa. 

  É o retrato da sociedade, tão bem feito por Eça, com a sua crítica irónica que me faz gostar tanto deste livro. 
  A sociedade da época esta a passar por uma transformação e temos por um lado uma sociedade Romântica, daí o subtítulo da obra ( que por acaso este livro não tem, mas devia, na minha opinião) “Episódios da vida romântica” e uma nova geração Realista, Naturalista. 
  Ao contrário do Romantismo, que é a arte do sonho e da fantasia, que se baseia nas emoções e crenças, o Realismo, é o retrato da realidade tal qual ela é, sem fantasias, retóricas é mais objectivo.
  Essa mudança acontece na segunda metade do séc. XIX e o próprio Eça integra esse movimento artístico e literário.

  Eça passa para o romance esses movimentos, o conflito, a mudança de pensamento ou a sua defesa. São vários os episódios onde podemos conhecer a vida desta sociedade em mudança, nas corridas de cavalos, nos jantares, a imprensa, nos saraus. Estes movimentos são constantemente tema de conversa.
  
   Os Maias, são mais do que uma história de amor. Se fosse só a história trágica, de Carlos Eduardo e Maria Eduarda eu não falava deste livro, não ia achar interessante. Para mim é um pormenor, no meio deste livro fantástico.

   Às primeiras páginas o Eça assusta qualquer pessoa com as suas descrições extensas, que para algumas pessoas, são importantes para se centrarem na história, mas para outras é suficiente para fecharem o livro e arrumarem na prateleira. Mas confiem em mim, se gostam de histórias bem escritas, com boas personagens, com debate de ideias, peripécias hilariantes e bastante profundidade, leiam OS MAIAS. São 700 páginas para ler com calma e gosto.
   Dei por mim algumas vezes tentada a ler descrições na diagonal, confesso, mas ai, parava e voltava a ler mais tarde e com mais paciência. 
   Também sei que no 11º ano é um livro de leitura obrigatória na disciplina de português. Na altura gostei de ler, mas tenho pena de não ter percebido porque é tão importante o estudo desta obra, li por obrigação e tive sorte de ter achado interessante, mas só isso. Passados 10 anos (tantos…) voltei a gostar e muito graças a uma personagem chamada João da Ega, de Celorico da Beira. Amigo intimo de Carlos, extrovertido, irónico, cheio de vida, que a dada altura se revolta com a sua vida e com a sociedade, então decide voltar para Celorico e escrever uma obra dedicada a Lisboa chamada “Lodaçal”. Uma personagem que traz alegria a leitura e é impossível falar ou escrever dele sem sorrir é a minha personagem favorita e talvez sem ele não aguentava a leitura do romance. 

  Ao conhecer Eça de Queiroz, podemos encontrar reflexões da sua vida tanto em Carlos da Maia como no João da Ega. Vi recentemente num documentário sobre Os Maias que se Eça não tivesse viajado iria tornar-se num “Ega”, ficando por Lisboa a fazer troça de todos, como teve oportunidade de viajar e se instruir era mais “Carlos da Maia”. Isso chamou-me a atenção e fiquei com muito curiosidade para conhecer mais da sua obra e da sua pessoa, é bem provável que volte a falar dele.


  Eça de Queroz nasceu em 1845 em Povoa de Varzim, aos 16 anos foi estudar Direito para Coimbra, defensor do realismo viajou pela Europa e Egipto que inspirou vários dos seus trabalhos. Para além de Os Mais, escreveu, O Mandarim, A Capital, O Crime do Padre Amaro, A Cidade e as Seras, entre ouros. Os seus trabalhos foram traduzidos em cerca de 20 idiomas. Morreu em 1900 em Paris. 



“- Ouça, abade. Toda a diferença é essa. Eu quero que o rapaz seja virtuoso por amor a virtude e honrado por amor a honra; mas não por medo às caldeiras de Pero Botelho, nem com o engodo de ir para o reino do céu” 

“Não há nada de inocente na natureza, minha rica senhora. Indecente é a ignorância…”

                                                                                                 Afonso da Maia

“A civilização fica-nos curta nas mangas! Isto é uma choldra ignóbil!”

“E o que temos nós sido, desde o colégio? Desde o exame de latim? Românticos! Indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento e não pela razão.”

João da Ega

  Espero que tenha sido convincente! Não julguem o livro pelas primeiras descrições, Os Maias é uma grande obra e não é por acaso que ela é estudada na escola. Espero que tenha ajudado nesse sentido. Podem comentar e fazer perguntas

  Deixo o documentário que falei... podem encontrar este video e muito mais em http://ensina.rtp.pt/artigo/oa-maias-grandes-livros/, visitem vale muito a pena. isto sim é serviço  publico!


Beijinho e boas leituras!!!
    





segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Desafio "Um livro por mês" (6), A metamorfose de Kafka

  Ola! Tem sido tão complicado escrever no blogue, mas é por boas causas, tenho andado tão ocupada, com musicas, aulas de viola, teatros, preparação do Natal, um sem fim de coisas mas finalmente esta noite eu fui "obrigada" a parar e escrever mais um artigo para o Jornal da Banda.

Aqui fica mais Um livro por mês! Desta vez sobre A Metamorfose de Franz Kafka.




Autor: Franz Kafka
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 80
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722316521
Colecção: Obras Literárias Escolhidas

Sinopse: Kafka é uma das figuras que dominam ainda hoje os caminhos da literatura contemporânea. Os seus tempos, a solidão, o confronto com forças cujo controlo escapa aos personagens, situações labirínticas geradoras de obsessão ou culpa, são emblemáticos e particularmente significativos neste fim de século. «A Metamorfose», um dos seus livros mais poderosamente capazes de exprimir a angústia e o estranhamento, tem suscitado múltiplas leituras sem jamais esgotar a sua legibilidade.


  A Metamorfose, é um dos livros mais conhecidos e estudados de Franz Kafka. É também um dos maiores clássicos da literatura a nível Mundial. 
  É realmente uma pequena, grande obra, que se lê num dia. 
  O desespero do homem perante o absurdo do mundo é bem evidente não só nesta obra, mas como em todos os escritos de Kafka.

  Franz Kafka nasceu a 3 de Julho de 1883 em Praga, então pertencente ao império austro-húngaro, e morreu, de tuberculose, a 3 de Junho de 1924, a um mês de fazer 41 anos, perto de Viena.
  A sua vida foi muito marcada pela presença dominadora do pai, grande comerciante judeu, que apenas se preocupava com o seu sucesso pessoal e social, logo não via com bons olhos a actividade do filho, escritor.
  Esta relação pouco afectuosa com o pai, ao qual não se conseguia impor passa também para a sua escrita, onde a figura paterna é muito associada á opressão e humilhação, como nesta Metamorfose.
  Este conto é uma grande metáfora á condição humana. Mostra-nos como o ser humano pode viver completamente alienado da realidade, como a economia pode afectar a vida de uma família e como esta se torna tão hipócrita perante as dificuldades.

  Kafka conta-nos a história de Gregor Samsa, que um dia acorda sentindo-se muito estranho, nota que o seu corpo não está normal, mas só passado algum tempo percebe que está transformado num insecto. Gregor era quem sustentava a família e logo no início percebemos a pressão que essa responsabilidade trazia a sua vida. 
  Gregor, não acordou para o trabalho e nem sequer se conseguia levantar. A família começa a desconfiar que esteja doente, mas sempre chamando á sua responsabilidade, pois o chefe estava a espera que ele aparecesse ao trabalho. 
  Acabam por arrombar a porta do quanto e deparam-se com um insecto, que o pai tenta matar ao inicio, mas logo se apercebem que se trata de Gregor.
  A família tenta adaptar-se a nova realidade e arranjar formas de sustentar a casa, ao mesmo tempo que lidam com o problema maior, Gregor, inútil e asqueroso. O comportamento da família é surpreendente e leva a um desfecho que nem toda a gente pode estar a espera.

  Este livro é bastante filosófico, dei por mim muita vez a parar a leitura e pensar no que ia na cabeça de Gregor e em tudo o que se estava a passar.
  A metamorfose afecta Gregor e todos a sua volta. O desespero, o absurdo, levam a uma análise ao comportamento humano. 
  Como é que um livro tão pequeno, com uma história e linguagem tão simples, pode conter uma mensagem tão forte, tão real, contemporânea? Foi quando acabei de ler que entendi o porquê desta ser uma das grandes obras literárias mundiais. 

  Este é um livro que recomendo a toda e gente, mesmo os mais novos, pois embora não entendam bem o significado da história ela é cativante, um dia mais tarde vão lembrar-se e com mais maturidade perceber a grandeza desta obra.
  Fiquei com muita vontade de ler mais obras de Kafka, talvez volte em breve a falar de outra obra sua.

  “Certa manhã, ao acordar de sonhos inquietos, Gregor Samsa viu-se transformado num gigantesco insecto."

  “Quem é que, nesta família exausta e assoberbada de trabalho, ainda ia ter tempo para cuidar de Gregor para além do estritamente necessário?”

Fiquem bem e boas leitura, espero voltar a escrever em breve! bjinhos :)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A rapariga que roubava livros de Markus Zusak, "um livro por mês" (5)

Que livro sensacional!!!



Autor: Markus Zusak

Edição/reimpressão: 2012

Páginas: 463

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722339070
Coleção: Grandes Narrativas

Sinopse:Molching, um pequeno subúrbio de Munique, durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Himmel as pessoas vivem um dia-a-dia penoso, sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar.A Morte, narradora omnipresente e omnisciente, cansada de recolher almas, observa com compaixão e fascínio a estranha natureza dos humanos. Através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista de olhos de prata, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, cujo herói era o atleta negro Jesse Owen, e de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann e que escreveu e ilustrou livros, para oferecer á rapariga que roubava livros, sobre páginas de Mein Kampf recuperadas com tinta branca, ou ainda da mulher que convidou Liesel a frequentar a sua biblioteca, enquanto os nazis queimavam livros proibidos em grandes fogueiras.Um livro sobre uma época em que as palavras eram desmedidamente importantes no seu poder de destruir ou de salvar. Um livro luminoso e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.

  Sem duvida um dos melhores livros que já li!
  Foi um caso de amor a primeira vista. Eu apaixonei-me por esta capa, talvez o meu lado negro e romântico ao mesmo tempo, eu achei linda, estranha e curiosa, a morte a dançar com uma menina... que roubava livros.
  Decidi que tinha de ter aquele livro e quando o comprei  confesso que estava apenas curiosa.
  Humm, a morte a contar uma história...
  Eu não tinha lido muito a cerca dele e quando comecei a ler foi uma grande surpresa.

  A morte no seu jeito mais simpático e romântico conta-nos a história de Liesel.
 A história passa-se durante o regime nazi, numa Alemanha dividida entre o orgulho e o medo, que se orgulha do seu líder mas que vive as consequências de um regime como aquele e de uma guerra.
  Liesel vai morar com uma família adoptiva, os Huberman, o seu irmão também a ia acompanhar mas adoece e morre durante a viagem. Não bastasse esse trauma, ela ainda se depara com uma "mãe", Rosa, com um feitio, digamos, muito particular. Felizmente o "pai",Hans, é o oposto, muito meigo e paciente, que se vai tornar muito importante na sua vida. Ele vai ensina-la a ler e vai ser fundamental em toda a história. Hans toca acordeão e até o próprio instrumento tem a sua história. O casal tem dois filhos mas já não moram com eles.
  Lisel demora algum tempo a adaptar-se, mas acaba por se habitar aos novos pais e fazer alguns amigos. Um deles é Rudy Steiner, a amizade deles é tão cúmplice e verdadeira, apenas posso dizer que toda gente gostava de ter um Rudy Steiner na sua vida. Estes dois meninos são "cleptomaníacos" e vão proporcionar-nos muitos sorrisos durante as suas peripécias e também dar uma lição... Nunca deixem gestos ou palavras por dizer.
  No desenrolar da história vai aparecer um judeu lá em casa, que eles abrigam e cuidam, com todos os perigos que isso representa. Mais uma personagem muito importante que vais criar um laço muito forte com Liesel....

 ...
  Acreditam que ainda penso no judeu??
 O forte deste livro são mesmo as personagem, com grande personalidade que nos marcam, nos fazem viver as suas emoções, sentir na pele deles, rir e chorar com eles.. muito bom mesmo.
  E o narrador, a morte, cansada de recolher almas, simpática, sábia com bom sentimentos , se é possível dizer assim.
 Até sinto receio de escrever porque não quero desvendar muito, mas também tenho medo de deixar algo importante por dizer. :)

  Mas voltando há história, Liesel vai vivendo o seu dia-a-dia, ajudando a mãe e acaba por ter acesso a uma biblioteca pessoal... perfeito para uma rapariga que roubava livros.

  Os livros, as palavras, as emoções...
  Que importância têm na vida de Liesel?
  E na nossa??

 Este é um livro que vão devorar do inicio ao fim... a escrita de Markus Zusak é muito boa. Com frases curtas, sem descrições demoradas, e de uma forma poética que nos agarra. A morte ao longo de seu relato, vai parando, ora para nos aguçar a curiosidade com factos que vão acontecer mais a frente, ou para reforçar ideias, resumir factos como ideias a fixar. Eu achei uma ideia genial.

 Este é um livro inserido no plano nacional de leitura, mas acho que é indicado para qualquer idade, gostei muito de lê-lo e não estou nada arrependida de o ter comprado! Não empresto, não dou nem vendo a ninguém, quero que seja só meu :)

 E vocês já leram? Gostaram?

 Fiquem bem e boas leituras! beijinhos


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Desafio "Um livro por mês" (4), O segredo de Compostela

Finalmente acabei de ler este livro!!

   Demorei muito tempo mas foi mesmo por falta de tempo. O livro não é chato, ( vá talvez as cartas de Egéria a Prisciliano sejam um pouquinho!), gostei muito de ler. Tive algum problema em decorar personagens e locais porque são muitos e com nomes muito estranhos e parecidos. O livro contém uma lista de toponimos romanos, para locais e rios e um mapa do império romano... só falta a lista de personagens isso ia ajudar-me muito. Volta e meia voltava para trás para saber onde apareciam e quem eram, talvez ande desconcentrada... para a próxima já sei, auxiliares de memória, apontamentos... eu não posso é perder-me assim.  

   Este foi o escolhido para falar no Jornal da Banda, espero que gostem!!

                                       ******************************************


   Toda gente conhece os caminhos de Santiago, Santiago de Compostela, local de culto que leva milhares de peregrinos todos os meses. Local onde supostamente está o túmulo de Santiago Maior (São Tiago ou Tiago Zebedeu), um dos apóstolos de Jesus Cristo. 
     Supostamente...?
   Reza a lenda que o corpo de Santiago, que viveu e morreu em Jerusalém, foi transladado para Aseconia (agora Compostela), por vontade de Deus. O seu corpo foi transportado até as praias galegas numa barca de pedra guiada por anjos. O seu suposto túmulo foi descoberto oito séculos depois da sua morte.


   E se o tumulo não pertence a São Tiago? E se esta é uma história para encobrir uma das muitas histórias que envergonham a igreja católica? E se o túmulo pertence a um bispo, aclamado santo pelo povo e odiado por alguns homem da igreja, que detendo o poder, o silenciaram com a sua morte?
  Este mês trago-vos a história de Prisciliano, com “O Segredo de Compostela” de Alberto S. Santos.

Sinopse:

  O dia 28 de janeiro de 1879 tinha tudo para ficar marcado na história da cristandade. Depois de dias suados de escavações na catedral de Compostela, foi encontrado o túmulo onde se acreditava que repousavam os ossos do santo apóstolo.
Mas e se no destino final a que nos conduzem os místicos caminhos de Santiago se esconder um dos segredos mais bem guardados do Ocidente? Prisciliano, líder carismático do século IV e pioneiro defensor da igualdade das mulheres e dos valores do Cristianismo primitivo, é a figura preponderante neste enigma secular. Comprometido com a força da sua espiritualidade, viveu no coração os sobressaltos de um amor proibido, envolto em ciúmes e intrigas.
Ainda que aclamado bispo pelo povo, Prisciliano tornou-se no primeiro mártir da sua Igreja, a quem a História ainda não prestou o devido reconhecimento.
Depois de extraordinárias revelações, descubra neste fascinante romance respostas às inquietações que atravessam os tempos: Afinal, quem está sepultado no túmulo?
Qual o sentido atual das peregrinações a Santiago de Compostela?



   Prisciliano, personagem histórica do sec.IV. Terá nascido pagão, numa rica família da aristocracia romana, mas sentiu um apelo pelas inquietações místico-filosóficas do tempo, que o levaram a converter-se à mensagem cristã e ao ascetismo. Líder carismático convocava a vivência do cristianismo primitivo, despojado de luxos apenas em comunhão com Deus a maneira de Cristo. Muito a frente do seu tempo, defendia a igualdade entre homens e mulheres, ensinando a estas as sagradas escrituras e incentivando-as também a transmitir a mensagem. Defendia também a abolição da escravatura sugerindo que os homens eram todos iguais, tendo assim os mesmos direitos. 
  Como era de esperar, tal não agradou aos grandes senhores da igreja, que na altura viviam dos luxos que o cargo lhes permitia.
   Não estava sozinho na sua causa, tinha os seus amigos que o acompanhavam, o povo que o seguia e admirava e a sua amada Egéria, amiga de infância, com quem vai viver um romance arrebatador, muito especial como o verdadeiro amor deve ser vivido.


   Este livro foi escrito por Alberto S. Santos, nascido a 6 de março de 1967. Natural de Paço de Sousa, Penafiel, onde reside. O Segredo de Compostela é o seu terceiro romance, seguindo-se aos bestsellers A Escrava de Córdova (2008) e A Profecia de Istambul (2010). É advogado e político, e há mais de dez anos Presidente da Câmara Municipal de Penafiel. É escritor deste 2008.

  Eu tinha tanto a dizer sobre este livro e esta personagem que adorei conhecer. Gosto muito de romances históricos, levam-me a pesquisar sobre as personagens, a verdade dos factos, a estudar a época. Neste caso a história leva-nos até ao séc.IV, com todas as mudanças da sociedade romana em final de civilização e a cristianização do Império.
  Ao contrário do que pode parecer, e fui surpreendida com isso, este não é polémico, acho que relata apenas a verdade sobre a igreja daquele tempo, depois do cristianismo se ter tornado religião oficial do império e terem deixado de ser perseguidos. Estes tornaram-se perseguidores, condenando pagãos, proibindo seus cultos e obrigando o povo a viver a religião com as regras que ditavam. Prisciliano incomodava por ter ideias contraria a estas, foi silenciado e condenado a morte, por outros bispos, facto que envergonha a igreja e tentou fazer esquecer. É a sua biografia.
  Aconselho toda a gente a ler e acredito que o leitor sendo cristão não se vai sentir incomodado, acredito antes que Prisciliano o vai inspirar na sua fé. O resto são histórias como toda gente sabe…

“(…) Queremos viver a fé como os primeiros cristãos, pela via carismática e kerigmática. A nossa ideia não é fundar comunidades ou grupos submetidos a regras ou hierarquias. Antes, e apenas, aproximarmo-nos do Deus dos primeiros cristãos que O seguiam, quando foi homem e imbuídos da sua fé…”


Até a próxima e boas leituras!!! 






domingo, 25 de agosto de 2013

Desafio "Um livro por mês" (3)

A minha história com Bob


   Olá! Espero já ter convencido algum leitor do Jornal da Banda e ler um livro. Tenho escolhido livros pequenos, com histórias do dia-a-dia e este mês decidi continuar com as leituras "soft" ... Acho que vou deixar os clássicos e os "calhamaços" para o inverno!!


  Este mês escolhi o livro A minha história com Bob, de James Bowen. É uma história simples, com uma narrativa muito acessível e não precisa da concentração de um clássico ou um livro mais complicado.

Sinopse:
Quando James Bowen encontra um gato alaranjado no prédio onde vive, não faz ideia do quanto a sua vida irá mudar. Lutando por sobreviver como músico de rua na cidade de Londres, a última coisa de que precisa é um animal de estimação. No entanto, incapaz de resistir ao animal doente, acolhe-o em sua casa. Quando Bob recupera a saúde, James deixa-o à porta do prédio, imaginando que nunca mais o voltará a ver. Todavia, Bob tinha outros planos. Dentro de pouco tempo, os dois tornam-se inseparáveis e as muitas aventuras que irão viver transformarão para sempre as suas vidas, curando lentamente as cicatrizes do passado atribulado de ambos. Esta é a história de uma amizade improvável e de como um gato vadio irá ajudar um homem a recuperar a sua autoestima e dar-lhe uma nova esperança quando o resto do mundo lhe parecia ter fechado as portas.

  Ao contrário do que estava a espera a historia do Bob e o próprio gato não me entusiasmaram muito. Foi a transformação da vida de James a forma como ele a conta que me levou a gostar do livro... entrei na mente do James e o Bob sempre foi personagem secundária para mim.
  Este livro levou-me a reflectir um pouco sobre a importância que damos aos outros. O mundo da toxicodependência, dos sem-abrigo, pedintes, pessoas sem rumo, sem esperança.. Há quem queira mudar, mas a nossa atitude é quase sempre negativa e por vezes é o nosso desprezo e preconceito que não os deixa dar a volta a situação... gosto que ler histórias reais de sucesso e sinto sempre alguma simpatia por estas pessoas que dão a volta a sua vida. ( Acho que ando muito sensível :) )

  Opinião no Jornal...

  O livro: 
  Este é um livro que fala de oportunidades, de mudança, de esperança. James encontra Bob ferido e decide cuidar dele. Bob acaba por mudar completamente a vida de James. O seu mundo que até ai tinha sido a preto e branco começa aos poucos a ganhar cor. Não posso contar o que se passou concretamente, pois assim ia estragar a história e revelar tudo, mas posso adiantar que a relação dos dois é muito ternurenta, o amor e dedicação que James revela por Bob é enternecedora e quando ele fala das proezas do seu novo amigo dá mesmo vontade de querer um gatinho também. 

  Depois tem um lado mais sério, ele fala do seu percurso de vida, como se tornou sem abrigo e toxicodependente. Mostra-nos como é difícil o mundo da rua e como é complicado dar a volta a situação e lidar com o desprezo e preconceito de quem se cruza com ele. Confesso que dei por mim a refletir sobre isso. Sobre a dignidade humana. Como somos injustos com algumas pessoas, que no fundo só querem mudar e nós só atrapalhamos… essas são as lições! 

Todos nós temos direito a uma segunda oportunidade e James descobriu a sua com Bob. 

“ A princípio fora um choque, mas já me tinha começado a adaptar a isso. Na verdade, agradava-me. Sabia que parecia uma tolice para muita gente, mas pela primeira vez na vida tinha uma ideia do que era cuidar de uma criança. Bob era o meu bebé e certificar-me que ele estava quente, bem alimentado e em segurança era muito gratificante. E também assustador. “


Até a próxima e boas leituras!!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Desafio "Um livro por mês" (2)

Olá! 

Hoje venho falar do segundo livro que falei no "Um livro por mês"
O escolhido foi o inspirador....




 O mundo amarelo de Albert Espinosa.


"O Mundo Amarelo  é um  mundo especial e diferente, onde realizar sonhos só depende de acreditar-mos neles. O primeiro passo para descobrir este novo mundo é percebermos quem são os nossos Amarelos. Estes são as pessoas que dão sentido a nossa vida e que se encontram entre o amor e a amizade, que se cruzam connosco e que com uma única conversa podem mudar a nossa vida. "





Sinopse:

A vida de Albert Espinosa mudou quando tinha 14 anos e lhe diagnosticaram um cancro. Aos 15 amputaram-lhe a perna esquerda, e, até aos 24, quando foi dado como curado, retiraram-lhe ainda o pulmão esquerdo e extraíram-lhe parte do fígado. Mas, como o próprio diz: «O cancro tirou-me as coisas materiais […] mas deu-me a conhecer muitas outras coisas que nunca teria conseguido descobrir sozinho.» Este é o livro onde o autor partilha as experiências e os ensinamentos que o ajudaram a viver feliz mesmo nas circunstâncias mais difíceis. O sucesso desta obra tem sido contagiante, registando sucessivas edições, milhares de exemplares vendidos e direitos adquiridos por mais de uma dezena de países. O Mundo Amarelo deu também origem a uma série televisiva em Espanha, cujos direitos de adaptação nos Estados Unidos foram comprados pela produtora Dreamworks, de Steven Spielberg.


O livro:

   Este é um livro fascinante!
   É um livro que nos faz ver o mundo e encara-lo de forma mais positiva. É um livro bonito que se lê muito bem e com um sorriso. 
Somos convidados a procurar os nossos Amarelos, que são as pessoas que dão sentido a nossa vida, que são importantes, que nos acompanham. Ensina-nos a olhar para as adversidades com outros olhos e tornar os nossos males em coisas positivas. É um relato de como uma doença tão devastadora como o cancro, nos pode fazer olhar a vida e para os outros de uma maneira positiva. 
   Albert Espinosa, aos 14 anos viu a sua vida mudar com o diagnóstico de um cancro. Durante o livro não é contado todo o processo da doença de forma sofredora. Há partes em que o autor fala dos seus tratamentos, dos momentos passados com os outros doentes, os "carecas"( forma carinhosa como se chamavam) e da perda de alguns, mas o objectivo do livro é fazer-nos olhar para o nosso mundo e fazer com que ele se torne melhor.
   Com boa disposição, vontade de viver e mostrar isso aos outros Albert Espinosa prende-nos a este Mundo Amarelo, envolve-nos de uma forma muito pessoal, fala directamente connosco, de autor para o leitor. É um livro muito bonito que aconselho vivamente, principalmente a quem está a passar por dificuldades sejam elas quais forem, porque nos enche de esperança, de positivismo e sinceramente faz-nos encarar a vida com mais gratidão e alegria.
   É um livro cheio de lições. Descobertas!
   Divirtam-se na busca dos vossos AMARELOS e vivam o dia-a-dia com mais alegria. A vida é para se viver ao máximo independentemente das dificuldades, sejam positivos, Carpe Diem


“Faz uma festa de despedida à perna. Convida as pessoas que tenham a ver com a tua perna e despede-te dela à grande. Não te apoiou ela durante toda uma vida? Pois agora apoia-a tu, já que ela se vai embora.” 


“Quando estás doente fazem um registo da tua vida, um historial médico. Quando estás a viver, deverias ter outro: um historial vital”



Até a próxima. Boas Leituras!

domingo, 14 de julho de 2013

Desafio "Um livro por mês" (1)

A uns meses comecei a colaborar com o "Jornal da Banda", com um espaço dedicado a leitura. O desafio é levar por toda a gente a ler pelo menos um livro por mês. "Um livro por mês", é assim que se chama o meu espaço no jornal, onde falo de um livro, do seu autor e da minha opinião. 

O primeiro livro que falei foi A CULPA É DAS ESTRELAS, de Jonh Green.. 

Aqui fica parte da minha resenha.

Sinopse

Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.

A história é narrada por uma jovem de 16 anos de idade com cancro em fase terminal, chamada Hazel, que é forçada pelos seus pais a participar num grupo de apoio. A ideia não lhe agrada muito no início, mas eis que conhece Augustus Waters, por quem se apaixona. Ele também sofre de um cancro, mais ou menos controlado, mas que já lhe levou uma das pernas. Como se não bastasse o melhor amigo deles tem cancro nos olhos e fica cego.
Á primeira vista pode parecer que é um livro dramático, mas não é bem assim. É sensível, tem algumas partes mais tristes (algumas muito tristes como é de prever), frases marcantes, mas o livro para além da história do romance entre Hazel e Augustus, tem um mistério. Querem  descobrir o final de um livro que eles gostam muito mas que acabou de uma forma inesperada, bem, digamos que livro não tem final, simplesmente acaba sem ter terminado. O autor nunca terminou a sequela. Eles decidem entrar em contacto com o autor, que nunca mais escreveu, sabe-se lá porquê, mas eles querem muito saber como termina a história daquele livro. Eu não posso contar mais nada pois não ia ter graça ler. Vão ter de ler para descobrir. Apenas posso dizer que é um livro que se lê muito rápido, a escrita de John Green é muito simples, cativante, enternecedora, adorei.
Hazel tem cancro na tiroide e carrega consigo o cilindro de oxigénio, todo dia, Augustus tem cancro nos ossos e usa uma prótese, pois foi amputado e o amigo deles, Isaac tem cancro nos olhos, vai acabar por cegar e usa uns óculos que lhe fazem os olhos parecer enormes. Ao longo do livro fui surpreendida com a simplicidade com que o autor descreve o dia-a-dia destas personagens e fez-me refletir a cerca do modo como por vezes olhamos para as pessoas com certos problemas de saúde. As personagens são divertidas, inteligentes, cativantes e muito reais. Qualquer adolescente vai identificar-se com uma ou mais personagens e quem já passou essa fase como eu, vais fazes algumas viagens ao passado.
É um livro que faz pensar na vida e na morte, no destino e na nossa existência. É surpreendente. Eu podia dizer tanta coisa sobre ele. Têm de ler para entender!

Boa notícia…. O livro está a ser adaptado para filme, as filmagens estão previstas começar ainda este ano e estão a cargo da mesma produtora da saga “Crepúsculo”… promete e esperemos que seja fiel ao livro.
  

“… a voraz ambição dos humanos nunca é saciada pela concretização dos sonhos, porque existe sempre a ideia de que tudo pode ser feito de novo e melhor.”

“Seja como for, os verdadeiros heróis não são as pessoas que fazem coisas; os verdadeiros heróis são as pessoas que REPARAM nas coisas, que prestam atenção.”

Boas Leituras