terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Desafio "Um livro por mês" (7) - Os Maias de Eça de Queiroz

   Olá! Tudo bem?

   Não tenho parado muito para poder escrever por aqui, mas hoje é um dia especial, e estou de folga, então reservei a manha para vos falar do ultimo livro que li. Livro que falarei também no jornal habitual :)

  Falo do odiado e amado livro de Eça de Queiroz, o pesadelo do 11ºano...


  OS MAIAS


Sinopse: Trata-se da obra-prima de Eça de Queirós, publicada em 1888, e uma das mais importantes de toda a literatura narrativa portuguesa. Vale principalmente pela linguagem em que está escrita e pela fina ironia com que o autor define os caracteres e apresenta as situações. É um romance realista (e naturalista), onde não faltam o fatalismo, a análise social, as peripécias e a catástrofe próprias do enredo passional.


A obra ocupa-se da história de uma família (Maia) ao longo de três gerações, centrando-se depois na última geração e dando relevo aos amores incestuosos de Carlos da Maia e Maria Eduarda.

Mas a história é também um pretexto para o autor fazer uma crítica à situação decadente do país (a nível político e cultural) e à alta burguesia lisboeta oitocentista, por onde perpassa um humor (ora fino, ora satírico) que configura a derrota e o desengano de todas as personagens.


  Os Maias desenvolve-se em duas acções, a primeira, a história da família Maia, principalmente a vida, os amores e desamores de Carlos e a segunda em torno da sociedade da época, da alta burguesia lisboeta. 

  Resumindo rapidamente, o romance começa por falar da família Maia, das suas propriedades, casas, da sua história. 
   Afonso da Maia tem um filho, Pedro que é educado pela mãe, numa educação romântica, que o vai tornar um “fraco” incapaz de lidar com os problemas da vida. Pedro casa e tem dois filhos, mais tarde é abandonado pela mulher que foge com outro homem, leva a filha e deixa para tras, o filho Carlos Eduardo. Pedro incapaz de lidar com esta tragédia suicida-se e Carlos fica entregue aos cuidados do avô.
  Cresce saudável e bonito. Forma-se em medicina, viaja pela Europa toda e faz bons amigos como João da Ega que será o seu fiel amigo. Jovem, bonito, rico… ingredientes perfeitos para amores e desamores… 
  Acaba por conhecer Maria Eduarda, um amor forte, verdadeiro mas impossível por razões que vão conhecer ao ler o livro.
  Tudo isto num ambiente, muito agitado da sociedade, da alta burguesia de Lisboa. 

  É o retrato da sociedade, tão bem feito por Eça, com a sua crítica irónica que me faz gostar tanto deste livro. 
  A sociedade da época esta a passar por uma transformação e temos por um lado uma sociedade Romântica, daí o subtítulo da obra ( que por acaso este livro não tem, mas devia, na minha opinião) “Episódios da vida romântica” e uma nova geração Realista, Naturalista. 
  Ao contrário do Romantismo, que é a arte do sonho e da fantasia, que se baseia nas emoções e crenças, o Realismo, é o retrato da realidade tal qual ela é, sem fantasias, retóricas é mais objectivo.
  Essa mudança acontece na segunda metade do séc. XIX e o próprio Eça integra esse movimento artístico e literário.

  Eça passa para o romance esses movimentos, o conflito, a mudança de pensamento ou a sua defesa. São vários os episódios onde podemos conhecer a vida desta sociedade em mudança, nas corridas de cavalos, nos jantares, a imprensa, nos saraus. Estes movimentos são constantemente tema de conversa.
  
   Os Maias, são mais do que uma história de amor. Se fosse só a história trágica, de Carlos Eduardo e Maria Eduarda eu não falava deste livro, não ia achar interessante. Para mim é um pormenor, no meio deste livro fantástico.

   Às primeiras páginas o Eça assusta qualquer pessoa com as suas descrições extensas, que para algumas pessoas, são importantes para se centrarem na história, mas para outras é suficiente para fecharem o livro e arrumarem na prateleira. Mas confiem em mim, se gostam de histórias bem escritas, com boas personagens, com debate de ideias, peripécias hilariantes e bastante profundidade, leiam OS MAIAS. São 700 páginas para ler com calma e gosto.
   Dei por mim algumas vezes tentada a ler descrições na diagonal, confesso, mas ai, parava e voltava a ler mais tarde e com mais paciência. 
   Também sei que no 11º ano é um livro de leitura obrigatória na disciplina de português. Na altura gostei de ler, mas tenho pena de não ter percebido porque é tão importante o estudo desta obra, li por obrigação e tive sorte de ter achado interessante, mas só isso. Passados 10 anos (tantos…) voltei a gostar e muito graças a uma personagem chamada João da Ega, de Celorico da Beira. Amigo intimo de Carlos, extrovertido, irónico, cheio de vida, que a dada altura se revolta com a sua vida e com a sociedade, então decide voltar para Celorico e escrever uma obra dedicada a Lisboa chamada “Lodaçal”. Uma personagem que traz alegria a leitura e é impossível falar ou escrever dele sem sorrir é a minha personagem favorita e talvez sem ele não aguentava a leitura do romance. 

  Ao conhecer Eça de Queiroz, podemos encontrar reflexões da sua vida tanto em Carlos da Maia como no João da Ega. Vi recentemente num documentário sobre Os Maias que se Eça não tivesse viajado iria tornar-se num “Ega”, ficando por Lisboa a fazer troça de todos, como teve oportunidade de viajar e se instruir era mais “Carlos da Maia”. Isso chamou-me a atenção e fiquei com muito curiosidade para conhecer mais da sua obra e da sua pessoa, é bem provável que volte a falar dele.


  Eça de Queroz nasceu em 1845 em Povoa de Varzim, aos 16 anos foi estudar Direito para Coimbra, defensor do realismo viajou pela Europa e Egipto que inspirou vários dos seus trabalhos. Para além de Os Mais, escreveu, O Mandarim, A Capital, O Crime do Padre Amaro, A Cidade e as Seras, entre ouros. Os seus trabalhos foram traduzidos em cerca de 20 idiomas. Morreu em 1900 em Paris. 



“- Ouça, abade. Toda a diferença é essa. Eu quero que o rapaz seja virtuoso por amor a virtude e honrado por amor a honra; mas não por medo às caldeiras de Pero Botelho, nem com o engodo de ir para o reino do céu” 

“Não há nada de inocente na natureza, minha rica senhora. Indecente é a ignorância…”

                                                                                                 Afonso da Maia

“A civilização fica-nos curta nas mangas! Isto é uma choldra ignóbil!”

“E o que temos nós sido, desde o colégio? Desde o exame de latim? Românticos! Indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento e não pela razão.”

João da Ega

  Espero que tenha sido convincente! Não julguem o livro pelas primeiras descrições, Os Maias é uma grande obra e não é por acaso que ela é estudada na escola. Espero que tenha ajudado nesse sentido. Podem comentar e fazer perguntas

  Deixo o documentário que falei... podem encontrar este video e muito mais em http://ensina.rtp.pt/artigo/oa-maias-grandes-livros/, visitem vale muito a pena. isto sim é serviço  publico!


Beijinho e boas leituras!!!
    





segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Vlogs literários e... Comprei "Até ao fim do mundo" e a culpa é da Juliana Gervason



Olá!!

Já algum tempo que andava para vos falar dos canais literários que sigo no youtube.

Na verdade eu descobri este mundo de vlogs por mero acaso e foram eles que me fizeram ter ainda mais vontade de ler e comprar livros ( muito séria esta parte, controlem-se... ver vídeos sobre livros dá vontade de comprar todos). Há para todos os gostos e realmente influenciam-me nas minhas escolhas.

O primeiro canal que descobri foi o da Tatiana Feltrin, por acaso, já nao sei se a pesquisar sobre um livro concreto ou não, o que é certo é que descobri algo novo que mudou radicalmente a minha forma de ver os livros, os meus hábitos, as minhas compras... :) 

Durante uns dias eu só vi videos dela, colada ao PC encantada. Depois descobri que tem duas grandes amigas com canais também, Patrícia Pirota e Juliana Gervason.

A partir daí o youtube encarregou-se de me levar até outros canais e foi a ver um video de alguém (não faço ideia quem), que descobri uma portuguesa (uma vez que só encontrava canais de brasileiros), que também tem um canal, a Cláudia Oliveira com A mulher que ama livros. Descoberta que me deixou muito feliz. 

Não conheço mais canais portugueses apenas alguns blogs que vou seguindo mas com menos frequência. Pessoal manifestem-se e sugiram os vossos ou os que seguem!! :) 

Deparar-me com este mundo dos livros levou-me a olha-los de outra maneira e tenho aprendido muito, sobre a própria literatura, autores, obras...

E não é que criei uma grande simpatia por estas quatro mulheres!! São elas que levo mais a sério e estou sempre a espera de um novo video. Mas há mais canais que vou espreitando, como disse há para todos os gostos e nem sempre quero uma resenha detalhada de um livro ou um olhar mais "académico" sobre uma obra. Então vejo os videos de "Cabine Literária", são muito divertidos, "Minha estante", "Ler ou não ler?", "letras de batom" tão querida a Barbara... e outros por esse youtube fora.

Para não ser muito chata só quero dizer que a culpa de ter este blogue é desta gente toda! Este não é um blogue literário, longe disso, quem me dera ter escola para falar com profundidade sobre obras literárias, ou exclusivamente de livros. Costume dizer que é um blogue de coisas com o meu diário literário. Onde me limito a falar de alguns livros, autores e o que me fazem sentir.

Se ainda não conhecem estes canais façam favor... 

Sem tirar mérito a Cláudia, eu adoro as três amigas que falo ao inicio, sou mesmo fã, são diferentes, mas falam com a mesma paixão!

                       - http://frappuccinomochabranco.blogspot.com/

                      - http://www.aindamininama.com/

                           - http://www.obatomdeclarice.com/

                         - http://amulherqueamalivros.blogs.sapo.pt/


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Até ao fim do mundo, este é um exemplo que uma compra que quis fazer logo que vi um video. Ainda levou algum tempo, mas esta semana perdi a cabeça e finalmente está na minha prateleira. Está nos meus planos para fevereiro.


O video que falo é da Juliana Gervason, e se ela diz que o livro é bom então eu quero ler! Ela fala um pouco sobre a história e deixou-me curiosa. Este livro não é dos mais baratos e por norma só gasto mais de 20€ num livro que já conheço e sei que vale isso ou então uma recomendação de confiança e eu confio na Juliana. 

Depois de ler falo melhor sobre ele, hoje queria mesmo falar dos canais do youtube e da influência que têm em mim. Este é só um exemplo, pois já comprei outros livros que vi em videos e me pareceram interessantes ou "obrigatórios" conhecer.




Deixo o video da Juliana para quem não conhece ainda!


  Beijinho e boas leituras


   

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Ano novo... desafios novos!

  Ola!!

  Feliz Ano Novo para todos :)
  Antes de começar para aqui a divagar, quero desejar a todos um grande 2014, cheio de saúde, alegria, conquistas, boa disposição e muitos livros!! 

   Não sei se acontece convosco,mas o facto de me propor a ler um livro até uma certa data, já ajudou a desbloquear de certos pensamentos e angustias do dia a dia. Aquela fase em que um problema não sai da cabeça e não quero mais pensar nisso e lembro-me "tenho de acabar de ler aquele livro", começo... primeiras páginas, não entendi nada... tenho de voltar a trás... recomeço, entro na história e quando regresso a realidade, estou bem mais calma e capaz de encontrar soluções ou então reparo que o problema não era de especial e eu estava mesmo era a precisar de relaxar.
  
   Quando o cansaço chega é que não há nada a fazer, não sou capaz de ler.    
  Com o inicio do ano parece que a minha vida começa a voltar ao normal. Gosto de desafios, de andar ocupada... mas este fim de ano deixou-me mesmo sem fôlego. Apenas li um livrinho e comecei uns poucos, que rápido pus de lado por não me conseguir concentrar não deu para ler.
  
  Mas o novo ano está aí, as festas acabaram (por enquanto) e começo a ter tempo para desfrutar do meu sofá e do quente da minha lareira para ler, ver uns filmes, encher o meu filho de mimos =), tão bom!

  Hoje venho falar dos meus desafios para 2014. 
  Em 2013 propus-me a ler 30 livros, li pouco mais de metade, apenas 17. Então este ano a minha meta mantém-se nos 30 livros e estou confiante. O blog e o meu espaço no Jornal da Banda, são um incentivo e como foi no ano passado que comecei a ler com mais frequência, já venho bem preparada. Mas, não vou forçar, quero ler com calma, entender bem o que leio, saborear as histórias...

   Este mês quero acabar de ler Os Maias de Eça de Queirós que comecei no mês passado e gostava que começar os livros que deixei a meio durante o ano, Um piano para cavalos altos de Sandro William Junqueira, O Bobo de Christofer Moore e Como uma flor de plástico na montra de um talho de Golgona Anghel.
   Fica o desafio e espero conseguir. 
   E vocês o que andam a ler?

 Beijinho e boas leituras =)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Desafio "Um livro por mês" (6), A metamorfose de Kafka

  Ola! Tem sido tão complicado escrever no blogue, mas é por boas causas, tenho andado tão ocupada, com musicas, aulas de viola, teatros, preparação do Natal, um sem fim de coisas mas finalmente esta noite eu fui "obrigada" a parar e escrever mais um artigo para o Jornal da Banda.

Aqui fica mais Um livro por mês! Desta vez sobre A Metamorfose de Franz Kafka.




Autor: Franz Kafka
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 80
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722316521
Colecção: Obras Literárias Escolhidas

Sinopse: Kafka é uma das figuras que dominam ainda hoje os caminhos da literatura contemporânea. Os seus tempos, a solidão, o confronto com forças cujo controlo escapa aos personagens, situações labirínticas geradoras de obsessão ou culpa, são emblemáticos e particularmente significativos neste fim de século. «A Metamorfose», um dos seus livros mais poderosamente capazes de exprimir a angústia e o estranhamento, tem suscitado múltiplas leituras sem jamais esgotar a sua legibilidade.


  A Metamorfose, é um dos livros mais conhecidos e estudados de Franz Kafka. É também um dos maiores clássicos da literatura a nível Mundial. 
  É realmente uma pequena, grande obra, que se lê num dia. 
  O desespero do homem perante o absurdo do mundo é bem evidente não só nesta obra, mas como em todos os escritos de Kafka.

  Franz Kafka nasceu a 3 de Julho de 1883 em Praga, então pertencente ao império austro-húngaro, e morreu, de tuberculose, a 3 de Junho de 1924, a um mês de fazer 41 anos, perto de Viena.
  A sua vida foi muito marcada pela presença dominadora do pai, grande comerciante judeu, que apenas se preocupava com o seu sucesso pessoal e social, logo não via com bons olhos a actividade do filho, escritor.
  Esta relação pouco afectuosa com o pai, ao qual não se conseguia impor passa também para a sua escrita, onde a figura paterna é muito associada á opressão e humilhação, como nesta Metamorfose.
  Este conto é uma grande metáfora á condição humana. Mostra-nos como o ser humano pode viver completamente alienado da realidade, como a economia pode afectar a vida de uma família e como esta se torna tão hipócrita perante as dificuldades.

  Kafka conta-nos a história de Gregor Samsa, que um dia acorda sentindo-se muito estranho, nota que o seu corpo não está normal, mas só passado algum tempo percebe que está transformado num insecto. Gregor era quem sustentava a família e logo no início percebemos a pressão que essa responsabilidade trazia a sua vida. 
  Gregor, não acordou para o trabalho e nem sequer se conseguia levantar. A família começa a desconfiar que esteja doente, mas sempre chamando á sua responsabilidade, pois o chefe estava a espera que ele aparecesse ao trabalho. 
  Acabam por arrombar a porta do quanto e deparam-se com um insecto, que o pai tenta matar ao inicio, mas logo se apercebem que se trata de Gregor.
  A família tenta adaptar-se a nova realidade e arranjar formas de sustentar a casa, ao mesmo tempo que lidam com o problema maior, Gregor, inútil e asqueroso. O comportamento da família é surpreendente e leva a um desfecho que nem toda a gente pode estar a espera.

  Este livro é bastante filosófico, dei por mim muita vez a parar a leitura e pensar no que ia na cabeça de Gregor e em tudo o que se estava a passar.
  A metamorfose afecta Gregor e todos a sua volta. O desespero, o absurdo, levam a uma análise ao comportamento humano. 
  Como é que um livro tão pequeno, com uma história e linguagem tão simples, pode conter uma mensagem tão forte, tão real, contemporânea? Foi quando acabei de ler que entendi o porquê desta ser uma das grandes obras literárias mundiais. 

  Este é um livro que recomendo a toda e gente, mesmo os mais novos, pois embora não entendam bem o significado da história ela é cativante, um dia mais tarde vão lembrar-se e com mais maturidade perceber a grandeza desta obra.
  Fiquei com muita vontade de ler mais obras de Kafka, talvez volte em breve a falar de outra obra sua.

  “Certa manhã, ao acordar de sonhos inquietos, Gregor Samsa viu-se transformado num gigantesco insecto."

  “Quem é que, nesta família exausta e assoberbada de trabalho, ainda ia ter tempo para cuidar de Gregor para além do estritamente necessário?”

Fiquem bem e boas leitura, espero voltar a escrever em breve! bjinhos :)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

É só organizar-me e volto a escrever no blogue...!! Lá para fevereiro!!! :)

  Olá!!
  Mais um blogue abandonado... 
  Eu já sinto saudade de escrever, até porque também me ajuda a organizar os pensamentos, criar metas e é algo que me dá muito prazer, tirar uns minutos para desabafar sobre... coisas.

  Nem sempre há tempo ou inspiração para tal, neste momento tenho tanto para fazer que tenho adiado. Mas, eu quero muito voltar e espero organizar-me para conseguir falar do que tenho feito ou vou fazer.
  Nem sei por onde começar porque estou assim....

  A primeira vista podem pensar que é o trabalho que me ocupa assim, mas não! O que me dá trabalho e muito gozo é o que faço depois, sem contar com a casa e o meu filho.

  Moro numa aldeia pequena onde toda gente se queixa que não se passa nada... sim concordo com a parte da "aldeia deserta e silenciosa", mas o resto não é verdade. Basta querer e fazer.

   Neste momento tenho alguns projectos em mão e ao longo dos próximos dias vou falar mais detalhes sobre eles. Também quero falar dos livros que li em Outubro (e dos que vou lendo, espero ter tempo para isso :) ) e dos livros que comprei. Mais banda desenhada. Vão ficar a saber como a Padeira de Aljubarrota se tornou a heroína do Diogo!

  Mas o que tenho mais vontade de contar é o projecto que comecei no mês passado, um sonho que se está a tornar real, já é real!! 
  Juntamente com um amigo do Grupo de Jovens e com o apoio do grupo iniciamos as tão esperadas aulas de guitarra. Fundámos o grupo (a)corda, com 20 alunos. Temos 18 para guitarra clássica e 2 para cavaquinho. Não esperávamos tantas inscrições, mas estamos motivados e vamos por esta gente toda a tocar!!
  Muitas outras novidades sobre o meu trabalho no grupo, vão surgir, por enquanto é segredo... Quando há vontade de fazer, procuramos ter trabalho, eu já não imagino a minha vida no sofá a ver tv e ler.  
  
  A vida tem muito mais sabor assim, com trabalho e confusão, com ideias e objectivos para cumprir, pelo meio vou lendo para me tornar mais sabia ou apenas para sair a mente de tantas ideias e viajar com as histórias. Nada é tempo perdido. 

  Espero voltar em breve. Boa semana para todos! 
  

sábado, 5 de outubro de 2013

O mundo perdido de Arthur Conan Doyle

  Do mesmo autor de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle, apresento-vos hoje...

 O Mundo perdido, um livro de ficção cientifica que relata uma expedição a um local da Amazonia, habitado por animais pré históricos.


  Esta é uma publicação Europa-América que reúne vários clássicos do sec.XX. 
  O original foi publicado em 1912. Inspirou vários filmes e também uma série de TV, produzida na Grã-Bertanha com o mesmo nome, "The Last World".

"Sinopse":
 O Mundo Perdido, é o relato de uma expedição cientifica, integrando quatro intrépidos ingleses, a um longínquo planalto na selva sul-americana. Nesta região fora do tempo, que está isolada do exterior por penhascos verticais impossíveis de escalar e cercada por pântanos fétidos, deparam com medonhos sobreviventes da alvorada da história. São perseguidos por bandos de pterodáctilos, uma gigantesca lagartixa-peixe, titânicos repteis e bandos errantes de homens-chimpanzé pré-humanos. Ali presos, tendo apenas espingardas como protecção, os quatro têm de utilizar a astúcia e o seu intelecto superior para escaparem a este pesadelo primitivo.


  Esta aventura é protagonizada pelo professor Challenger, cuja reputação e credibilidade está manchada por em tempos ter afirmado a existência deste local sendo tomado como louco. Com ele vão mais três aventureiros Edward Malone, um jornalista apaixonado decidido a mostrar a sua amada que é corajoso e merecedor da sua atenção, o Professor Summerlee, com a missão de averiguar os factos e Lorde John Roxton, um viajante e aventureiro rico, sem problemas em atirar uma bala quando é preciso. Juntos vão investigar a veracidade dos relatos de Challenger. 

 Ainda não acabei de ler, mas apeteceu-me já falar dele. Não me parece que vá ter muito mais a acrescentar. É o primeiro de livro de ficção cientifica que leio e já estive para desistir por causa de algumas descrições extensas e maçadoras, na minha opinião. Mas uma vez que é o primeiro livro que leio de Conan Doyle, e sendo ele o criador de Sherlock Holmes... decidi dar uma oportunidade e apesar de não estar a ler com o entusiasmo de outras vezes até estou a gostar.

  Quem já leu?

  Fiquem bem e boas leituras ;)





quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A rapariga que roubava livros de Markus Zusak, "um livro por mês" (5)

Que livro sensacional!!!



Autor: Markus Zusak

Edição/reimpressão: 2012

Páginas: 463

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722339070
Coleção: Grandes Narrativas

Sinopse:Molching, um pequeno subúrbio de Munique, durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Himmel as pessoas vivem um dia-a-dia penoso, sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar.A Morte, narradora omnipresente e omnisciente, cansada de recolher almas, observa com compaixão e fascínio a estranha natureza dos humanos. Através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista de olhos de prata, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, cujo herói era o atleta negro Jesse Owen, e de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann e que escreveu e ilustrou livros, para oferecer á rapariga que roubava livros, sobre páginas de Mein Kampf recuperadas com tinta branca, ou ainda da mulher que convidou Liesel a frequentar a sua biblioteca, enquanto os nazis queimavam livros proibidos em grandes fogueiras.Um livro sobre uma época em que as palavras eram desmedidamente importantes no seu poder de destruir ou de salvar. Um livro luminoso e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.

  Sem duvida um dos melhores livros que já li!
  Foi um caso de amor a primeira vista. Eu apaixonei-me por esta capa, talvez o meu lado negro e romântico ao mesmo tempo, eu achei linda, estranha e curiosa, a morte a dançar com uma menina... que roubava livros.
  Decidi que tinha de ter aquele livro e quando o comprei  confesso que estava apenas curiosa.
  Humm, a morte a contar uma história...
  Eu não tinha lido muito a cerca dele e quando comecei a ler foi uma grande surpresa.

  A morte no seu jeito mais simpático e romântico conta-nos a história de Liesel.
 A história passa-se durante o regime nazi, numa Alemanha dividida entre o orgulho e o medo, que se orgulha do seu líder mas que vive as consequências de um regime como aquele e de uma guerra.
  Liesel vai morar com uma família adoptiva, os Huberman, o seu irmão também a ia acompanhar mas adoece e morre durante a viagem. Não bastasse esse trauma, ela ainda se depara com uma "mãe", Rosa, com um feitio, digamos, muito particular. Felizmente o "pai",Hans, é o oposto, muito meigo e paciente, que se vai tornar muito importante na sua vida. Ele vai ensina-la a ler e vai ser fundamental em toda a história. Hans toca acordeão e até o próprio instrumento tem a sua história. O casal tem dois filhos mas já não moram com eles.
  Lisel demora algum tempo a adaptar-se, mas acaba por se habitar aos novos pais e fazer alguns amigos. Um deles é Rudy Steiner, a amizade deles é tão cúmplice e verdadeira, apenas posso dizer que toda gente gostava de ter um Rudy Steiner na sua vida. Estes dois meninos são "cleptomaníacos" e vão proporcionar-nos muitos sorrisos durante as suas peripécias e também dar uma lição... Nunca deixem gestos ou palavras por dizer.
  No desenrolar da história vai aparecer um judeu lá em casa, que eles abrigam e cuidam, com todos os perigos que isso representa. Mais uma personagem muito importante que vais criar um laço muito forte com Liesel....

 ...
  Acreditam que ainda penso no judeu??
 O forte deste livro são mesmo as personagem, com grande personalidade que nos marcam, nos fazem viver as suas emoções, sentir na pele deles, rir e chorar com eles.. muito bom mesmo.
  E o narrador, a morte, cansada de recolher almas, simpática, sábia com bom sentimentos , se é possível dizer assim.
 Até sinto receio de escrever porque não quero desvendar muito, mas também tenho medo de deixar algo importante por dizer. :)

  Mas voltando há história, Liesel vai vivendo o seu dia-a-dia, ajudando a mãe e acaba por ter acesso a uma biblioteca pessoal... perfeito para uma rapariga que roubava livros.

  Os livros, as palavras, as emoções...
  Que importância têm na vida de Liesel?
  E na nossa??

 Este é um livro que vão devorar do inicio ao fim... a escrita de Markus Zusak é muito boa. Com frases curtas, sem descrições demoradas, e de uma forma poética que nos agarra. A morte ao longo de seu relato, vai parando, ora para nos aguçar a curiosidade com factos que vão acontecer mais a frente, ou para reforçar ideias, resumir factos como ideias a fixar. Eu achei uma ideia genial.

 Este é um livro inserido no plano nacional de leitura, mas acho que é indicado para qualquer idade, gostei muito de lê-lo e não estou nada arrependida de o ter comprado! Não empresto, não dou nem vendo a ninguém, quero que seja só meu :)

 E vocês já leram? Gostaram?

 Fiquem bem e boas leituras! beijinhos