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domingo, 10 de janeiro de 2016

Concerto de Reis pela AMDF na Igreja Matriz da Erada

Olá!

Hoje venho partilhar convosco um pouco da minha noite de ontem. Uma noite marcada pela música que me deixou maravilhada, feliz, leve e inspirada =)

Quem me acompanha já sabe o quanto gosto de música e de cantar e ontem tive a oportunidade de assistir ao vivo a um concerto com orquestra e coro de câmara aqui na minha aldeia, Erada.
Esta iniciativa da Junta de Freguesia é de louvar. E só com muito empenho da Junta de Freguesia, da Paróquia e claro da Academia de Música e Dança do Fundão é que tal foi possível.

Confesso que só há poucos meses tive conhecimento desta academia, algo que me envergonha pois a cidade do Fundão fica a poucos minutos daqui. Mas, mais vale tarde do que nunca :)

A Academia de Música e Dança do Fundão nasceu no seio da Santa Casa da Misericórdia do Fundão no ano de 1994 como um Projecto de sensibilização dos jovens para as artes, tendo já no início a adesão de 106 alunos. O passo seguinte foi então o reconhecimento da Academia pelo Ministério da Educação a 6 de Dezembro de 1996. 
Esta Academia, embora jovem, tem tido um papel decisivo no Desenvolvimento Cultural da Região intervindo em actuações públicas através de Concertos, Intercâmbios, Audições, Ciclos Musicais.
Em paralelo e em parceria com a Câmara Municipal de Penamacor é criado um polo nesse concelho. Actualmente a AMDF é responsável por mais de 550 alunos
São de realçar os já tradicionais concertos do dia mundial da música, de Natal e de final do ano lectivo onde há a participação não só dos alunos como também dos professores integrantes da Academia e também os espectáculos de Dança, o “Estágio de orquestra juvenil de Cordas” e o Concurso Internacional “Cidade do Fundão”.
Os alunos da Academia têm participado em diversos Concursos Internacionais de Música realizados em Portugal, Espanha, França, Polónia e Rússia onde foram galardoados com mais de 100 prémios. 
Na diversidade destas acções procura-se enriquecer sempre os alunos alargando os seus horizontes no campo das artes

Foto durante o aquecimento. Retirada da pág. de facebook da AMDF
A AMDF trouxe apenas parte do seu Concerto de Natal pois como devem imaginar seria complicado logisticamente trazer todos os músicos e equipamento, mas esta pequena amostra do seu trabalho foi incrível e não esquecerei tão cedo.

O concerto dividiu-se em três parte e contou com a participação do Coro de Câmera, Orquestra de Sopros, Orquestra de Cordas e a colaboração dos professores da academia.

Para os mais interessados deixo o Programa para poderem pesquisar as músicas. ´


No la debemos dormir | Cancionero de Upsala
Carol of the bells |  Mykola Leontovych
Swing low, sweet chariot | Tradicional, arr. Josly
I'm gonna sing | Traditional Spiritual
Thank you for the Christmas | Tra. Jamaicana, arr. Bruno Martins
Coro de câmera
Direção Bruno Martins

Cascade Festival Overture | Mark Williams
Holidays highlights | Mark Williams
Christmas at the Movies | John Moss
Jingle Bells | Arr. C. Sockwell
Orquestra de Sopros 
Direção Carlos Salazar

Pastoralmesse, op. 24 | Karl Kempter
Orquestra
Coro de Cãmera
Soprano | Maria Mendes
Mezzo Soprano | Margarida Geraldes
Tenor | José Tavares
Barítono | André Prata
Orgão | João Paulo Cunha
Direcção | Bruno Martins

Jingle Bells | Trad. arr Carlos Branco
Todas as formações
Direção Bruno Martins



Já perto do final a AMDF ainda nos presenteou com um extra: Cegonha de Carlos Paião.

Foi uma noite encantada para todos os que estavam presentes, mas para uma pessoa em particular. O nosso Padre Rui Manique completou mais um aniversário ontem e para ele estava reservada uma surpresa, uma homenagem com contou com a presença dos seus familiares. Tão cedo não esquecerá este aniversário!



Outra coisa que não posso deixar de salientar é a acústica da nossa igreja. Já tinha percebido que depois das obras de requalificação tinha melhorado bastante, mas ainda não tinha tido oportunidade de apreciar desta forma. 

Espero que momentos destes se repitam pois são importantes para a comunidade e para estes jovens músicos. São portadores de um dom incrível e espero que todos tenham oportunidade de ir o mais longe possível. 
Parabéns a todos e um bem haja a todos os que proporcionaram esta noite magnifica. 

Facebook da AMDF
Página web da AMDF

Espero que tenham gostado ;)


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Uma década de novas oportunidades

 

   Ela tinha tudo para dar errado!
   Ainda mal tinha começado a sua juventude e já esta era interrompida abruptamente. 
   Em boa verdade acho que ela tinha tudo para dar certo, mas acabava sempre por fazer as coisas ao contrário.
   Podia ter continuado a ser uma aluna excelente, mas preferiu ser preguiçosa. Não precisava estudar muito para ter notas razoáveis e notas razoáveis chegavam para quem andava a estudar por estudar.        Podia ter terminado o liceu mas no primeiro 11ºano achou que não fazia mal nenhum ficar algumas vezes com os amigos pelo café. Tinha boas notas e os professores iriam perdoar. Correu mal! Leu Os Maias durante as férias da páscoa e quando chegou à escola estava chumbada por faltas. Ela nem gostava muito de ler...Talvez por isso aquele seja um dos livros mais marcantes da sua vida. 
   Durante a primeira fase da sua vida foi assim, vendo passar o tempo. Levava a vida tranquilamente. Não sabia o queria fazer no futuro e isso libertava-a de certas preocupações, como os estudos. 
   Tinha amigos, uns trocos para café e cigarros e não arranjava confusões em casa e na rua. Nada fazia prever o que veio a acontecer.
   Ela achava que mal nenhum lhe podia acontecer, não fazia mal a ninguém e não havia razão para ser castigada. Por vezes brincava mesmo com a sorte. Até ao dia em que o chão se abriu debaixo dos pés e se viu numa queda, desamparada, sem fim a vista…

***
   Os bebés são seres adoráveis e enchem de alegria qualquer casa. No entanto também podem ser um grande problema, uma tragédia, um inconveniente… principalmente quando os pais são jovens e não têm a mínima vontade de partilhar uma casa. Aliás, porque haveriam de pensar em tal coisa, com uma juventude toda para viver?
   Ela tinha tudo para dar certo, mas brincou com a sorte.
  A maior sua maior desgraça é hoje a sua maior alegria. Fonte de inspiração, motivo para viver e lutar por dias sempre melhores, companhia, razão para levar uma vida o mais correcta possível (educar com exemplos e esconder bem qualquer desvio) e o seu maior desafio. Mas nem sempre foi assim…

***
   Depois de se ver em queda livre, adormeceu num sono estranho. Um choque que lhe causou uma inércia total, uma sensação inexplicável. 
   Sem vontade de viver, sem noção de nada, fez tudo que lhe disseram, o que era suposto fazer nestes casos. 
   Bem, o caso dela é como tantos outros e realmente aconteceu o que era suposto. Uma separação… mais tarde. 
   Foram precisos quatro anos para cair no chão e começar a perceber o que se tinha passado com ela.    Estava tudo errado, estava tudo um caos. 
  Durante este tempo todo, a única coisa boa que conseguia ver era o facto de estar empregada, na sua aldeia, a poucos metros de casa e do infantário do filho. Que sorte teve! Nem procurou. Tinha o filho dois meses quando lhe bateram a porta para oferecer trabalho. Trabalho esse que mantém a quase uma década. 

   O Jogo mudou. 

   Agora, tinha tudo para dar errado.
   Ela tinha tudo para dar errado. 
  Podia ser mais uma mãe desesperada, incompreendida, revoltada e amargurada, mas a vida tinha outros planos para ela.
   Ela podia ter dado ouvidos aos mexericos e malditos e enfiar- se em casa a fazer bordados para enfeitar paredes, levar uma vida tranquila, ser invisível e ficar fechada em casa a lamentar-se. Assim ninguém ia falar, ninguém se ia lembrar, ninguém se ia importar. 
   Ela disse, “Basta!! Agora quem cuida da minha vida, sou eu.” Não é um processo fácil quando não se sabe o que se quer.
   Ela podia ficar em casa apática, a fumar cigarro atrás de cigarro, a olhar para as chamas na lareira, a ver a madeira transformar-se em cinza, a ver a sua vida queimar sem tirar proveito nenhum… 
   Ela nem acabou o liceu e isso começava a pesar-lhe na consciência. Senão tivesse chumbado aquele ano por faltas... Podia ter feito o 12ºano sem grandes problemas, mas ficou a um ano de terminar o liceu e isso era a sua marca, o seu falhanço. (agora as metas já tinham alguma importância). Sem estudos, sozinha, com um filho para criar e educar, numa aldeia sem futuro… podia não dar errado mas não ia ser bom de certeza.

   Que futuro a esperava?
  
  Descobriu então que existia uma possibilidade de completar os estudos, algo chamado Novas Oportunidades. Caso aproveitasse ficaria com equivalência ao 12ºano. Nem pensou duas vezes, estava na hora de voltar a aprender e por o cérebro a funcionar.
   Estava tão enganada! Não aprendeu nada de novo. 
   Ela não aprendeu nada de novo, mas esta etapa mudou a sua vida para sempre.
   Como todos os que passaram por este plano, teve de escrever um “livro”, falando da sua vida e suas competências.
  Todo este processo acabou por ser de certa forma terapêutico. Voltar atrás no tempo, mexer em memórias, reviver a sua vida antes de todo aquele pesadelo fez-lhe bem. Também foi fundamental ter alguém a dar-lhe valor e incentivo para acordar para a vida e dar uso às suas capacidades, foi renovador. Ela gosta de pensar como reagiria o professor se soubesse que agora tem um blogue, que gosta de ler e escrever, que saiu de casa e se envolveu na comunidade e já consegue ter um discurso mais claro (sim porque a mente dela é cheia de frases sem ligação, pensamentos desarrumados e não se conseguia exprimir).
   A menina que entrou na sala pela primeira vez sem falar, alheada do mundo, saiu renovada e cheia de vontade de mudar o seu rumo. 
   Ela gostava de ficar sentada à lareira a fumar e contemplar as chamas, mas um dia fartou-se.   Decidiu sair de casa e mostrar-se ao mundo, mostrar que era capaz, que queria deixar uma marca e sentir-se bem na comunidade. Não era nenhuma doida varrida e muito menos coitadinha. Bem, fazia alguns disparates mas era muito mais que isso.
   Ela podia ter ficado sossegadinha em casa a ver Tv com o filho, mas decidiu juntar-se a um grupo de jovens que achava que podia fazer coisas extraordinárias na comunidade; passou a ajudar o pai no grupo coral (duvido que se converta, mas faz o seu papel com muito respeito e empenho); criou com um amigo um grupo para ensinar jovens a tocar viola ( (A)CORDA) e com o tempo foi descobrindo o seu lugar na comunidade. 
  Todas estas tarefas interferiram com a sua vida e foi preciso algum sacrifício e método para não falhar com as suas responsabilidades.
   Durante todo este tempo cresceu imenso. 

***
   Os últimos anos que passaram foram tão confusos… Mudei tanto…
   Também cometi alguns erros e a maioria não me arrependo. Não são eles que me definem. Não sou o que passei e sim o que superei. Fazer as pazes com o passado é fundamental.
   Descobri no meu filho, na música, na leitura e na convivência com os outros, o segredo para me manter firme. Dedicação. Dedicar-me a tudo e todos que gosto, dá-me alegria e energia. Tudo fica mais fácil de suportar e deixamos de inventar problemas. Deixei de ser má companhia para mim.
   Deixei também de fumar e agora já não consigo estar muito tempo a olhar para a lareira, a não ser que me perca a ler um livro. Os livros são a minha nova companhia, terapia e inspiração.
   Descobri há pouco tempo este mundo maravilhoso da literatura e para meu orgulho já contagiei o meu filho (o Pirata)
  Descobri uma nova paixão. Descobri também que é impossível juntar muito dinheiro quando se gosta tanto de livros. Mas não está mal, troquei cigarros por livros.
   Viverei mais anos sem dinheiro, mas terei sempre livros…

Quero agradecer o Fiacha por me desafiar a escrever um texto para o seu blog.
Adicionem!! É um oásis para quem gosta de literatura http://leiturasdofiachaocorvonegro.blogspot.pt/

Decidi falar de mim. 
Raramente o faço, apesar de ter alguma vontade. Não é fácil falar de mim. Não gosto de me queixar e se falo bem de mim, como um caso de sucesso, tenho receio de ser mal interpretada, Mas aceitei este desafio e aproveitei para reviver mais uma vez o passado e fez-me bem. Modéstia a parte, tenho muito orgulho de mim ;)
Obrigado por lerem tudo até ao fim. 

Beijinhos

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Férias a passear 3# - Viagem ao coração do xisto, Casegas e Sobral de S. Miguel

Olá!

Continuo a relatar os meus passeios nas férias e desta vez venho falar de duas aldeias do meu concelho. Na verdade foram visitas muito rápidas, de passagem. Desta vez não podíamos demorar a tarde inteira e fomos apenas tentar a sorte com mais umas caches. 

Tínhamos em mente fazer 6 ou 7 caches mas depois de  uma tentativa falhada e muita chuva, apenas conseguimos encontrar três. Valeu pelo passeio.
Apesar de serem aldeias que fazem limite com a minha, são terras onde raramente passo. Quando se fala de limites por aqui estamos a falar de distancias muitos grandes.

Seguimos então para Casegas com uma paragem em Paúl para tentar a sorte num local da ribeira. Tentativa frustrada. Depois de algum tempo a procurar, a maldita não apareceu. Abandonámos o local, pois a chuva ameaçava cair e o terreno que pisávamos estava escorregadio e ninguém queria tomar banho naquela hora.


Falarei do Paúl em outra ocasião. É sem dúvida uma aldeia cheia de história e riquíssima em recursos naturais, nomeadamente a ribeira. Ao longo do leito podemos encontrar locais magníficos.  Deixo apenas algumas fotos e a promessa de uma publicação futura.  

De novo na estrada e rápido chegamos a Casegas.

Casegas - (byW) Casegas foi uma freguesia portuguesa do concelho da Covilhã, com 41,16 km² de área e 425 habitantes (2011). Densidade: 10,3 hab/km².
Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de Ourondo, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Casegas e Ourondo da qual é a sede.

Peço desculpa pela descrição tão pobre mas não estivemos tempo suficiente para conhecer melhor a aldeia, ficam apenas as imagens. (A panorâmica "roubei" algures na net.)


Cache encontrada, seguimos para Sobral de São Miguel. Pelo caminho encontramos mais uma cache e muitos medronhos já prontinhos para serem colhidos para fazer aguardente.


Sobral de São Miguel - O slogan da aldeia “O coração do xisto” não é inocente. Esta aldeia será um dos maiores aglomerados de edifícios em xisto de Portugal.Porém, a grande maioria das construções encontra-se rebocada e pintada predominantemente de branco.

Daqui se exporta xisto para o mundo, mas a matéria prima não se fica por aqui.
Começando no património gastronómico – na aldeia pode provar desde ginja, até pica de chouriço, sardinha ou bacalhau, passando pelo mel e pelo pão de forno a lenha – a aldeia tem ainda para oferecer um património cultural e artístico.
Sobral de São Miguel também proporciona uns bons passeios. Quer sejam através das ruas e quelhas da aldeia, ou acompanhando o curso da Ribeira do Porsim.

A aldeia possui uma vasta envolvente de novas construções, pelo que devemos orientar a nossa visita para o núcleo mais antigo. Aí o casario acompanha as curvas mais ou menos pronunciadas da ribeira, elevando-se como que em escadaria, encosta acima. Os arruamentos são quase sempre paralelos à ribeira, sendo ligados por inúmeras quelhas com degraus ou por ruelas inclinadas que procuram contornar as habitações. Estas são quase sempre justapostas, não havendo espaço para quintais. De dois ou três pisos, a altura dos edifícios cria ruas onde, mesmo durante o dia, predomina a sombra.


Ainda não visitei o Sobral por muito tempo, mas lembro-me da primeira vez que entrei nesta aldeia. Assim que vi as casas de xisto senti-me num mundo a parte. É uma aldeia lindíssima que vale muito a pena visitar. É rica a sua história, património e cultura. Apesar de ter uma população maioritariamente envelhecida, os jovens não perdem as suas raízes e empenham-se verdadeiramente para manter viva a aldeia. É de louvar o trabalho comunitário que é feito por lá. Vejo isto que digo à distancia, principalmente pelo facebook, mas consigo perceber a vontade daquele povo para dignificar e promover aquele "Coração de Xisto"

Deixo algumas fotos retiradas por essa Internet fora:


Uma página no facebook que devem conhecer O Ferrolho 

Tenho de voltar a esta aldeia e fazer uma reportagem mais digna.
A minha passagem pelo Sobral desta vez foi periférica, mas demorada.
Ai Santa Barbara e São Pedro tenham lá calma na próxima vez!! Vinte minutos parados a espera que a chuva abrandasse para tirar a cache do seu esconderijo, mas lá conseguimos.


Ficaram muitas caches por encontrar.
Voltámos para casa pelos caminhos de xisto com a promessa de voltar para conhecer melhor esta aldeia e descobrir novos tesouros. Seguimos em direcção ao parque eólico onde ainda nos esperava alguns minutos de muitas curvas. Chegamos a casa esfomeados e cansados, mas valeu a pena.

Visitem o interior de Portugal, conheçam as aldeias de xisto e toda esta zona. Nesta altura do ano ainda poderão apanhar algumas castanhas e medronho para a viagem ;)

Espero que tenham gostado!
Sintam-se a vontade para comentar.

Beijinhos 






terça-feira, 23 de setembro de 2014

Férias a passear 2# - São Romão e Alvoco da Serra

Olá!

Aproveito mais um pausa no trabalho para dar a conhecer mais uns locais que visitei nas minhas férias. Já falei da minha visita a Guarda e Belmonte e hoje venho falar de duas terras do concelho de Seia, distrito da Guarda.

No segundo dia de férias decidimos não ir muito longe, só tínhamos a tarde para passear e o céu estava carregado de nuvens, prontas a desfazer a qualquer momento.
Decidimos portanto fazer uma visita rápida à família que mora em S.Romão, Seia, aproveitar para fazer geocaching e levar o pirata a conhecer um Quartel dos Bombeiros, sonho de a muito tempo.

São Romão fica a cerca de 45min de viagem, e muitas curvas, muitas mesmo. 
Almoço tratado, Gps na bolsa, lancheira cheia e fizemo-nos a estrada. 


Sempre que vou para aqueles lados da serra gosto de pensar que piso as mesmas terras que Viriato terá pisado. :)


São Romão (já fui tão feliz ali...) - São Romão é uma vila do concelho de Seia, considerada mesmo a mais rica do município, em recursos naturais e em termos Patrimoniais, situada na imensa Serra da Estrela, numa região de bonitas paisagens naturais, onde nasce o rio Cobrão. 
A vila tem origens bem antigas, como se pode observar nos vestígios do seu Castro bem anterior à nacionalidade, que terá dado origem ao desenvolvimento da povoação original, e o “Buraco da Moira”, um sítio arqueológico cuja ocupação remonta ao Período Calcolítico (cerca de1200 a.C.). 
São Romão chegou, inclusivamente, a ser sede de concelho no século XVIII, mas foi perdendo importância administrativa. 
A indústria de lanifícios foi, durante mais de duzentos anos, a principal fonte de subsistência da população, repartindo-se entre a actividade agrícola e hoje em dia, noutras indústrias em profuso desenvolvimento, destacando-se a produção do afamado Queijo da Serra da Estrela. 
Em São Romão vale a pena conhecer a Igreja Matriz, a Capela do Santo Cristo, o Santuário de Nossa Senhora do Desterro, de onde se avista a curiosa “Cabeça da Velha” e o interessante Museu de Arte Sacra 
A paisagem circundante é de grande beleza, como se pode avistar do alto Senhor do Calvário e Moita, com uma vista de fazer perder a respiração, ou no já referido lugar da Senhora do Desterro, nas margens do fabuloso Rio Alva, onde se situa o Museu Nacional da Electricidade e a agradável Praia Fluvial.              (texto retir de pagina do facebook)


No passado dia 21 de setembro, São Romão comemorou os 500 anos do Foral Manuelino. Segundo o meu Tio contou, aquela vila teve grande importância histórica e chegou a ser sede de concelho, mas uma noite foi "vendida" a Seia a esta passou a ser a sede. Sempre ouvi falar da rivalidade das duas terras o que achava natural pois são vizinhas, mas pelos vistos é uma rivalidade com tradição.

Não conhecia este dado histórico, nem o passado da vila de S.Romão. 
Esta comemoração despertou-me para esse facto e na próxima visita vou querer conhecer todos os locais marcantes. Já passei lá bons momentos e sempre gostei da vila mas saber destes dados tão importantes dá-me mais vontade de voltar e descobrir todo esse passado. 
Segundo a W. Viriato de 147 a 139 a. C. , fez do "Crasto" uma das suas bases estratégicas na luta contra os Romanos. ( ;) )


Depois de um lanche, com uma magnifica paisagem e um céu carregado de chuva seguimos caminho para Alvoco da Serra, aldeia pela qual já tínhamos passado, mas deixamos a visita para o retorno a casa. 

Alvoco da Serra- Freguesia portuguesa do concelho de Seia constituída por cinco localidades: Alvoco da Serra (sede da freguesia), Outeiro da Vinha, Vasco Esteves de Baixo, Vasco Esteves de Cima e Aguincho. Recebeu foral de D. Manuel I em 17 de Fevereiro de 1514, como concelho. Titulo que manteve até 1836. Passou a pertencer ao concelho de Loriga. Actualmente integram o concelho de Seia.

De Alvoco conhecia apenas as paisagens, passei vezes sem conta pela estrada, fiz geocaching nas imediações da aldeia e sempre achei uma terra muito bonita com paisagens fantásticas. A ultima visita que tinha feito, foi na altura do Outono e senti-me no paraíso. Sem exagero, adoro este lado da Serra da Estrela e nunca esquecerei essa visita. 
 

Como já referi o que conhecia de Alvoco eram algumas paisagens e a estrada, nunca tinha descido a aldeia. 
O que lá encontrei deixou-se espantada. Para além de muito bem cuidada, contem vestígios judaicos. Sei que tem vestígios românicos, mas desconhecia de todo que por aqui se tinham fixado judeus. 
Este dado vai "obrigar-me" a uma grande pesquisa e posteriormente, uma longa visita de estudo. 

(Acho que vou ter de juntar "professor de história", à minha lista de Amizades que preciso fazer, pois certamente me darão um jeitaço)  

Acho que já me estou a alongar muito, mas antes de terminar quero aconselhar toda a gente a fazer Geocaching. Parece estranho para alguns andar a procura de caixas perdidas mas se não fosse esse jogo eu nunca descobriria locais como estes que venho falando. Não conheceria a sua história, os seus locais de relevo, os habitantes e muitas nem tinha visitado. O geocaching mudou completamente o meu conceito de passear. Estou mais atenta, mais curiosa, mais culta e mais feliz. 

No caso desta aldeia, descemos à povoação para retirar alguns dados para duas multi-cache. Abençoadas, que nos mandaram depois para sítios perdidos nos montes. Terei de fazer essas caminhadas um dia destes. 

Fica o registo fotográfico.   


E uma recuperação bastante original.
Ainda pensei tratar-se de uma casa museu mas é simplesmente uma casa recuperada por um habitante com gosto na tradição. Gostei muito! 

  

Espero que tenham gostado e ficado com vontade de visitar. 
Esta zona da Serra da Estrela é muito bonita e espera pela vossa visita. Pesquisem e conheçam Loriga, a aldeia que separa esta duas que falei. É também digna de visita, riquíssima a nível histórico e paisagístico. 

Obrigado por lerem até ao fim. Acreditem que deixei muito por falar e o que conheço é mínimo. 
Em breve volto para vos falar de uma aldeia de xisto!

Beijinhos

domingo, 14 de setembro de 2014

Férias a passear #1 - Guarda e Belmonte

Cinco dias, quatro passeios e muita animação.

Após um ano de espera por umas merecidas férias, heis que o São Pedro me decide presentear com muitas nuvens e possibilidade de chuva. 
Ao inicio confesso que fiquei um pouco frustrada, pois tinha intenção de ir até a praia, mas acabei por ter umas férias bastante produtivas e divertidas.
Para quem ainda não sabe, pratico geocaching com os meus irmãos. Vontade de passear não nos falta e se podermos juntar a isso cultura geral e caça ao tesouro, melhor.

No primeiro dia de férias resolvemos ir almoçar a cidade da Guarda e na volta visitar o castelo de Belmonte. Nesse dia, por acaso não andamos a "caça". Acabamos por perder sempre algum tempo com as buscas e queríamos apenas relaxar.

Guarda, sede de distrito, é a cidade mais alta de Portugal, e é conhecida como «A cidade dos 5 F's»

1- Forte: a torre do castelo, as muralhas e a posição geográfica demonstram a sua força;
2- Farta: devido à riqueza do vale do Mondego
3- Fria: a proximidade à Serra da Estrela explica este F;
4- Fiel: porque Álvaro Gil Cabral – que foi Alcaide-Mor do Castelo da Guarda e trisavô de Pedro Álvares Cabral – recusou entregar as chaves da cidade ao Rei de Castela durante a crise de 1383-85. Teve ainda Fôlego para combater na batalha de Aljubarrota e tomar assento nas Cortes de 1385 onde elegeu o Mestre de Avis (D. João I) como Rei;
5- Formosa: pela sua natural beleza.


A nossa visita desta vez ficou apenas pelo Shoping onde almoçamos, pela Egitana Musical, uma loja de musica onde fui muito bem atendida, o Castelo, a Sé e a Goodbuy Guarda, uma loja de artigos em usados e criativos.

Já conhecia a Goodbuy Guarda, através do facebook e tinha bastante curiosidade em conhecer a loja física. Fiquei surpreendida com a variedade de artigos que vendem. Móveis reciclados, jogos, material escolar, roupa, bijuteria... e livros. Muitos livros!! 
Já tinha trocado algumas mensagens no facebook por causa de livros da Mafalda. Tenho apenas um e gostava de comprar mais. Foi engraçado ser abordada na loja "É você a menina da Mafalda?" ^.^ . Tembém me garantiram ter já arranjado uma fornecedora de livros e assim que os tivessem na loja entravam em contacto comigo. Espectacular!!!! Muito bem recebida nesta loja, diferente, dinâmica, profissional  e que costuma marcar presença nas feiras de antiguidades na Guarda. 


 Espreitem lá no facebook https://www.facebook.com/goodbuyguarda

Depois de muito bem recebida pelas gentes da Guarda e com o lanche tomado a beira da Sé, seguimos caminho para casa com uma visita ao castelo de Belmonte.

Belmonte, berço do navegador Pedro Alvares Cabral é uma vila do distrito de Castelo Branco com forte presença Judaica. 

O castelo de Belmonte é medieval e as primeiras notícias históricas datam do reinado de D. Afonso Henriques (1112-1185). Comparativamente a alguns castelos que já visitei, este aparentemente encontra-se em bom estado. Já tinha visitado durante uma feira medieval que acontece todos os anos em meados de Agosto, mas nesta pequena visita encontrava-se fechado. 
Ficámos pela vista das muralhas e das casas em seu redor. Gostámos muito deste local.


Chegamos a Belmonte perto da hora do pôr do sol, o que nos proporcionou belas imagens do céu, incluindo o Parélio ou Sun Dog. 

Para quem não sabe, by W: Um parélio é uma mancha brilhante comum em um halo solar.



É um fenómeno óptico atmosférico associado principalmente com a reflexão e refração da luz solar por pequenos cristais de gelo provenientes de nuvens cirrus ou cirrostratus. Frequentemente, dois parélios podem ser observados (um de cada lado do sol) simultaneamente.

E começou assim a minha semana de férias, um belo passeio a norte de casa com um por do sol fantástico.

Espero que tenham gostado. Não foi fácil seleccionas as fotografias mas gostei do resultado ;)
Beijinhos



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Até a Lua se vestiu a rigor para a festa

Olá, tudo bem?

Não vou dar mais desculpas para justificar a minha ausência... tenho andado por aí :P

Finalmente estou de férias e agora, espero eu, com mais tempo para escrever.
Hoje quero partilhar convosco algo que abrilhantou o meu fim de semana. Todos os anos no primeiro domingo de Setembro, realiza-se na minha aldeia a festa em honra de Nossa Senhora dos Milagres. 


É sempre uma festa em grande, onde reencontramos família, amigo e conhecidos. Para uns altura de cumprir promessas e renovar a fé e para (mim) outros 3 ou 4 noites de muita dança e copos.


Este ano diverti.me bastante e soube aproveitar bem apesar do trabalho acrescido que a festa provoca no meu trabalho. Foram quatro noites muito bem passadas, na melhor companhia. Noites que estavam ameaçadas pela chuva, mas por milagre só surgiu um por algumas vezes, sem estragar a festa. Segundo a minha irmã a Ti Mila (como carinhosamente é chamada pelo pessoal mais novo) é festeira e veio ao baile connosco. 

Quem também nos presenteou com a sua presença foi a LUA, vestida a rigor, majestosa e cintilante, num céu mágico pintado com nuvens. Passei a noite de domingo e segunda com um olho na festa e outro no céu. Não há palavras para explicar o que este céu me fez sentir e tenho pena de não ter uma máquina fotográfica boa para registar e guardar para sempre aquelas imagens. No entanto tirei umas para a posteridade, foi o melhor que se arranjou :)





Tudo isto para partilhar a minha alegria deste fim de semana. Acho que não me lembro de passar uma festa tão bem acompanhada, tão animada e com este céu maravilhoso.
Não sei como são as romarias na vossa terra mas a nossa é sempre com sabor a despedida. As férias acabam, o trabalho e as aulas recomeçam e a aldeia volta ao sossego. Entramos num inverno que volta a aquecer um pouco junto do madeiro e depois passamos a contar os dias para o verão. Verão marcado com o regresso dos emigrantes e outros eradenses que apesar de não morarem cá, não perdem as raízes e voltam sempre para descansar e dar um pouco de vida a aldeia.

Espero conseguir mais vezes falar da minha aldeia e das suas tradições. Confesso que não é fácil, pois os meus pensamentos são agridoces. É triste ver morrer uma aldeia aos poucos, a perder sentido comunitário e principalmente perder população jovem. As festas trazem sempre algum animo, mas depois da folia fica o vazio, a apatia e não é fácil contrariar. Eu vou tentando com o que posso e tenho gosto fazer... se podia fazer mais? Talvez! Mas como todos, tenho uma vida para viver e um pirata para cuidar...

E vocês, maravilharam-se também com esta super lua?
E também se divertem nas romarias? São mais para a dança ou para o convívio junto ao bar?
Eu sou viciada em rifas, confesso :)



Não vos chateio mais, só queria dizer olá, que estou de boa saúde e que manter um blogue activo durante o verão é muito complicado. Hoje deixo o registo da festa maior da minha aldeia e prometo que para o ano há mais!!


FIM

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Hoje é um dia especia!! O meu filho faz hoje 9 anos e sou uma mãe feliz e babada :)

   E foi á 9 anos que começou a mais bela história de amor... 

  Na verdade começou uns meses antes.. também não tem sido sempre um conto de fadas :), mas isso não interessa nada... 

  O que hoje tenho vontade de dizer é que 

  Pois é!! Todos os dias são uma aventura, e sou uma mãe babada e orgulhosa. Nem sempre é fácil, nem sempre faço o correcto, mas tenho muito orgulho no meu filho e na mãe que sou e mesmo quando erro foi com a certeza que estava a fazer bem.

  Hoje o meu filho faz 9 aninhos e como eu estou de folga vou já de seguida para a cozinha tratar da festinha dele. Alguém me ensine a fazer leite creme!! :P
  Vai ser só um jantar de familia, pois no ATL vai poder festejar com os amiguinhos, o bolo já lá está a sua espera. 

  Tão bom cantar os parabéns a um filho, como eu costumo dizer, "passaste mais um nível" :)

  PARABÉNS DIOGO!! 


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Férias, geocaching e regresso aos livros

  Olá! Depois de alguns dias de abandono do blogue estou de volta.

  As ultimas semanas foram muito agitadas, com a festa da aldeia e uma fuga até a praia, não tive tempo para estar no computador, nem ler. Foi tempo de aproveitar os últimos dias de verão.

  Não li quase nada nas ultimas semanas. Estou a ler aos poucos O segredo de Compostela  e li no telemóvel Noites brancas de Fiódor Dostoiévski. (assim que possa falo dele). Li este livro na aplicação wattpad. Não é das melhores, mas já vai dando para entreter nas horas vagas. É certo que ler no telemóvel é cansativo mas nas listas de espera ou enquanto espero sozinha por alguém dá sempre jeito. Foi nesta aplicação que descobri o "A culpa é das estrelas" de John Green, que acabei por comprar depois em livro. Normalmente os e-books estão em português do Brasil. E como qualquer pessoa pode fazer upload de um livro não é 100% fiável, mas a falta de melhor eu não me importo de usá-la, quando gosto mesmo muito de um livro acabo por comprar. 

   Mas hoje quero falar das minhas férias e como 4 dias na Figueira da Foz foram tão bons. A ideia de sair surgiu do nada, numa brincadeira, em conversa com os meus irmãos alguém disse "vamos até a praia"... a brincadeira tornou-se séria e como conhecia uma casa na figueira e não ficava muito longe em meia dúzia de dias tratamos de tudo para ir. 

  A ideia era mesmo descansar e apanhar muito sol, uma das primeiras "regras" que tentei impor era não fazer Geocachig, para aproveitar a praia e não nos preocuparmos só com isso. Mas é completamente impossível :). Geocaching é um vicio e não dá para ir a lugar algum sem levar o gps e procurar "tesouros". 

   Se há por aí alguém que também faça, manifeste-se :)!!!

  A uns tempos até chegamos a criar um blog para falar das nossas aventuras e partilhar fotos, mas o entusiasmo durou pouco, talvez a preguiça de escrever... paramos no festejo da cache nº50. Neste momento temos 215. A nossa 200ª cache foi feita a caminho da Figueira, sinto-me muito feliz por ter logo sido uma dedicada a Inês de Castro e ainda por cima é muito original, o meu filho adorou encontra-la.

  Nos 4 dias fizemos quase 20 caches, podiam ter sido mais, mas não quisemos ocupar o tempo todo com isso. Decidimos apenas procurar as que estavam nos locais onde passávamos e não demorar muito tempo na busca. Mesmo assim para quem não queria fazer acho que 20 já é uma boa marca.

 


   Durante os a nossa estadia na Figueira fomos a quatro praias diferentes, duas na Figueira, Relógio e uma pequena na foz do rio mas não gostamos muito e duas do outro lado da ponte, praias do Cabedelo. Essas já gostamos mais, mais limpas e seguras para o meu filho, pois para ele era uma estreia no mar.

   


   Figueira da Foz é uma cidade óptima para passear, nada a ver com a Covilhã. Não comparo beleza pois a minha cidade também tem os seus encantos, falo nas ruas planas, podemos andar mais de uma hora a passear que não é cansativo e aquela cidade está repleta de jardins e zonas de interesse. Normalmente era nos nossos passeios nocturnos que fazíamos geocaching. Algo que também me sabia muito bem era passear de manha junto a marina, tomar o café numa esplanada e ficar ali a contemplar a paisagem e sentir-me aliviada da rotina.




  
  No caminho do mercado para a nossa casa passávamos sempre por uma livraria que tinha uma feira do livro, eu olhava a montra e resistia ( este mês estava decidida a não gastar dinheiro em livros e ler os que tenho), tanto passei por lá que numa manhã entrei e só sai de lá depois de fazer compras. Não conheço nenhum mas pediram-me para serem adoptados e eu não fui capaz de resistir... gostei deles e espero que me surpreendam.


  


  Na viagem de regresso decidimos passar pela Serra da Boa viagem, para almoçar e conhecer, ainda que só de vista, o parque aventura. Malas prontas, almoço feito, entregamos as chaves  e fizemo-nos a estrada.  Tenho de lá voltar, que vista fantástica e tem tanto para conhecer. Graças ao geocaching ficamos a saber que tem grutas, vários parques de lazer, zonas de interesse histórico, recantos fantásticos onde se respira natureza,  nascentes com esta...



  ... imagino que a qualquer altura vão sair de lá os 7 anões ou mesmo o coelho da história da Alice. Ficamos apenas 4 horas, souberam a pouco e ficamos de voltar, há muito para explorar por ali. 
     
  Foram umas férias pequenas mas que souberam pela vida e na companhia de quem se gosta melhor!! Para o ano há mais, na Figueira da Foz ou em outro lugar por ai.




  Espero que as vossas férias também tenham sido tão boas com as minhas, se fazem geocaching manifestem-se, se conhecem a Figueira e disse algo errado avisem e se já leram os livros que comprei, sem me contar pormenores digam se fiz ou não uma boa escolha! :) 

  Até a próxima!!