domingo, 2 de março de 2014

Leituras de Fevereiro

Este foi um mês muito produtivo, acho que não me lembro de ler 6 livros num mês. 

Este mês, apesar de ser o mais curto do ano, demorou muito a passar.
Ao inicio andava meio em baixo e talvez me tenha agarrado aos livros para fugir um pouco a realidade. Mas até me soube bem, cheguei ao final do mês mais animada e espero que com mais vontade de enfrentar a vida para além dos livros. (mês de Março a arrumar gavetas...)

Estes foram os livros que li:






Um piano para cavalos altos de Sandro William Junqueira 

Este último estou mesmo no fim, só depois de terminar dou opinião.

Os livros que gostei mais, foram "Até ao fim do mundo" (bem escrito, divertido e diferente) e "O que se leva desta vida" ( por me rever em algumas crónicas, por me fazer reflectir e pela escrita, realista, humana e com humor).

Espero que este mês corra tão bem como o passado.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Ultimo livro do mês


  Este é o livro que mais vezes peguei e desisti. Está escrito de uma forma tão poética, que me obriga a ler devagar, para não perder pormenor nenhum. É um livro para ler com calma e essa falta-me muitas vezes. mas desta é de vez, não sei se consigo terminar até amanha, mas conta como uma leitura de Fevereiro.

  Já alguém leu?

O que se leva desta vida de Alice vieira


Sinopse:
O que se leva desta vida? Neste livro «leva-se» com velhinhas inglesas, bonecas partidas e camisolas verdes, com Callas e Chopin, com pessoas felizes e infelizes, com a língua portuguesa e os professores, com heróis, amizades, histórias de amor e questões familiares, e, pois então, com a Lei de «Mârfi»!

  Este livro reúne cronicas escritas por Alice Vieira, publicadas na imprensa. Escritas com humor e sensibilidade, este foi um livro que me encheu o coração. 

  Senti alegria, entusiasmo ( quando via escrito de forma clara algo que não conseguia dizer com palavras minhas), melancolia, culpa... 
 Parei algumas vezes para reflectir. Fez-me pensar nas pequenas coisas de vida, na importância que damos as coisas e as pessoas. 

  É tão bom ler algo assim tão bem escrito, tão bem disposto e humano. Este livro marcou-me e é um dos melhores deste ano.

" Desculpa lá, mas pensando apenas em nós dois, o que mais falta me faz é a memória de mim que levaste contigo" 

" Porque amigo é assim mesmo: conhece-nos por dentro, adivinha aquilo de que necessitamos, sabe o que nos alegra, entende os nossos silêncios, tem a capacidade de nos surpreender dando-nos aquilo de que estamos mesmo a precisar - mas sem termos de o pedir. porque se o pedimos... qualquer estafeta serve."


Lili de Manuel Alves

Um conto com cheirinho a canela e cacau


Um conto doce como o cacau

Sinopse: Lili acabara mesmo de mudar de casa. Novamente. Era a segunda vez, em menos de um mês, que os pais encaixotavam tudo para voltarem a desencaixotar. Na primeira casa, ficaram quase duas semanas, e Lili já começava a conhecer todos os cantos secretos. Só lhe faltava explorar a cave. Mas voltaram a encaixotar tudo dois dias depois de a mãe ter começado a escrever o livro novo. Durante duas noites seguidas, Lili acordou a gritar com um pesadelo horrível. Sonhou com um homem alto muito baixo que tinha tanto de gordo como de magro. Lili chamou-lhe o Homem Que Muda. No pesadelo, aparecia-lhe cego, mas olhava-a nos olhos. Era mudo, mas falava. Dizia sempre a mesma coisa: não desças à cave.




 Este foi um livro que me deixou muito bem disposta. Ainda me cheira a cacau...
 Gostei da história, há ali muita imaginação. 

 "Sonhou com um homem alto muito baixo que tinha tanto de gordo como de magro. Lili chamou-lhe o Homem Que Muda. No pesadelo, aparecia-lhe cego, mas olhava-a nos olhos. Era mudo, mas falava."

 Eu adorei isto no conto, punha a minha imaginação a funcionar e levava-me para dentro da mente de Lili.

Também gostei muito das ilustrações, fizeram lembrar alguns livros que tive. 

 Como diria a Lili; talvez não seja um livro para crianças, eu li e gostei, e já não sou uma criança. 

 Já o Diogo, é uma criança com medo de tudo. Vai demorar até chegar a fase Allan Poe.

 Esta foi uma sugestão de uma amiga e fiquei curiosa para ler mais contos do Manuel Alves. Quem sabe brevemente.



sábado, 22 de fevereiro de 2014

O primo Bazilio de Eça de Queiroz

Sinopse
O Primo Basílio, um romance de costumes publicado pela primeira vez em 1878, satiriza a moralidade de uma família burguesa da época.

Jorge e Luísa são o típico casal burguês da classe média lisboeta. Para a sua felicidade estar completa, esperam apenas um filho. Mas este equilíbrio familiar fica em risco com a partida de Jorge para o Alentejo, onde irá ficar durante longas semanas. É então que Luísa, aborrecida e sozinha em casa, recebe a visita do seu primo Basílio, que lhe fizera a corte antes de partir para o Brasil e enriquecer. Basílio tece uma malha em volta de Luísa, arrastando-a para o adultério numa história de chantagem, imoralidade e tragédia.





Que novela chata!!


Eu li uma versão e-book, mas era capaz de comprar esta edição para completar a colecção. Apenas isso, pois não vou voltar a ler este livro de certeza. 

Este é a terceiro obra que leio do Eça e ao contrário dos outros, eu não gostei nada. No entanto, li até ao fim pois estava com esperança que ia melhorar e curiosa para saber como ia acabar a história. Mas, garanto que se fosse o meu primeiro livro do Eça, desistia ao fim de 50 paginas.

Não me identifiquei com nenhuma personagem, nem me entusiasmei com a trama, nada... (li descrições na diagonal... :/ ) 

Eu consegui perceber a intenção do Eça ao escrever o romance, o que cada personagem representava... mas não me envolvi e estava desejosa para terminar de ler, eu não queria abandonar o livro. Pelo autor.

A versão que li tem no fim uma carta que ele escreve a Teófilo Braga, não sei se pertence a obra ou se juntaram neste e-book para ajudar o leitor a analisar a obra. Achei muito interessante e tem informações que me tinham escapado. 
Não vou deixar de ler os seus livros, pelo contrário, tenho mais curiosidade ainda. Era sem dúvida um critico, um grande observador e sabia muito bem fazer passar a sua mensagem. Só não me chateei com o Eça porque há um pormenor na história que me agradou. Por momentos achei que ia haver sangue, mas houve bom senso e a carta também me animou (senti o Eça pedir.me perdão, as suas intenções eram as melhores =] ).


"(...)mas eu não ataco a família — ataco a família lisboeta — a família lisboeta produto do namoro, reunião desagradável de egoísmos que se contradizem, e mais tarde ou mais cedo centro de bambochata. No Primo Basílio que apresenta, sobretudo, um pequeno quadro doméstico, extremamente familiar a quem conhece bem a burguesia de Lisboa; — a senhora sentimental, mal-educada, nem espiritual (porque cristianismo já a não tem; sanção moral da justiça, não sabe a que isso é), arrasada de romance, lírica, sobreexcitada no temperamento pela ociosidade e pelo mesmo fim do casamento peninsular que é ordinariamente a luxúria, nervosa pela falta de exercício e disciplina moral, etc., etc. — enfim a burguesinha da Baixa; por outro lado o amante — um maroto, sem paixão nem a justificação da sua tirania, que a que pretende é a vaidadezinha de uma aventura, e a amor grátis; do outro lado a criada, em revolta secreta contra a sua condição, ávida de desforra; por outro lado a sociedade que cerca estes personagens — a formalismo oficial (Acácio), a beatice parva de temperamento irritado (D. Felicidade), a literaturinha acéfala (Ernestinho), o descontentamento azedo, e o tédio de profissão (Julião) e às vezes quando calha, um pobre bom rapaz (Sebastião). Um grupo social, em Lisboa, compõe-se, com pequenas modificações, destes elementos dominantes. Eu conheço vinte grupos assim formados. Uma sociedade sobre estas falsas bases, não está na verdade: atacá-las é um dever. E neste ponto o Primo Basílio não está inteiramente fora da arte revolucionária, creio. Amaro é um empecilho, mas os Acácios, os Emestos, os Saavedras, os Basílios são formidáveis empecilhos; são uma bem bonita causa de anarquia na meia da transformação moderna (...)"
                                                                              
                                                                                               Carta a Teófilo Braga 
Alguém já leu? Sentiram o mesmo?

Bom fim de semana e boas leituras.








domingo, 16 de fevereiro de 2014

A melhor versão de sempre da " SENHORA DO ALMORTÃO" - guitarra e voz

Sei que os mais conservadores poderão  não gostar, pois uma "Senhora do Almortão" sem adufes parece quase heresia. Mas eu gosto, acho fantástica e tenho vontade de interpretá-la assim.

A minha tarde de domingo vai ser assim: com "A música portuguesa a gostar dela própria"




Espero que gostem tanto como eu. Gosto bastante destas versões da musica popular, mas também uma defensora dos costumes e do original. Hoje estou numa onda mais modernas outro dia volto para falar de umas modinhas.

Podem também aceder a pagina do facebook d'A música portuguesa a gostar dela própria em :


Bom domingo!



sábado, 15 de fevereiro de 2014

Para terminar o dia: Blue Jasmine de Woody Allen

Sinopse: Depois de tudo na sua vida se ter desmoronado, incluindo o casamento com Hal, um rico homem de negócios, a elegante Jasmine, uma mulher habituada à vida social de Nova Iorque, muda-se para o modesto apartamento da irmã Ginger, em São Francisco, para se tentar recompor de novo. Jasmine chega a São Francisco num estado mental frágil, a sua cabeça num rolo, devido ao cocktail de anti-depressivos que anda a tomar. Apesar de ainda conseguir projectar a sua postura aristocrática, Jasmine está mentalmente débil e falta-lhe qualquer capacidade prática de cuidar de si própria. E desaprova o namorado da irmã, Chili, que considera um falhado, como o ex-marido dela, Augie. Ginger, reconhecendo mas não compreendendo totalmente a instabilidade psicológica da irmã, sugere-lhe que trabalhe em design de interiores, uma carreira que correctamente intui que Jasmine não considere indigna do seu estatuto. Entretanto, Jasmine aceita com relutância um emprego como recepcionista num dentista, onde sem o desejar atrai as atenções do patrão, o Dr. Flicker. Sentindo que a irmã pode ter razão em relação ao seu terrível gosto em relação aos homens, Ginger começa a sair com Al, um engenheiro de som que considera um degrau acima de Chili. E Jasmine vislumbra uma potencial hipótese de vida quando conhece Dwight, um diplomata que é imediatamente seduzido pela sua beleza, sofisticação e estilo. O problema de Jasmine é que funciona em função da maneira como é vista pelos outros, enquanto que ela própria está cega em relação ao que se passa à sua volta. Delicadamente interpretada por uma muito real Cate Blanchett, Jasmine conquista a nossa compaixão porque se torna um inconsciente instrumento da sua própria queda.

Acho que nunca falei aqui de cinema. Não é de estranhar pois confesso que não sou grande cinéfila. Vejo um filme de vez em quando, porque está a dar na Tv e me chama a atenção ou quando o meu filho insiste que o filme só tem piada quando estou com ele no sofá. Isso faz de mim conhecedora de animações infantis mas não me da conhecimento para me por aqui a falar de cinema. 

Eu tenho alguma dificuldade em concentrar-me durante muito tempo e quando decido escolher um filme para ver acabo por decidir ver uma série qualquer, apenas por demorar menos tempo.
Grande desculpa...

Mas quero mudar isso! Ter a calma de escolher um filme, sentar-me confortavelmente no sofá, parar um pouco, sem pensar em nada e desfrutar do filme. Deixar um pouco as comédias, as animações e convencer o Diogo a ver outro género de filmes ( tal como eu prefiro ver na companhia dele). 

A escolha de hoje é esta. Sem qualquer razão, gostei do nome e  Woody Allen... esse nome conheço =)

Tenho de estudar muito ainda!!! E a vida é mesmo isto e nunca é tarde para sair a descoberta, ainda que seja confortavelmente no sofá.

Boa noite