sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Divulgação - O Pijama da Gata de Pat R

“Lentamente, foi imaginando que não era o frio da rua que o cercava, nem a escuridão da noite, mas sim o calor de um quarto onde já passara demasiado tempo. Era um cheiro que o inundava e se pregava à sua pele, era uma saliva quente que lhe caía na boca e já não sabia só a ele, já não estava só com ele, já não era só a solidão a que estava destinado. Abriu os olhos e viu-a na janela, com um cigarro nos dedos e os olhos cinzentos, delicadamente pintados com um lápis negro, o olhar profundo e deslumbrante cravado na cidade, ao longe. E, depois, nele.”

Excerto de O Pijama da Gata

O Pijama da Gata

Autor: Pat R
Formato: 15x23cm
Páginas: 249
ISBN: 9789892054896
Categorias: Romance, Ficção
Edição: 1 (2015)
Preço: 12,50€

Sinopse:
O Pijama da Gata segue o encontro de Jonah e Crystal Philips num ambiente nostálgico da Jazz Age. Os dois conhecem-se em Paris, quando Jonah decide ver a peça Cat’s Pajamas, protagonizada pela magnífica atriz. De volta a Nova Iorque e deslumbrado com a sua beleza, desenvolve um desejo obsessivo, que rapidamente o começa a assombrar. A expectativa e a apreciação por um futuro idealizado que nenhum deles realmente prevê, consome-os no seu presente. A atração instintiva dos dois, condu-los a um quarto de motel que começa a adquirir as características visuais da sua paixão, marcada por uma sensação de efemeridade, que se vai arruinando progressivamente até ao declínio final.

Por que ler este livro 
Uma história cativante que trata o tema universal do amor, num enredo intenso, onde os dois protagonistas estão envolvidos num turbilhão de sentimentos e emoções até à constatação da sua impossibilidade. Uma reflexão em volta do amor, da paixão, do desejo e da solidão. 

Quem deve ler este livro 
Qualquer leitor que tenha particular interesse por cinema ou música, dado que existem algumas referências musicais e cinematográficas. Para além disso, qualquer leitor que goste de ser cativado pela intensidade emocional experienciada pelas personagens, acompanhando-as numa viagem vertiginosa até ao final. 

Autora
Pat R, natural de Évora, Portugal, vive em Lisboa, para onde se mudou aos dezoito anos. Estudou Estudos Artísticos, Publicidade e Marketing e Cinema, tendo trabalhado, incessantemente, na escrita de argumentos, romances, poesia e contos. Em 2014, decidiu dedicar-se exclusivamente à escrita. Embora escrito um ano antes de Inércia, O Pijama da Gata é o seu segundo trabalho publicado.


Estou bastante entusiasmada para ler este romance. 
A edição do livro agradou-me bastante, a capa, as ilustrações dos capítulos, o tipo de papel e a sinopse. Esperam-me cerca de 250 páginas de mistério e sedução e mal vejo a hora de começar a ler.

Daqui a uns dias volto para vos contar o que achei. 

Ilustração por Beatriz Canivete.


Site oficial:
www.thepatr.com

Festa de lançamento:
Março de 2015 em Évora

Locais de Venda:
www.thepatr.com
Livrarias em Lisboa (Pó dos Livros, Ler Devagar, Fyodor Books)


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Opinião - Espada que Sangra de Nuno Ferreira

Fixem este nome: NUNO FERREIRA!

Autor deste fantástico livro Espada que Sangra, primeiro volume da série, Histórias Vermelhas de Zallar. 

Sinopse

"A palavra dos homens teve muito crédito, em tempos idos. Mas quando a soberba e a sede de poder e glória moldam o comportamento humano, a mentira torna-se um instrumento para pentear as suas próprias fraquezas."

Espada Que Sangra é o primeiro volume de Histórias Vermelhas de Zallar, um delicioso cocktail de fantasia, intriga, mistério, suspense, erotismo, aventura e ação, passado num mundo fantástico de civilizações que nos apaixonam a cada página. Zallar é um mundo complexo, onde três continentes lutam arduamente pela sua sobrevivência. No Velho Continente existe uma terra almejada há milénios, desde os tempos em que os medonhos Homens Demónio dominavam a região: Terra Parda, onde as cidades-estado são chamadas de espadas e um minério conhecido por tormento negro tornou possível a existência de armas de fogo. Hoje, são os descendentes dos extintos Homens Demónio quem ameaça as fronteiras desta terra próspera em vegetação, savanas e desertos - os malévolos mahlan. A Guerra Mahlan está prestes a atingir o seu ápice, e agora, tudo pode acontecer. Mas Lazard Ezzila e Ameril Hymadher, reis das principais fortalezas de Terra Parda que viveram um intenso romance na sua juventude, vão perceber de uma forma perturbadoramente selvagem que os seus maiores inimigos podem viver consigo ou partilharem dos seus próprios lençóis.

Opinião:

Tenho de começar por falar da capa e da sinopse deste livro pois são verdadeiramente incríveis. Se entrasse numa livraria e desse de caras com este livro, não hesitava em pegar-lhe, a capa é muito boa! Quanto à sinopse, creio que consegue convencer qualquer amante de romance fantástico e não só, a ler.
Zallar é realmente um mundo complexo, cheio de mistérios, intrigas, sangue e sensualidade. 

Adorei este Espada que Sangra!
Levei algum tempo a entrar na história devido a quantidade de informação sobre este mundo criado pelo autor, mas a escrita cativante e muito cuidada, não me deixaram desanimar. 
O Nuno começa por nos apresentar de forma muito detalhada e bem conseguida, o universo Zallar, desde a sua criação, evolução das espécies até ao tempo em que a acção decorre. Logo nesse preâmbulo percebi que não estava perante um livro qualquer. Foi muito corajoso e inteligente da parte do autor criar o seu próprio mundo, com bases tão sólidas. 
Confesso que algumas vezes temi que o livro se tornasse demasiado descritivo pois o Nuno pensou em tudo ao mais pequeno pormenor, mas as descrições só enriquecem a leitura e facilitam a construção de cenários na nossa mente.

Todas as personagens, as várias raças, foram muito bem trabalhadas. Gostei bastante dos Hurkk, os mensageiros de Hymadher e o povo El'ak. 
Como personagens principais temos Ezzila, Hymadher, Hamsha e Góron (os meus favoritos) e o odioso Amarion. São personagens bastante complexas e apaixonantes, muito humanas e as vitimas confundem-se com os vilões. No final deste volume tudo fica em aberto. 
Apesar do papel principal e o destaque dados a estes senhores de Terra Parda, os personagens secundários são bastante importantes e decisivos ao longo dos acontecimentos e sem que estejamos a espera alguns vão ganhando destaque ou são eliminados. 
Zallar está cheio de intrigas, traições, paixões e histórias sangrentas, o inimigo espreita em qualquer esquina. 

O autor criou um mundo tão complexo que cheguei a temer por ele. Ao longo da leitura, inspirada pela maldade de algumas personagens, procurei defeitos, momentos em que os acontecimentos não fizessem sentido, procurei falhas mas o Nuno esteve à altura do universo que criou e espero que a critica o reconheça.

Acho que faltou neste edição um mapa e informação sobre os personagens. São tantas que no inicio é complicado e perdi-me algumas vezes. Aproveito para informar que o autor está a trabalhar bastante nessas informações e podemos encontrar tudo sobre Zallar no seu blogue. 
Fez-me lembrar Martin com as Crónicas de Gelo e fogo, apesar de este universo ser bem diferente. Creio que o Nuno se pode vir a tornar o "nosso Martin" só precisa que lhe dêem o destaque que merece. 
Foi muito corajoso ao apostar no romance fantástico, num país onde cada vez se lê menos este género literário. Desejo que o seu trabalho seja uma mais valia para mudar esta tendência e que as editoras voltem a apostar nestes autores. 

Tinha muito mais a falar deste livro, mas é uma experiência que têm de viver pessoalmente. Invistam nesta série. Atrevam-se a viver esta aventura por terras de Zallar.

Os meus parabéns ao Nuno Ferreira por esta obra literária. É um livro que vale muito a pena ler! Recomendo vivamente. É um excelente arranque de série e o final deste volume deixou-me completamente entusiasmada para ler o próximo. 
Atribuí 4 estrelas no Goodreads e espero que os próximos volumes superem esta avaliação. 

A Chiado Editora tem um excelente autor de fantasia neste momento e gostava imenso que lhe desse o apoio e destaque que merece. Acredito que sim, pois uma boa editora leva bons livros ao público. 

Boas Leituras


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Opinião - O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry

Olá!

Começo o ano com uma excelente leitura. Li finalmente o maravilhoso, sensacional...

O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry 

Sinopse:

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada - Grau de Dificuldade III.

Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez «O Principezinho» em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma da sua força, muito pelo contrário: este livro que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.

O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça - a mais de mil milhas das próximas regiões habitadas e correndo perigo de vida - pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo que expande a imaginação do narrador para todo o género de infantis e surpreendentes direcções. «O Principezinho» conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.

Opinião:

Amei este livro! 
Nunca vou esquecer o Principezinho e a sua viagem. Sei agora porque ele é tão querido por todos. É realmente Sensacional! 

Este é um livro escrito com muita simplicidade, que consegue levar qualquer criança a viajar e a encantar-se com algumas personagens. No entanto duvido que uma criança pequena consiga compreender a enorme mensagem que ele guarda, a criança apenas vive aquela aventura e a mensagem, essa, é destinada ao adulto, às pessoas crescidas que o Principezinho acha tão estranhas. É isso que torna este livro tão grandioso e especial. É um clássico da literatura mundial e quem o lê não, o esquece certamente.

A sinopse já revela um pouco da história, mas eu acrescento um dado, o Principezinho deixou sozinha no seu planeta, a sua rosa, a sua querida rosa...O que o levou a fazer tal coisa? 

A parte que considero mais marcante é o relato do Principezinho da sua viagem pelos 7 planetas.
Em cada um, conhece uma pessoa (único habitante) que representa um de vários estereótipos da nossa sociedade, um Rei, um bêbedo, um homem de negócios, um vaidoso, um acendedor de candeeiros, um geógrafo e um vendedor.  somos levados a reflectir sobre a nossa existência e percepção do mundo e do outro. 

Há duas grandes lições neste livro, uma é que “O essencial é invisível para os olhos” a outra… a raposa encarregar-se-á de vos contar tudo. Agora sei porque as raposas são sempre as mais espertas nas histórias que me contavam. Elas são sábias e ganharam o meu eterno respeito. 


É um livro mais que recomendado e toda a gente devia ler. Lê-se numa tarde. É uma leitura muito fácil e quando se começa é impossível parar. 

“(…)- Agora vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê com o coração. O essencial é invisível para os olhos…”

“ “A minha flor é efémera” (…) E eu deixei-a lá sozinha!” “

Quem já leu?
Que parte vos marcou mais?
Boas leituras.









terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Canções com história #1 - A Lenda de El-Rei D. Sebastião

Olá!

Como já sabem, todos os meses dou o meu contributo para o Jornal da Banda (Filarmónica da Erada). Comecei com a sugestão literária com "Um livro por mês" e tenho desde então contribuído com outras  rubricas mensais. Este ano pensei juntar duas novas ideias e uma resultou tão bem que vou passar a partilhar aqui também. 
A música é a minha grande paixão. Todo o tempo que dedico a ela é precioso e encontro sempre algumas histórias que acho que devem ser partilhadas. Espero que gostem e vos seja útil. 


D. Sebastião I de Portugal nasceu em Lisboa, a 20 de Janeiro de 1554 e faleceu em Alcácer Quibir, a 4 de Agosto de 1578. Foi sepultado em 1582 no Mosteiro dos Jerónimos. Morreu solteiro e sem descendência. 
Foi o décimo sexto rei de Portugal, cognominado O Desejado por ser o herdeiro esperado da Dinastia de Avis.
Aos 14 anos assumiu a governação manifestando grande fervor religioso e militar. Solicitado a cessar as ameaças às costas portuguesas e motivado a reviver as glórias do passado, decidiu a montar um esforço militar em Marrocos, planeando uma cruzada após Mulei Mohammed ter solicitado a sua ajuda para recuperar o trono. A derrota portuguesa na batalha de Alcácer-Quibir em 1578 levou ao desaparecimento de D. Sebastião em combate e da nata da nobreza, iniciando a crise dinástica de 1580 que levou à perda da independência para a dinastia Filipina e ao nascimento do mito do Sebastianismo.


Depois de Alcácer-Quibir
El Rei D. Sebastião

Perdeu-se num labirinto
Com seu cavalo real

As bruxas e adivinhos das altas serras beirãs
Juravam que nas manhãs, encerrado num nevoeiro
Vinha D. Sebastião

Pastores e trovadores das regiões litorais
Afirmaram terem visto, perdido por entre os pinhais
El Rei D. Sebastião

Ciganos vindos de longe
Falcatos desconhecidos
Tentando iludir o povo

Afirmaram serem eles
Qu'El Rei D. Sebastião
E que voltava de longe

Todos foram desmentidos, condenados às galés
Pois nas praias dos Algarves, trazido pelas marés

Encontraram um cavalo e farrapos do seu chibão
Pedaços de nevoeiro, a espada e o coração
D'El Rei D. Sebastião

Depois de Alcácer-Quibir
Virá D. Sebastião

E uma lenda nasceu entre a bruma do passado
Chamam-lhe o desejado mas que nunca mais voltou
El Rei D. Sebastião
El Rei D. Sebastião

Foi com A Lenda de El-Rei D. Sebastião, canção inovadora para a época, que em 1967, o Quarteto 1111 se deu a conhecer ao mundo.
Esta banda Portuguesa foi formada em 1967 no Estoril. O seu nome foi inspirado no número de telefone do local onde ensaiavam.
O grupo era formado por Miguel Artur da Silveira, José Cid, António Moniz Pereira e Jorge Moniz Pereira.
Em 1968 concorrem ao festival RTP da Canção interpretando Balada para D. Inês, que se classifica em 3.º lugar.
O grupo teve bastantes problemas com a Censura, por causa de canções que tinham uma forte carga política e contestatária.
Depois do abandono de José Cid, em 1975, o Quarteto 1111 continua, chegando a participar de novo no Festival RTP da Canção, em 1977, com o tema O Que Custar. A formação de então já não tinha, no entanto, nenhum membro da original, dissolvendo-se pouco depois. José Cid, Mike Sergeant, Tózé Brito e Michel ainda voltariam a juntar-se em 1987, para gravar o single, Memo / Os Rios Nasceram Nossos, que marca o final da carreira discográfica do grupo.

Fonte: Wikipedia

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Tag Os Reis - Autoria da Guerra dos Sonos com a ajuda do Pirata

Olá!

Como hoje é Dia de Reis e o Menino Jesus não é o único que merece prendas, trago também uma para os leitores do blog. 
É uma oferta minha e do Pirata que há muito queria criar um Tag. Como ele gosta muito da história de Portugal, principalmente dos nossos Reis, decidimos criar uma Tag inspirada em alguns dos nossos Reis e lança-la neste dia. 

A ideia é relembrar algumas personagens históricas e descobrir o porquê dos cognomes de alguns reis. O Pirata está a adorar estudar esta matéria e contagiou a família toda. 

Então cá vai... (com as nossas respostas)


D. Afonso Henriques, o Conquistador 

Foi o primeiro rei de Portugal e conquistou território até Lisboa e Alentejo. O seu cognome é o Conquistador, porque conquistou muitas terras aos Mouros. Reinou entre 1143 e 1185.

Qual foi o primeiro livro que leste ou te fez apaixonar pela leitura?


D. Afonso II, o Gordo 

Convoca as primeiras cortes portuguesas, em Coimbra (1211). O seu cognome é o Gordo, por ser muito gordo. Reinou entre 1211 e 1223.

Qual o livro mais volumoso da tua estante?


 

D. Dinis, o Lavrador

Incentivou o comércio, a cultura, a agricultura e mandou plantar o pinhal de Leiria, daí o seu cognome. Reinou entre 1279 e 1325.

Escolhe um livro em que grande parte da história se passe numa floresta.



D. Afonso IV, o Bravo 


Tomou medidas muito polémicas e chamou toda a justiça do reino para as suas mãos. O seu cognome é o Bravo por ter lutado com bravura na batalha do Salado. Reinou entre 1325 e 1357.

Escolhe um livro com um dos teus heróis favoritos.


D. Fernado, o Formoso

Gerou conflitos com Castela que levaram à crise de 1383/1385. O seu cognome é o Formoso pela sua beleza física. Reinou entre 1367 e 1383.

Escolhe o livro com a capa mais bonita da tua estante.



D. João I. o De Boa Memória 

Aos seus filhos é chamada a «Ínclita Geração» por todos serem muito cultos. O seu cognome é o De Boa Memória pela grande recordação que deixou em todos os Portugueses. Reinou entre 1385 e 1433.

Escolhe um livro que nunca irás esquecer, pelos melhores motivos.

 

D. João II, o Príncipe Perfeito

Assina o Tratado de Tordesilhas que divide o Mundo em dois (1494). Não deixa descendência. O seu cognome é o Príncipe Perfeito pelo talento e lucidez com que conduziu o país. Reinou entre 1481 e 1495.

Escolhe um livro que te deixou com um sentimento de amor/ódio.

 

D. Sebastião, o Desejado 

Desapareceu na Batalha de Alcácer-Quibir.  O seu cognome é o Desejado por ter sido muito pretendido antes de nascer. Reinou entre 1557/1578.

Que livro desejas muito juntar a tua biblioteca?



9º D. Luis, o Popular

Participa na delineação do Mapa Cor-de-Rosa em África. Nascem vários partidos políticos diferentes.O seu cognome é o Popular pela simpatia que o povo tinha por ele. Reinou entre 1861/1889.

Escolhe um livro de um autor muito popular. 


10º D. Manuel, o Patriota

Tenta manter a estabilidade com o Partido Republicano, mas não consegue.Dá-se a Implantação da República. O seu cognome é o Patriota devido ao seu grande amor pelo seu país. Reinou entre 1908 e 1910.
Escolhe um livro que retrate um acontecimento da história de Portugal.


Espero que tenham gostado e se sintam desafiados a fazer. 
Divirtam-se ;)

Não se esqueçam de partilhar connosco as vossas respostas!! 

Beijinho 

sábado, 3 de janeiro de 2015

O melhor de 2014. Que ano bom!!

Olá!

Antes de mais FELIZ ANO NOVO!!! Que 2015 seja um ano cheio de saúde, trabalho, alegria, amor e boas leituras! 

Gostava de ter vindo mais cedo para dar as boas festas, mas o tempo não chega para tudo. Dezembro é um mês muito especial para mim, mas também o mais cansativo de todos. Entre trabalho, festas e visitas pouco tempo houve para leituras e balanços. Mas mais vale tarde do que nunca e aqui trago o meu balanço de 2014.


Este ano que passou foi um dos mais produtivos de sempre desde que leio e tenho blog. Li cerca de 32 livros. Nem todos foram boas leituras mas no geral foi um ano excelente.

Comecei o ano com alguns clássicos. Gosto muito de Eça de Queirós e reli Os Maias, um livro fantástico que devo reler mais vezes, sem dúvida. Como estava n'Eça dos clássicos, li O Crime do padre Amaro, outro grande livro que me surpreendeu bastante (e me deu raiva daquele padre, que ódio!!) e li O primo Basílio, não gostei e deixei o Eça de parte.  

Entretanto criei a página Guerra dos Sonos no facebook e todo o meu panorama literário se estendeu. A simpática Luisa Bernardino deu-me a conhecer um mundo a parte, o mundo do Corvo Fiacha. Este é o acontecimento Top do ano, que mudou completamente a minha rotina literária e trouxe a possibilidade de conhecer leitores e escritores. Tenho de agradecer a Luísa e ao Fiacha pela sua amizade. Sempre atentos e disponíveis, são duas excelentes pessoas e trouxeram-me novos sorrisos. 

A Luísa ofereceu-me o Lili de Manuel Alves, que adorei ler e escrever opinião. Por sua vez, o escritor descobriu essa opinião e partilhou no Cantinho do Fiacha e o Corvo lá deu por mim. Eles são todos culpados! O castigo... aturar-me :D

O Manuel Alves é uma das minhas maiores descobertas de 2014 e foi o meu autor favorito do ano. Para além de Lili, li também A invenção de um conto de fadas, um livro surpreendente, muito bem escrito e que me tocou bastante, Terra Fria, sensacional, um livro de cortar respiração sobre uma mãe coragem passado no tempo da nossa ditadura e alguns contos que também gostei no geral. É um escritor para continuar a seguir.

Este foi um ano dedicado aos autores portugueses, por mero acaso, foram surgindo os livros. 
Outra bela descoberta foi Carina Portugal, conquistou-me com o Engenho dos Sonhos e Duas gotas de sangue e um corpo para  a eternidade. A Carina escreve muito bem e a sua imaginação não tem limites.

Li A Voz dos Deuses de João Aguiar, Não me contes o fim de Rita Ferro, O que se leva desta vida, de Alice Vieira e O Último Conjurado de Isabel Ricardo, a minha primeira leitura conjunta com a participação da autora. 

Com a ajuda de um amigo matreiro comecei uma parceria com a Chiado Editora. 
Estou a gostar da experiência, mas não tive sorte com todos os livros. O que merece destaque é mesmo o Espada que Sangra de Nuno Ferreira, não entra nas minhas leituras de 2014 porque não consegui terminar a tempo, mas é um livro que estou a gostar bastante. O Nuno Ferreira escreve muito bem, é cuidadoso, gosta do pormenor e apesar de algumas descrições pormenorizadas não é chato. Confesso que me assustou um pouco no inicio, mas a sua escrita é muito cativante e tem um bom ritmo. 
O Nuno é outra agradável descoberta, para além de talentoso, é simpático e está sempre disponível. Desejo o maior sucesso para ele. 

Li a minha primeira trilogia, The Hunger Games. Gostei bastante e recomendo a toda a gente apesar de ser direccionada a um publico mais juvenil. 

Os Monstros das Caixas de Alan Snow é o livro mais fofo de 2014 e foi o último livro que li!!

Por fim e quase me esquecia (imperdoável), comecei a ler as Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin. Vou no 5º volume (edição portuguesa) e estou a adorar. Tudo pode acontecer na luta pelo poder e muitas cabeças vão rolar ainda até sair um novo livro em Portugal. Posso ler com calma.

E foi assim o meu ano! Obrigado por seguirem o meu blog, por comentar e trocar experiências. Que 2015 seja ainda melhor :)

Obrigado vida por me trazeres novos amigos!
Quase dá para juntar a mesa e despachar um cabrito recheado lá no "meu" estaminé ;)

Beijinho e boas leituras 


domingo, 7 de dezembro de 2014

Aquisições de Novembro

Já a algum tempo que não vinha aqui falar sobre as minhas aquisições, mas este mês de novembro merece destaque!

A moça passou-se e o carteiro fartou-se de bater a porta =)


Já a algum tempo que andava a procura de livros da Mafalda e este ano para comemorar o seu 50º aniversário, foi editada toda a sua colecção num único volume. Não podia perder esta oportunidade e comprei logo.

Na Sombra e A pele e a princesa, foram oferecidos e não faço a mínima ideia do que tratam.

O Último Conjurado adquiri para uma leitura conjunta com o pessoal do cantinho do Fiacha e podem ler aqui a minha opinião. Esta é uma edição mais antiga. Recentemente foi reeditado pela SDE e podem adquirir o livro através do site.

Espada que Sangra e Para sempre Carcóvia, recebi da Chiado Editora. Destaco o primeiro que está a fazer grande sucesso e espero que lidere um dia o top de vendas de literatura fantástica. 

A tormenta das espadas veio aumentar a minha coleção das Crónica de Gelo e fogo e é leitura actual.

Azazel I e II, O Homem Ilustrado, O Feiticeiro de Oz e Ouro no Túmulo, foram aquisições pela Europa América. Entrei no site para comprar o Silmarillion mas acabei por apostar na FC e em livros para o Pirata. Esta compra tornou-se uma desilusão. Demoraram muito a enviar a encomenda e cheguei a pensar que a editora já tinha falido. Não há contacto com os leitores e fiquei bastante triste. Encontrei no site vários livros que gostaria de comprar, mas nestas condições não o vou fazer. Ainda espero resposta aos meus emails. 

Mortinhos por chegar a casa, para o Pirata mais mimado da blogosfera. Comprei também para ele Os monstros das caixas, que já li e adorei como podem comprovar aqui 

Jardim Encantado, acabei por oferecer a uma tia que adora ler e festejos o seu aniversário esse mês. É um romance encantado que acredito ser muito lindo, mas acabaria por ficar a fazer monte na estante sem que lhe pegasse.

Este mês as notas até saltavam da minha carteira... Este mês já comprei dois livros e espero que sejam os únicos. Vou fazer também um esforço para comprar poucos para o ano.

Já leram algum destes livros? Acham que são boas aquisições? 
Não esqueçam de comentar =)