sábado, 5 de outubro de 2013

O mundo perdido de Arthur Conan Doyle

  Do mesmo autor de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle, apresento-vos hoje...

 O Mundo perdido, um livro de ficção cientifica que relata uma expedição a um local da Amazonia, habitado por animais pré históricos.


  Esta é uma publicação Europa-América que reúne vários clássicos do sec.XX. 
  O original foi publicado em 1912. Inspirou vários filmes e também uma série de TV, produzida na Grã-Bertanha com o mesmo nome, "The Last World".

"Sinopse":
 O Mundo Perdido, é o relato de uma expedição cientifica, integrando quatro intrépidos ingleses, a um longínquo planalto na selva sul-americana. Nesta região fora do tempo, que está isolada do exterior por penhascos verticais impossíveis de escalar e cercada por pântanos fétidos, deparam com medonhos sobreviventes da alvorada da história. São perseguidos por bandos de pterodáctilos, uma gigantesca lagartixa-peixe, titânicos repteis e bandos errantes de homens-chimpanzé pré-humanos. Ali presos, tendo apenas espingardas como protecção, os quatro têm de utilizar a astúcia e o seu intelecto superior para escaparem a este pesadelo primitivo.


  Esta aventura é protagonizada pelo professor Challenger, cuja reputação e credibilidade está manchada por em tempos ter afirmado a existência deste local sendo tomado como louco. Com ele vão mais três aventureiros Edward Malone, um jornalista apaixonado decidido a mostrar a sua amada que é corajoso e merecedor da sua atenção, o Professor Summerlee, com a missão de averiguar os factos e Lorde John Roxton, um viajante e aventureiro rico, sem problemas em atirar uma bala quando é preciso. Juntos vão investigar a veracidade dos relatos de Challenger. 

 Ainda não acabei de ler, mas apeteceu-me já falar dele. Não me parece que vá ter muito mais a acrescentar. É o primeiro de livro de ficção cientifica que leio e já estive para desistir por causa de algumas descrições extensas e maçadoras, na minha opinião. Mas uma vez que é o primeiro livro que leio de Conan Doyle, e sendo ele o criador de Sherlock Holmes... decidi dar uma oportunidade e apesar de não estar a ler com o entusiasmo de outras vezes até estou a gostar.

  Quem já leu?

  Fiquem bem e boas leituras ;)





quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A rapariga que roubava livros de Markus Zusak, "um livro por mês" (5)

Que livro sensacional!!!



Autor: Markus Zusak

Edição/reimpressão: 2012

Páginas: 463

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722339070
Coleção: Grandes Narrativas

Sinopse:Molching, um pequeno subúrbio de Munique, durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Himmel as pessoas vivem um dia-a-dia penoso, sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar.A Morte, narradora omnipresente e omnisciente, cansada de recolher almas, observa com compaixão e fascínio a estranha natureza dos humanos. Através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista de olhos de prata, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, cujo herói era o atleta negro Jesse Owen, e de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann e que escreveu e ilustrou livros, para oferecer á rapariga que roubava livros, sobre páginas de Mein Kampf recuperadas com tinta branca, ou ainda da mulher que convidou Liesel a frequentar a sua biblioteca, enquanto os nazis queimavam livros proibidos em grandes fogueiras.Um livro sobre uma época em que as palavras eram desmedidamente importantes no seu poder de destruir ou de salvar. Um livro luminoso e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.

  Sem duvida um dos melhores livros que já li!
  Foi um caso de amor a primeira vista. Eu apaixonei-me por esta capa, talvez o meu lado negro e romântico ao mesmo tempo, eu achei linda, estranha e curiosa, a morte a dançar com uma menina... que roubava livros.
  Decidi que tinha de ter aquele livro e quando o comprei  confesso que estava apenas curiosa.
  Humm, a morte a contar uma história...
  Eu não tinha lido muito a cerca dele e quando comecei a ler foi uma grande surpresa.

  A morte no seu jeito mais simpático e romântico conta-nos a história de Liesel.
 A história passa-se durante o regime nazi, numa Alemanha dividida entre o orgulho e o medo, que se orgulha do seu líder mas que vive as consequências de um regime como aquele e de uma guerra.
  Liesel vai morar com uma família adoptiva, os Huberman, o seu irmão também a ia acompanhar mas adoece e morre durante a viagem. Não bastasse esse trauma, ela ainda se depara com uma "mãe", Rosa, com um feitio, digamos, muito particular. Felizmente o "pai",Hans, é o oposto, muito meigo e paciente, que se vai tornar muito importante na sua vida. Ele vai ensina-la a ler e vai ser fundamental em toda a história. Hans toca acordeão e até o próprio instrumento tem a sua história. O casal tem dois filhos mas já não moram com eles.
  Lisel demora algum tempo a adaptar-se, mas acaba por se habitar aos novos pais e fazer alguns amigos. Um deles é Rudy Steiner, a amizade deles é tão cúmplice e verdadeira, apenas posso dizer que toda gente gostava de ter um Rudy Steiner na sua vida. Estes dois meninos são "cleptomaníacos" e vão proporcionar-nos muitos sorrisos durante as suas peripécias e também dar uma lição... Nunca deixem gestos ou palavras por dizer.
  No desenrolar da história vai aparecer um judeu lá em casa, que eles abrigam e cuidam, com todos os perigos que isso representa. Mais uma personagem muito importante que vais criar um laço muito forte com Liesel....

 ...
  Acreditam que ainda penso no judeu??
 O forte deste livro são mesmo as personagem, com grande personalidade que nos marcam, nos fazem viver as suas emoções, sentir na pele deles, rir e chorar com eles.. muito bom mesmo.
  E o narrador, a morte, cansada de recolher almas, simpática, sábia com bom sentimentos , se é possível dizer assim.
 Até sinto receio de escrever porque não quero desvendar muito, mas também tenho medo de deixar algo importante por dizer. :)

  Mas voltando há história, Liesel vai vivendo o seu dia-a-dia, ajudando a mãe e acaba por ter acesso a uma biblioteca pessoal... perfeito para uma rapariga que roubava livros.

  Os livros, as palavras, as emoções...
  Que importância têm na vida de Liesel?
  E na nossa??

 Este é um livro que vão devorar do inicio ao fim... a escrita de Markus Zusak é muito boa. Com frases curtas, sem descrições demoradas, e de uma forma poética que nos agarra. A morte ao longo de seu relato, vai parando, ora para nos aguçar a curiosidade com factos que vão acontecer mais a frente, ou para reforçar ideias, resumir factos como ideias a fixar. Eu achei uma ideia genial.

 Este é um livro inserido no plano nacional de leitura, mas acho que é indicado para qualquer idade, gostei muito de lê-lo e não estou nada arrependida de o ter comprado! Não empresto, não dou nem vendo a ninguém, quero que seja só meu :)

 E vocês já leram? Gostaram?

 Fiquem bem e boas leituras! beijinhos


domingo, 29 de setembro de 2013

Dormir é para os fracos e porquê Guerra dos Sonos

  Quem se identifica? Já dizia a outra, " Dormir é para os fracos" , mas que faz muita falta, faz!!

  Definitivamente eu tenho um problema grave com o sono!!

  Um dos maiores prazeres que tenho é dormir, sem duvida... 
  E se for uma sesta a tarde?
  E num dia chuvoso com este?   
  Tão bom!! Hoje já desfrutei desse belo prazer que os espanhóis tanto estimam :)

  Confesso que acordei a pensar porque de noite não tenho esta vontade de dormir, aliás por vezes tenho mas não quero, há sempre algo melhor para fazer.. É mesmo uma guerra todas as noites, dai o nome do blogue "A GUERRA DOS SONOS", trocadilho que costumava fazer com um amigo que também dormia pouco para ver a série A Guerra dos Tronos.

  Deitar tarde é um hábito que já vem do tempo de escola e depois de ter computador em casa então a vontade de deitar ainda diminuiu mais. Apesar da minha vida agora ser completamente diferente, com o trabalho e o filho, nada mudou.. aliás piorou!! Por norma só a partir das 22:00 é que começa o tempo só para mim entre livros ( comecei a ler diariamente só a cerca de um ano), séries, facebook ( essencial para manter contactos e saber novidades :o) ) e pesquisas na net ( estudos pessoais como lhe chamo, neste momento ando a tentar aprender ingulês) quando dou conta já é muito tarde e acabo sempre por me deitar por volta da 02:00.
  Bom, isto não é exemplo para ninguém, mas acredito que é o que a maioria faz!! Digo eu... 


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Uma esperança- Clarice Lispector



Hoje estou em modo Clarice Lispector. Eu não consigo defini-la, apenas sei que para a entender tenho de me tornar ela, ou deixar que ela tome parte de mim e enquanto leio, falo por ela e ela por mim. Ela merece que fale dela, mas quando começo sinto sempre que não estou preparada... Não quero deixa-la mal.

  Fica aqui um pouco de Clarice!! 


Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica, que tantas vezes verifica-se ser ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto.

Houve um grito abafado de um de meus filhos:
- Uma esperança! e na parede, bem em cima de sua cadeira! Emoção dele também que unia em uma só as duas esperanças, já tem idade para isso. Antes surpresa minha: esperança é coisa secreta e costuma pousar diretamente em mim, sem ninguém saber, e não acima de minha cabeça numa parede. Pequeno rebuliço: mas era indubitável, lá estava ela, e mais magra e verde não poderia ser.
- Ela quase não tem corpo, queixei-me.
- Ela só tem alma, explicou meu filho e, como filhos são uma surpresa para nós, descobri com surpresa que ele falava das duas esperanças.
Ela caminhava devagar sobre os fiapos das longas pernas, por entre os quadros da parede. Três vezes tentou renitente uma saída entre dois quadros, três vezes teve que retroceder caminho. Custava a aprender.
- Ela é burrinha, comentou o menino.
- Sei disso, respondi um pouco trágica.
- Está agora procurando outro caminho, olhe, coitada, como ela hesita.
- Sei, é assim mesmo.
- Parece que esperança não tem olhos, mamãe, é guiada pelas antenas.
- Sei, continuei mais infeliz ainda.
Ali ficamos, não sei quanto tempo olhando. Vigiando-a como se vigiava na Grécia ou em Roma o começo de fogo do lar para que não se apagasse.
- Ela se esqueceu de que pode voar, mamãe, e pensa que só pode andar devagar assim.
Andava mesmo devagar - estaria por acaso ferida? Ah não, senão de um modo ou de outro escorreria sangue, tem sido sempre assim comigo.
Foi então que farejando o mundo que é comível, saiu de trás de um quadro uma aranha. Não uma aranha, mas me parecia "a" aranha. Andando pela sua teia invisível, parecia transladar-se maciamente no ar. Ela queria a esperança. Mas nós também queríamos e, oh! Deus, queríamos menos que comê-la. Meu filho foi buscar a vassoura. Eu disse fracamente, confusa, sem saber se chegara infelizmente a hora certa de perder a esperança:
- É que não se mata aranha, me disseram que traz sorte...
- Mas ela vai esmigalhar a esperança! respondeu o menino com ferocidade.
- Preciso falar com a empregada para limpar atrás dos quadros - falei sentindo a frase deslocada e ouvindo o certo cansaço que havia na minha voz. Depois devaneei um pouco de como eu seria sucinta e misteriosa com a empregada: eu lhe diria apenas: você faz o favor de facilitar o caminho da esperança.
O menino, morta a aranha, fez um trocadilho, com o inseto e a nossa esperança. Meu outro filho, que estava vendo televisão, ouviu e riu de prazer. Não havia dúvida: a esperança pousara em casa, alma e corpo.
Mas como é bonito o inseto: mais pousa que vive, é um esqueletinho verde, e tem uma forma tão delicada que isso explica por que eu, que gosto de pegar nas coisas, nunca tentei pegá-la.
Uma vez, aliás, agora é que me lembro, uma esperança bem menor que esta, pousara no meu braço. Não senti nada, de tão leve que era, foi só visualmente que tomei consciência de sua presença. Encabulei com a delicadeza. Eu não mexia o braço e pensei: "e essa agora? que devo fazer?" Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quieta como se uma flor tivesse nascido em mim. Depois não me lembro mais o que aconteceu. E, acho que não aconteceu nada.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Desafio "Um livro por mês" (4), O segredo de Compostela

Finalmente acabei de ler este livro!!

   Demorei muito tempo mas foi mesmo por falta de tempo. O livro não é chato, ( vá talvez as cartas de Egéria a Prisciliano sejam um pouquinho!), gostei muito de ler. Tive algum problema em decorar personagens e locais porque são muitos e com nomes muito estranhos e parecidos. O livro contém uma lista de toponimos romanos, para locais e rios e um mapa do império romano... só falta a lista de personagens isso ia ajudar-me muito. Volta e meia voltava para trás para saber onde apareciam e quem eram, talvez ande desconcentrada... para a próxima já sei, auxiliares de memória, apontamentos... eu não posso é perder-me assim.  

   Este foi o escolhido para falar no Jornal da Banda, espero que gostem!!

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   Toda gente conhece os caminhos de Santiago, Santiago de Compostela, local de culto que leva milhares de peregrinos todos os meses. Local onde supostamente está o túmulo de Santiago Maior (São Tiago ou Tiago Zebedeu), um dos apóstolos de Jesus Cristo. 
     Supostamente...?
   Reza a lenda que o corpo de Santiago, que viveu e morreu em Jerusalém, foi transladado para Aseconia (agora Compostela), por vontade de Deus. O seu corpo foi transportado até as praias galegas numa barca de pedra guiada por anjos. O seu suposto túmulo foi descoberto oito séculos depois da sua morte.


   E se o tumulo não pertence a São Tiago? E se esta é uma história para encobrir uma das muitas histórias que envergonham a igreja católica? E se o túmulo pertence a um bispo, aclamado santo pelo povo e odiado por alguns homem da igreja, que detendo o poder, o silenciaram com a sua morte?
  Este mês trago-vos a história de Prisciliano, com “O Segredo de Compostela” de Alberto S. Santos.

Sinopse:

  O dia 28 de janeiro de 1879 tinha tudo para ficar marcado na história da cristandade. Depois de dias suados de escavações na catedral de Compostela, foi encontrado o túmulo onde se acreditava que repousavam os ossos do santo apóstolo.
Mas e se no destino final a que nos conduzem os místicos caminhos de Santiago se esconder um dos segredos mais bem guardados do Ocidente? Prisciliano, líder carismático do século IV e pioneiro defensor da igualdade das mulheres e dos valores do Cristianismo primitivo, é a figura preponderante neste enigma secular. Comprometido com a força da sua espiritualidade, viveu no coração os sobressaltos de um amor proibido, envolto em ciúmes e intrigas.
Ainda que aclamado bispo pelo povo, Prisciliano tornou-se no primeiro mártir da sua Igreja, a quem a História ainda não prestou o devido reconhecimento.
Depois de extraordinárias revelações, descubra neste fascinante romance respostas às inquietações que atravessam os tempos: Afinal, quem está sepultado no túmulo?
Qual o sentido atual das peregrinações a Santiago de Compostela?



   Prisciliano, personagem histórica do sec.IV. Terá nascido pagão, numa rica família da aristocracia romana, mas sentiu um apelo pelas inquietações místico-filosóficas do tempo, que o levaram a converter-se à mensagem cristã e ao ascetismo. Líder carismático convocava a vivência do cristianismo primitivo, despojado de luxos apenas em comunhão com Deus a maneira de Cristo. Muito a frente do seu tempo, defendia a igualdade entre homens e mulheres, ensinando a estas as sagradas escrituras e incentivando-as também a transmitir a mensagem. Defendia também a abolição da escravatura sugerindo que os homens eram todos iguais, tendo assim os mesmos direitos. 
  Como era de esperar, tal não agradou aos grandes senhores da igreja, que na altura viviam dos luxos que o cargo lhes permitia.
   Não estava sozinho na sua causa, tinha os seus amigos que o acompanhavam, o povo que o seguia e admirava e a sua amada Egéria, amiga de infância, com quem vai viver um romance arrebatador, muito especial como o verdadeiro amor deve ser vivido.


   Este livro foi escrito por Alberto S. Santos, nascido a 6 de março de 1967. Natural de Paço de Sousa, Penafiel, onde reside. O Segredo de Compostela é o seu terceiro romance, seguindo-se aos bestsellers A Escrava de Córdova (2008) e A Profecia de Istambul (2010). É advogado e político, e há mais de dez anos Presidente da Câmara Municipal de Penafiel. É escritor deste 2008.

  Eu tinha tanto a dizer sobre este livro e esta personagem que adorei conhecer. Gosto muito de romances históricos, levam-me a pesquisar sobre as personagens, a verdade dos factos, a estudar a época. Neste caso a história leva-nos até ao séc.IV, com todas as mudanças da sociedade romana em final de civilização e a cristianização do Império.
  Ao contrário do que pode parecer, e fui surpreendida com isso, este não é polémico, acho que relata apenas a verdade sobre a igreja daquele tempo, depois do cristianismo se ter tornado religião oficial do império e terem deixado de ser perseguidos. Estes tornaram-se perseguidores, condenando pagãos, proibindo seus cultos e obrigando o povo a viver a religião com as regras que ditavam. Prisciliano incomodava por ter ideias contraria a estas, foi silenciado e condenado a morte, por outros bispos, facto que envergonha a igreja e tentou fazer esquecer. É a sua biografia.
  Aconselho toda a gente a ler e acredito que o leitor sendo cristão não se vai sentir incomodado, acredito antes que Prisciliano o vai inspirar na sua fé. O resto são histórias como toda gente sabe…

“(…) Queremos viver a fé como os primeiros cristãos, pela via carismática e kerigmática. A nossa ideia não é fundar comunidades ou grupos submetidos a regras ou hierarquias. Antes, e apenas, aproximarmo-nos do Deus dos primeiros cristãos que O seguiam, quando foi homem e imbuídos da sua fé…”


Até a próxima e boas leituras!!! 






quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Férias, geocaching e regresso aos livros

  Olá! Depois de alguns dias de abandono do blogue estou de volta.

  As ultimas semanas foram muito agitadas, com a festa da aldeia e uma fuga até a praia, não tive tempo para estar no computador, nem ler. Foi tempo de aproveitar os últimos dias de verão.

  Não li quase nada nas ultimas semanas. Estou a ler aos poucos O segredo de Compostela  e li no telemóvel Noites brancas de Fiódor Dostoiévski. (assim que possa falo dele). Li este livro na aplicação wattpad. Não é das melhores, mas já vai dando para entreter nas horas vagas. É certo que ler no telemóvel é cansativo mas nas listas de espera ou enquanto espero sozinha por alguém dá sempre jeito. Foi nesta aplicação que descobri o "A culpa é das estrelas" de John Green, que acabei por comprar depois em livro. Normalmente os e-books estão em português do Brasil. E como qualquer pessoa pode fazer upload de um livro não é 100% fiável, mas a falta de melhor eu não me importo de usá-la, quando gosto mesmo muito de um livro acabo por comprar. 

   Mas hoje quero falar das minhas férias e como 4 dias na Figueira da Foz foram tão bons. A ideia de sair surgiu do nada, numa brincadeira, em conversa com os meus irmãos alguém disse "vamos até a praia"... a brincadeira tornou-se séria e como conhecia uma casa na figueira e não ficava muito longe em meia dúzia de dias tratamos de tudo para ir. 

  A ideia era mesmo descansar e apanhar muito sol, uma das primeiras "regras" que tentei impor era não fazer Geocachig, para aproveitar a praia e não nos preocuparmos só com isso. Mas é completamente impossível :). Geocaching é um vicio e não dá para ir a lugar algum sem levar o gps e procurar "tesouros". 

   Se há por aí alguém que também faça, manifeste-se :)!!!

  A uns tempos até chegamos a criar um blog para falar das nossas aventuras e partilhar fotos, mas o entusiasmo durou pouco, talvez a preguiça de escrever... paramos no festejo da cache nº50. Neste momento temos 215. A nossa 200ª cache foi feita a caminho da Figueira, sinto-me muito feliz por ter logo sido uma dedicada a Inês de Castro e ainda por cima é muito original, o meu filho adorou encontra-la.

  Nos 4 dias fizemos quase 20 caches, podiam ter sido mais, mas não quisemos ocupar o tempo todo com isso. Decidimos apenas procurar as que estavam nos locais onde passávamos e não demorar muito tempo na busca. Mesmo assim para quem não queria fazer acho que 20 já é uma boa marca.

 


   Durante os a nossa estadia na Figueira fomos a quatro praias diferentes, duas na Figueira, Relógio e uma pequena na foz do rio mas não gostamos muito e duas do outro lado da ponte, praias do Cabedelo. Essas já gostamos mais, mais limpas e seguras para o meu filho, pois para ele era uma estreia no mar.

   


   Figueira da Foz é uma cidade óptima para passear, nada a ver com a Covilhã. Não comparo beleza pois a minha cidade também tem os seus encantos, falo nas ruas planas, podemos andar mais de uma hora a passear que não é cansativo e aquela cidade está repleta de jardins e zonas de interesse. Normalmente era nos nossos passeios nocturnos que fazíamos geocaching. Algo que também me sabia muito bem era passear de manha junto a marina, tomar o café numa esplanada e ficar ali a contemplar a paisagem e sentir-me aliviada da rotina.




  
  No caminho do mercado para a nossa casa passávamos sempre por uma livraria que tinha uma feira do livro, eu olhava a montra e resistia ( este mês estava decidida a não gastar dinheiro em livros e ler os que tenho), tanto passei por lá que numa manhã entrei e só sai de lá depois de fazer compras. Não conheço nenhum mas pediram-me para serem adoptados e eu não fui capaz de resistir... gostei deles e espero que me surpreendam.


  


  Na viagem de regresso decidimos passar pela Serra da Boa viagem, para almoçar e conhecer, ainda que só de vista, o parque aventura. Malas prontas, almoço feito, entregamos as chaves  e fizemo-nos a estrada.  Tenho de lá voltar, que vista fantástica e tem tanto para conhecer. Graças ao geocaching ficamos a saber que tem grutas, vários parques de lazer, zonas de interesse histórico, recantos fantásticos onde se respira natureza,  nascentes com esta...



  ... imagino que a qualquer altura vão sair de lá os 7 anões ou mesmo o coelho da história da Alice. Ficamos apenas 4 horas, souberam a pouco e ficamos de voltar, há muito para explorar por ali. 
     
  Foram umas férias pequenas mas que souberam pela vida e na companhia de quem se gosta melhor!! Para o ano há mais, na Figueira da Foz ou em outro lugar por ai.




  Espero que as vossas férias também tenham sido tão boas com as minhas, se fazem geocaching manifestem-se, se conhecem a Figueira e disse algo errado avisem e se já leram os livros que comprei, sem me contar pormenores digam se fiz ou não uma boa escolha! :) 

  Até a próxima!!



  
    



domingo, 25 de agosto de 2013

Desafio "Um livro por mês" (3)

A minha história com Bob


   Olá! Espero já ter convencido algum leitor do Jornal da Banda e ler um livro. Tenho escolhido livros pequenos, com histórias do dia-a-dia e este mês decidi continuar com as leituras "soft" ... Acho que vou deixar os clássicos e os "calhamaços" para o inverno!!


  Este mês escolhi o livro A minha história com Bob, de James Bowen. É uma história simples, com uma narrativa muito acessível e não precisa da concentração de um clássico ou um livro mais complicado.

Sinopse:
Quando James Bowen encontra um gato alaranjado no prédio onde vive, não faz ideia do quanto a sua vida irá mudar. Lutando por sobreviver como músico de rua na cidade de Londres, a última coisa de que precisa é um animal de estimação. No entanto, incapaz de resistir ao animal doente, acolhe-o em sua casa. Quando Bob recupera a saúde, James deixa-o à porta do prédio, imaginando que nunca mais o voltará a ver. Todavia, Bob tinha outros planos. Dentro de pouco tempo, os dois tornam-se inseparáveis e as muitas aventuras que irão viver transformarão para sempre as suas vidas, curando lentamente as cicatrizes do passado atribulado de ambos. Esta é a história de uma amizade improvável e de como um gato vadio irá ajudar um homem a recuperar a sua autoestima e dar-lhe uma nova esperança quando o resto do mundo lhe parecia ter fechado as portas.

  Ao contrário do que estava a espera a historia do Bob e o próprio gato não me entusiasmaram muito. Foi a transformação da vida de James a forma como ele a conta que me levou a gostar do livro... entrei na mente do James e o Bob sempre foi personagem secundária para mim.
  Este livro levou-me a reflectir um pouco sobre a importância que damos aos outros. O mundo da toxicodependência, dos sem-abrigo, pedintes, pessoas sem rumo, sem esperança.. Há quem queira mudar, mas a nossa atitude é quase sempre negativa e por vezes é o nosso desprezo e preconceito que não os deixa dar a volta a situação... gosto que ler histórias reais de sucesso e sinto sempre alguma simpatia por estas pessoas que dão a volta a sua vida. ( Acho que ando muito sensível :) )

  Opinião no Jornal...

  O livro: 
  Este é um livro que fala de oportunidades, de mudança, de esperança. James encontra Bob ferido e decide cuidar dele. Bob acaba por mudar completamente a vida de James. O seu mundo que até ai tinha sido a preto e branco começa aos poucos a ganhar cor. Não posso contar o que se passou concretamente, pois assim ia estragar a história e revelar tudo, mas posso adiantar que a relação dos dois é muito ternurenta, o amor e dedicação que James revela por Bob é enternecedora e quando ele fala das proezas do seu novo amigo dá mesmo vontade de querer um gatinho também. 

  Depois tem um lado mais sério, ele fala do seu percurso de vida, como se tornou sem abrigo e toxicodependente. Mostra-nos como é difícil o mundo da rua e como é complicado dar a volta a situação e lidar com o desprezo e preconceito de quem se cruza com ele. Confesso que dei por mim a refletir sobre isso. Sobre a dignidade humana. Como somos injustos com algumas pessoas, que no fundo só querem mudar e nós só atrapalhamos… essas são as lições! 

Todos nós temos direito a uma segunda oportunidade e James descobriu a sua com Bob. 

“ A princípio fora um choque, mas já me tinha começado a adaptar a isso. Na verdade, agradava-me. Sabia que parecia uma tolice para muita gente, mas pela primeira vez na vida tinha uma ideia do que era cuidar de uma criança. Bob era o meu bebé e certificar-me que ele estava quente, bem alimentado e em segurança era muito gratificante. E também assustador. “


Até a próxima e boas leituras!!